Posts Tagged ‘poesia’

Saiba, rapaz, das coisas que acredito

17 outubro 2011

Anna Cláudia, Beto Scansette e Josias Sobrinho são os convidados de Joãozinho Ribeiro em mais um show da temporada São Luís – Outros 400.

Acompanhado do Regional 400, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete), Joãozinho Ribeiro (foto) volta ao palco do Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande), para mais uma apresentação da temporada de São Luís – Outros 400, show que vem apresentando, sempre com convidados diferentes a cada edição, quinzenalmente desde julho passado.

Nesta quinta-feira (20), às 21h, Joãozinho Ribeiro terá como convidados a cantora Anna Cláudia, o compositor Josias Sobrinho e o poeta Beto Scansette.

O terceiro é responsável pelo primeiro momento da noite: a partir das 21h, no Armazém, antes da música entrar em cena, é a poesia quem domina o palco.

Em seguida, é a vez do encontro de velhos parceiros. Anna Cláudia, paraense radicada em São Luís, em seu até aqui único disco gravado, registrou Coisas que acredito, música cara a seu autor, o compositor Joãozinho Ribeiro. “É uma música sobre nosso direito de lutar pelas coisas e causas em que acreditamos”, diz, sobre a obra, mais atual que nunca.

Josias Sobrinho também já gravou Joãozinho Ribeiro: o choro Saiba, rapaz, no disco Nosso neném. “Para mim é uma honra, pois Josias também é compositor, de muita qualidade, e em geral só grava repertório autoral. Saiba, rapaz foi uma exceção em sua carreira”, conta o autor.

Anna Cláudia e Josias Sobrinho são dois nomes confirmados entre as participações especiais que constarão da estreia em disco de Joãozinho Ribeiro, cujo lançamento está previsto para 2012, ano em que ele deve entrar em estúdio para realizar seu primeiro registro fonográfico.

Para Joãozinho Ribeiro, “a temporada Outros 400 é uma forma de a gente desenferrujar, de tirar a poeira do baú, de testar repertório. É um pedaço importante de um projeto maior”, anuncia.

Serviço

O quê: São Luís – Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional 400. Participações especiais da cantora Anna Cláudia, do poeta Beto Scansette e do compositor Josias Sobrinho.
Quando: dia 20 (quinta-feira), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00.

Outros 400: qual será sua programação nesta quinta-feira?

16 outubro 2011

OUTROS 400 – Na sétima edição da temporada, o compositor Joãozinho Ribeiro terá como convidados Anna Cláudia, Josias Sobrinho e o poeta Beto Scansette. O Regional 400, que os acompanhará, é formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical) Fleming (bateria), Mauro Travincas (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete). Ingressos: R$ 10,00. No Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande). Dia 20 (quinta-feira), às 21h.

Poeta maranhense autografa novo livro no Canto Madalena

22 setembro 2011

 
 
O poeta maranhense Fernando Abreu autografa dia 6 de outubro, no bar Canto Madalena, em São Paulo, Aliado Involuntário (Exodus, 2011), sua terceira coletânea de poemas. O livro quebra um silêncio editorial de oito anos, depois da publicação O Umbigo do Mudo (Clara Editora, 2003), segundo livro do artista. O primeiro foi Relatos do Escambau (Exodus), de 1998, publicado pouco tempo depois da dissolução do grupo conhecido como Academia dos Párias, do qual foi um dos fundadores.

Maranhense de São Luís, Fernando Abreu também é letrista de música popular, tendo entre seus parceiros, Chico César, e os maranhenses Gerson da Conceição, Zeca Baleiro e Nosly. Os três últimos gravaram parcerias com o autor em seus discos, sendo as mais conhecidas, Alma Nova, Rock do Cachorro Doido e Guru da Galera, lançadas por Zeca Baleiro nos discos Baladas do Asfalto e outros Blues (2005) e Pet Shop Mundo Cão (2002).

O recém-lançado Parador, disco de Nosly produzido por Baleiro, traz Você Vai me Procurar, parceria com Fernando, de quem o cantor e violonista musicou Para uma grande dama, poema do novo livro do artista que homenageia as atrizes do universo pornô.

Com Aliado Involuntário, Fernando Abreu reativa o selo independente Exodus, onde  estreou individualmente. O novo livro traz 41 poemas embalados em projeto do designer gráfico Francisco Rogero e ilustrações do artista plástico Geetesh.  O livro é apresentado pelo poeta e ensaísta Reuben da Cunha Rocha, num misto de e-mail/poema/prefácio, e traz texto assinado pelo próprio autor, comentando o processo de criação da nova obra.

Aliado Involuntário tem como marca principal a presença de poemas mais longos, de uma oralidade ausente tanto nos dois livros anteriores quanto nos poemas publicados na revista Uns & Outros, da Academia dos Párias. “Não queria me transformar em um resignado refém de poemas-insight, do tipo que nasce praticamente pronto, deixando pouco espaço para uma carpintaria que sempre me interessou e que começava a me fazer falta” diz o poeta na orelha do livro.

Serviço

O quê: Noite de autógrafos de Aliado involuntário.
Quem: o poeta Fernando Abreu.
Onde: Bar Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena, SP).
Quando: 6 de outubro (sexta-feira), às 20h30min.
Quanto: entrada franca. O livro custa R$ 30,00.
Maiores informações: escambau@hotmail.com

Música e poesia em Outros 400

17 setembro 2011

Pocket show A palavra voando, de Celso Borges e Beto Ehongue, integra o programa da quinta edição da temporada musical de Joãozinho Ribeiro. Compositor terá como convidados Chico Saldanha e Lenita Pinheiro, além da participação do Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt

“O nosso amor/ virou pedaço de linha puída/ meu peito é frágil carvão de varinha/ no fundo de um cofo querendo quebrar”. Versos de um clássico da música popular produzida no Maranhão, Linha puída, de Chico Saldanha, música que certamente será lembrada na quinta edição de Outros 400 em que o compositor reencontra, no palco, Lenita Pinheiro, cantora com quem divide a regravação desta música em seu mais recente disco, Emaranhado (2007).

Chico Saldanha e Lenita Pinheiro são os convidados de Joãozinho Ribeiro, que retorna aos palcos, após breve interrupção na temporada. Eles serão acompanhados pelo Regional 400, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Mauro Travincas (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

A noite contará com a abertura do Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt, garantindo animada recepção aos presentes.

A palavra voando – Outro destaque da noite é o pocket show A palavra voando, em que o poeta Celso Borges e o dj Beto Ehongue dissecam letras do cancioneiro popular brasileiro, transformando-os em poemas, ditos pelo primeiro sobre trilhas criadas pelo segundo. O show já foi apresentado nos Centros Culturais Banco do Nordeste, em Fortaleza, Juazeiro (CE) e Sousa (PB), e no Cine Ímpar (em São Luís).

 

Serviço

O quê: Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro. Participações especiais: Chico Saldanha e Lenita Pinheiro. Abertura: Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt e pocket show A palavra voando, com Celso Borges e Beto Ehongue.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quando: dia 22 (quinta-feira), às 21h.
Quanto: R$ 10,00.

Itaú Cultural realiza mini-cursos sobre literatura em São Luís

22 abril 2010

Literatura digital, poesia, prosa e a crítica literária são temas dos mini-cursos promovidos pelo Itaú Cultural em São Luís, em parceria com o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, que os abriga, dias 27 e 28 de abril de 2010. O objetivo das atividades é discutir o panorama da atual produção literária e suas relações com a crítica literária.  Veja abaixo, em Serviços, como se inscrever.

A atividade faz parte do programa Rumos Literatura 2010-2011, que neste ano abre inscrições para projetos na área de ensaios em produção ou crítica literária. As inscrições para o edital irão até 31 de julho de 2010. Saiba tudo sobre o edital no site www.itaucultural.org.br/rumos . Consulte também o blog http://rumositaucultural.wordpress.com/.

Palestrantes

Heloisa Buarque de Hollanda (Ribeirão Preto, SP). Escritora,  professora de Teoria Crítica da Cultura da UFRJ, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea e Curadora do Portal Literal. É autora de livros como: Impressões de Viagem, O Feminismo como Crítica da Cultura, Guia Poético do Rio de Janeiro e Enter, uma antologia digital.

Flávio Carneiro (Goiânia, GO). Escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da UERJ e autor de doze livros, entre contos, romances, crônicas, ensaios e novelas para crianças e jovens. Escreveu também dois roteiros para cinema. Seus livros mais recentes são o romance A Confissão e o livro de crônicas Passe de Letra: futebol & literatura, ambos publicados pela Editora Rocco.

Programação

. terça, 27 de abril
das 14h às 19h
Literatura Digital, com Heloisa Buarque de Hollanda.
As novas tecnologias e a internet estão impactando de forma radical as formas de se fazer e de se pensar a criação literária, a autoria, a leitura e até mesmo o futuro do livro. Este mini-curso vai abordar algumas dessas questões já presentes no dia a dia dos escritores e na atuação dos leitores e editores.

. quarta, 28 de abril
das 14h às 19h
Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, com Flávio Carneiro.
O propósito do curso é discutir algumas questões sobre o exercício de uma crítica literária que se arrisca a falar não apenas de obras e autores canônicos mas do que está sendo produzido hoje no Brasil na área de ficção. Os princípios norteadores dessa crítica, seus critérios, seus recortes são alguns dos pontos tratados, juntamente com a apresentação de um mapeamento da ficção brasileira atual.

Serviços – local e como se inscrever

Datas: 27 (terça) e 28 (quarta) de abril de 2010
Horário: das 14h às 19h, nos dois dias. Entrada franca.
Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho – Auditório Rosa Mochel – Rua do Giz, 205, Praia Grande – São Luís/MA.

Observações importantes:

a) as inscrições devem ser feitas com antecedência somente através do e-mail rumos.sl@gmail.com. Atenção! apenas 50 vagas por dia.

b) no corpo do e-mail para reservar a vaga os interessados deverão mencionar: nome completo, telefone, e-mail e o dia da atividade de interesse (quem desejar pode se inscrever para os dois dias). Se for estudante ou professor, mencionar o nome da faculdade e curso.

c) Certificados serão fornecidos para quem cumprir ao menos 75% da carga horária.
 
Contatos:

Luiz Pedreira Jr. | itaucultural@comunicacaodirigida.com.br | tel (11) 3881-1710

Zema Ribeiro | zemaribeiro@gmail.com | tel (98) 8888-3722

Escritor paraense lança livros infantis em São Luís

26 janeiro 2010

Guaracy Brito Jr, ex-integrante da Akademia dos Párias, lança dia 2 de fevereiro na livraria Athenas dois livros premiados no Pará.

O escritor e jornalista Guaracy Brito Jr lança no dia 2 de fevereiro, às 18h, na Livraria Athenas, no Monumental Shopping, os livros infantis A Nuvem e O Patinho que fazia quã, ambos premiados: o primeiro pelo Instituto de Arte do Pará; e o segundo pela Secretaria de Cultura do Estado.

A Nuvem – Escrito a partir de uma pergunta feita pela afilhada do escritor, Tereza, quando tinha seis anos (hoje tem dezessete): “Tio, o que é nuvem?”. Uma semana depois, Guaracy escreveu o que achava das nuvens e entregou a ela. “Foi um texto feito com amor. Tereza é uma pessoa doce”, afirma ele. A Nuvem também tem ligação afetiva com sua filha, Yasmin, da mesma idade de Tereza, que na época morava com a mãe em algum lugar do Brasil, longe dele.

O Patinho Que Fazia Quã – Surgiu do hábito de inventar histórias para o filho Bruno dormir. Fala de um franzino patinho de estimação com problemas na voz, que sonha em ser cantor e é bastante curioso. Vive uma aventura bem diferente, em que o personagem bíblico Noé participa pescando.

O autor – Guaracy nasceu em Belém em setembro de 1962 e atua há 20 anos na área de rádio e televisão. Publicou os livros de poemas Insanidade Vital (1983) e Sala de Visitas (1985), este editado pela Editora Guarnicê com participação de poetas do Maranhão. É diretor do programa 7 Set Independente, sobre arte & tecnologia e cidadania digital, e diretor e criador do programa lítero-musical Visagem, na rádio Cultura. Atualmente, coordena o Núcleo de Interprogramação da TV Cultura do Pará, é cronista do jornal O Liberal, roterista e diretor de documentários institucionais, redator publicitário, além de ter sido desenhista sonoro em curtas paraenses de ficção (Marília, Mente Dividida, Matinta Perera).

O escritor morou em São Luís entre 1984 e 1986 e foi fundador e um dos principais integrantes da Akademia dos Párias, reunião de jovens estudantes da Universidade Federal do Maranhão que, entre outras coisas, lançou oito edições da revista de poesia Uns & Outros. O poeta participou também dos dois livros-CDs do poeta maranhense Celso Borges, XXI e Música, fazendo trilhas para os poemas Pária, Minha vida sem saída em Edgar Alan Poe e Dialética.

A nuvem e O patinho que fazia quã serão autografados pelo poeta paraense Guaracy Brito Jr.

LANÇAMENTO DOS LIVROS
A Nuvem e O Patinho que fazia quã
De Guaracy Brito Jr.
Dia 2 de fevereiro
Livraria Athenas – Monumental Shopping, às 18h
Promoção: Associação dos Livreiros do Maranhão (ALEM)
Realização: Pegada Produções
Mais informações: Celso Borges – (98) 3227-0079/ 8179-1113

Celso Borges ministra oficina na 4ª. Mostra SESC Guajajara de Artes

23 outubro 2009

Bendita Poesia Bem Dita destaca a poesia associada ao som, com aspectos e oralidades originárias da cultura popular e erudita. As diferentes formas do falar, dizer e recitar o texto poético. Como alguns escritores vêm experimentando nas últimas décadas o diálogo entre música e poesia em suas diferentes variedades.

A oficina, que faz parte da 4ª Mostra Sesc Guajajara de Artes, destaca a poesia que vai além dos limites da página do livro e do computador. A proposta é apresentar registros de poemas em voz pura e simples, associados a sonoridades percussivas e textos poéticos cuja musicalidade resulta da confluência de diferentes temas, palavras e ritmos contemporâneos.

Celso Borges reúne de maneira informal conceitos e definições de vários gêneros ligados ao universo da poesia e da música, como rap, cordel, poesia sonora, poesia musicada, trilha poética e poesia falada e com isso fornece conhecimento teórico e prático que estimulam a curiosidade e o hábito de ouvir poesia.

Celso Borges é poeta e jornalista, autor de sete livros, entre eles Pelo Avesso (1983), Persona Non Grata (1990), NRA (1996), XXI (2000) e Música (2006), os dois últimos no formato livro-CD. Em dezembro, lança seu novo trabalho: Belle Époque.
 
A BENDITA POESIA BEM DITA
De 28 a 30 de outubro na Galeria de Arte do Sesc, Praça Deodoro
Horário: das 8h30min às 11h30min
Nº de vagas: 20
Preço: R$ 5,00 (comerciários e usuários com carteira do SESC); R$ 10,00 para os demais
Inscrições na Biblioteca do Sesc, das 8h30min às 17h
Mais informações: (98) 3216 3831

[Release recebido por e-mail]

A ceia dos excluídos no Arthur Azevedo

25 setembro 2009
Memórias da última ceia: arte engajada. Cartaz. Reprodução

Memórias da última ceia: arte engajada. Cartaz. Reprodução

Memórias da Última Ceia é o espetáculo que a Companhia de Dança Olinda Saul apresenta dias 26 e 27 de setembro, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo, com roteiro de Cesar Teixeira, coreografia de Hélio Martins e direção geral de Olinda Saul. No elenco, 23 jovens oriundos do Projeto Dança Criança, que atende alunos de escolas públicas da periferia de São Luís.

O balé contará com a participação especial dos atores Auro Juriciê e Silvana Cartágenes, interpretando personagens emblemáticos do lixão, além do bailarino e coreógrafo Hélio Martins e da pequena Alicia Saul. “Nosso maior objetivo é despertar o interesse das novas gerações de artistas, bailarinos, estudantes e da juventude em geral pelas questões sociais e ambientais”, explica Olinda Saul.

Cesar Teixeira diz que o espetáculo foi inspirado no poema Lixopping e na música Shopping Brazil, ambos de sua autoria,  e busca chamar a atenção para um problema social que a cada dia se agrava no Brasil: a miséria de uma parcela da população que, para sobreviver, depende dos lixões existentes nas zonas urbanas.

“Trata-se de um balé que mostra a realidade dos lixões brasileiros, onde a fome e a miséria não estabelecem diferença entre bichos e seres humanos. É uma fratura exposta”, ressalta.

A montagem refaz a rotina existente em torno de um grande monte de lixo para onde afluem diariamente pessoas e bichos que disputam os dejetos. Um conflito se estabelece entre os tiranos do lixão e seus habitantes, que são manipulados como marionetes, mas buscam a liberdade através de uma insurreição para garantir o espaço conquistado.

Drama social – Conforme a UNICEF, 45 mil crianças e adolescentes brasileiros vivem da garimpagem do lixo, distantes do lazer e das escolas. Por isso, em 16 de junho de 1999, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou a campanha “Criança no Lixo, Nunca Mais”, acreditando que até 2002 esta situação seria revertida.

Infelizmente, isso não aconteceu. A população dos lixões aumentou, juntamente com o desemprego e a situação de penúria de 33 milhões de brasileiros que, segundo a Fundação Getúlio Vargas, vivem abaixo da linha da pobreza.

Por essa razão, a degradação ambiental e o drama dos que dependem do lixo para sobreviver há muito vem motivando não só organizações civis e religiosas, mas também diversos setores dedicados à arte, a enfrentarem criticamente o problema. É o caso dos artistas que se reuniram para encenar Memórias da Última Ceia.

O espetáculo busca sensibilizar a opinião pública para a problemática social dos lixões, como forma de estimular debates em torno do tema, denunciando o processo de negação da cidadania no Brasil e nos países do Terceiro Mundo, penalizados com a globalização espúria da economia.

A coreógrafa Olinda Saul, que desenvolve o Projeto Dança Criança desde 1996, para atender alunos carentes, decidiu adotar o tema pela dimensão social que incorpora, e também para dar oportunidade aos jovens que integram o projeto de vivenciarem no palco cenas que alguns deles conhecem tão bem, mostrando que é possível ter esperança.

“São realizações como esta que permitem crianças e adolescentes do nosso estado resgatar a sua cidadania pela dança”, enfatiza Olinda Saul.

Sinopse – O espetáculo inicia quando um novo descarregamento mobiliza urubus e cães, que são expulsos pelos catadores de lixo, que recolhem roupas para vestir, abandonando ali seus trapos. Festejam as novidades com uma alegre orgia, interrompida por um personagem que sai de dentro do monturo: o Rei do Lixo, com seu manto feito de detritos industriais.

Esse personagem representa os Estados conservadores do Terceiro Mundo, submissos ao capitalismo internacional. Uma pessoa rebelada tenta e não consegue matar o rei, que manda prendê-la. Um representante do governo federal surge para decretar a privatização do monte de lixo e “resolver a questão” colocando-o à venda, o que provoca uma rebelião geral que reúne pessoas e bichos.

É organizada uma passeata visando envolver a opinião pública, onde se gritam as palavras de ordem: “O lixo é nosso!”

SERVIÇO

Memórias da Última Ceia

Elenco: Alyson Trindade, Carolina Barbosa, Dariel Novack, Eduardo Mello , Eleomar Durans, George Nascimento, Iara Teixeira, Janaina Martins, Jéssica Marieta, Joel Farias, Katiane Jardim, Luiza Gomes, Marlon Aspin, Monalisa Rubi, Richardson Araújo, Roberta Gamboa, Thaís Augusta, Sanndy Brandão, Suelma Cutrim, Thalita Alves, Thayna Alves, Thiago Gomes, Wanderson Mendes. Participação Especial: Hélio Martins (como Rei do Lixo), Alicia Saul, Silvana Cartágenes e Auro Jurassiê.

Dias 26 e 27 de setembro
Local: Teatro Arthur Azevedo
Hora: 20h
Ingresso (preço único): R$ 20,00

Celso Borges apresenta espetáculo de poesia e música no Maloca

1 setembro 2009

A posição da poesia é oposição reúne cerca de 20 poemas do artista maranhense, que será acompanhado por Christian Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão). A performance terá a participação especial da poeta Lúcia Santos. 

O poeta e letrista Celso Borges apresenta dia 5 de setembro no bar Maloca, na Lagoa, show em que interpreta poemas de seus dois livros-CDs, XXI (2000) e Música (2006), entre eles Linguagem, Persona Non Grata, Chacal e Pária. A posição da poesia é oposição tem trilhas e interferências sonoras executadas pelos instrumentistas Franklin Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão), que trabalharam separadamente nos dois livros-CDs de Borges.

“A poesia falada pode ser uma experiência mais rica do que as tradicionais leituras de palco, que lembram antigos jograis das montagens teatrais escolares. Esse show é uma festa sonora da música da palavra, palavra musicada, música falada, palavra cantada, uma celebração de música e poesia”, diz o poeta.

No espetáculo, voz, guitarra e percussão proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades. Celso Borges investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais com o objetivo de fortalecer o diálogo entre a música e a poesia.

“Ao fortalecer as duas linguagens e dar uma estrutura sonora ao texto, além de sua própria sonoridade, A posição da poesia é oposição abre novas possibilidades de leitura para a poesia e mina o desgaste que as linguagens faladas têm sofrido nos últimos anos, sobretudo o rap, que vem se repetindo, tanto no discurso como em sua forma sonora”, diz Celso.

A posição da poesia é oposição apresenta um painel de experiências, fruto da inquietação do artista e sua busca pelas diversas possibilidades de dizer o poema. Ao abrir um leque inovador de diálogo entre a palavra e a música, o artista assume uma posição contemporânea no mapa da poesia brasileira. Celso Borges quer mostrar que sua poesia coloca em discussão possibilidades formais no palco, com elementos que colaboram para enriquecer o universo da poesia brasileira falada/cantada no começo do século 21.

A performance estreou em abril deste ano, na 6ª edição do projeto Catarse – reunião de artistas de todas as linguagens no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo. Na ocasião, o poeta Celso Borges foi acompanhado pelo guitarrista paulistano Rafael Agra.

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

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A posição da poesia é oposição

Dia 5 de setembro (sábado), às 22h, na Maloca (Lagoa)

Celso Borges – voz e poesia
Christian Portela – guitarra
Luiz Cláudio – Percussão
Participação especial – Lúcia Santos

Duração do espetáculo: 45 minutos

Discotecagem: Pedro Sobrinho

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Os artistas 

Celso Borges é de São Luís do Maranhão, onde nasceu em 1959. Poeta, jornalista e letrista, viveu em São Paulo durante 20 anos e está retornando a São Luís. Parceiro de Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, tem sete livros de poesia publicados, entre eles Pelo avesso (1985); Persona non grata (1990); Nenhuma das respostas anteriores (1996), XXI (2000) e Música, os dois últimos no formato de livro-CD, com a participação de mais de 50 poetas e compositores de várias cidades brasileiras.

No palco, desenvolveu com o DJ paulistano Otávio Rodrigues o projeto Poesia Dub, que se apresentou, entre outros eventos, no Tim Festival (SP-2004) e no projeto poético musical Outros Bárbaros, do Itaú Cultural (2005 e 2007). Seu terceiro livro-CD, Belle Époque, será lançado ainda este ano.

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Christian Portela, multi-instrumentista maranhense (São Luís, 1976), toca gaita, guitarra, baixo, teclado e bateria. Começou no grupo Bota O Teu Blues Band, uma das primeiras bandas de blues e rock a fazer um circuito de bares na Ilha. Em 1998, aproximou-se do rap e foi um dos fundadores da T. A. Calibre 1, banda  referência do cenário alternativo do Maranhão e um dos destaques do livro-CD Música, de Celso Borges, participando da faixa São Luís: Segundo Movimento.

A T.A. Calibre 1 venceu dois prêmios Universidade e foi indicada para o prêmio Hutus de rap, como uma das melhores bandas do Norte/Nordeste, pelo lançamento do CD Balaio. O disco mistura as rimas engajadas do rap, as cadências de jazz e a fúria do rock, aos ritmos regionais de bumba-meu-boi e tambor de crioula.

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Luiz Cláudio, paraense, percussionista, arte-educador e pesquisador da cultura popular. Radicado em São Luís desde o final dos anos 1970, desenvolveu aqui extenso trabalho de pesquisa de campo, coletando material e aprendendo junto a grandes mestres de tambor de crioula como Felipe e Leonardo, entre outros. Em 1987 dirigiu o Beat and Beach, I Encontro de Percussão no Maranhão, que reuniu Robertinho Silva, Layne Redmond e Marco Suzano. Nesse mesmo ano criou o grupo de percussão Fogo de Mão, que participou do Percpan, em Salvador (1995).

Tocou e gravou com Nelson Ayres, Zeca Baleiro, Ceumar, Rita Ribeiro e Naná Vasconcelos, entre outros. Atualmente trabalha no projeto Som da Lata, oficinas de reciclagem de lixo para confecção de instrumentos de percussão e faz assessoria para empresas privadas em programas sociais e workshops de percussão. Luiz Cláudio participou de algumas faixas do primeiro livro-CD de Celso Borges, XXI, lançado em 2000.