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CNBB e Cáritas lançam campanha em favor das vítimas do terremoto no Haiti

19 janeiro 2010

Doações em dinheiro podem ser feitas em contas correntes ou em Igrejas.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira lançaram campanha de arrecadação de donativos para doação aos atingidos pelo terremoto no Haiti.

Em nota divulgada no último dia 15 de janeiro, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, bispo de Mariana, e o presidente da Cáritas, Dom Demétrio Valentim, bispo de Jales, conclamam “todas as comunidades eclesiais, paróquias e dioceses a promoverem (…) dia 24 de janeiro, ou em outra data conveniente, orações e coletas em dinheiro para as vítimas do terremoto no Haiti”. A íntegra da nota pode ser lida neste link.

Doações em dinheiro podem ser depositadas nas seguintes contas correntes: Banco do Brasil – Agência: 3475-4 – Conta Corrente: 23.969-0; Caixa Econômica Federal – OP: 003 – Agência: 1041 – Conta Corrente: 1132-1; Banco Bradesco – Agência: 0606 – Conta Corrente: 70.000-2.

Os recursos das doações serão destinados às ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo haitiano.

A nota da CNBB e Cáritas afirma serem necessários ainda gestos de solidariedade como o perdão da dívida externa do Haiti, correspondente a 30% de seu pobre orçamento.

Não há consenso sobre o número de vítimas do terremoto: a Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à ONU, afirma que podem ter morrido cerca de 100 mil pessoas; a Cruz Vermelha estima entre 45 mil e 50 mil o número de mortos; o governo do Haiti chegou a estimar este número em 200 mil. Em qualquer dos quadros, um quadro bastante desolador.

Segundo o governo brasileiro, morreram no país 17 militares e dois civis brasileiros: a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa.

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Leia mais: Cáritas e CNBB lançam Campanha SOS Haiti.

Nota pública

5 março 2009

Tendo em vista as últimas notícias veiculadas nos meios de comunicação acerca de suposta intransigência dos quilombolas de Alcântara em relação ao projeto espacial brasileiro, as entidades abaixo signatárias vêm a público dizer o que segue:
 
1. Não há nenhuma intransigência de quilombolas ou de entidades dos movimentos sociais que atuam em Alcântara, a respeito da implantação do projeto espacial brasileiro;

2. O problema do Ministério da Defesa e da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space não são os quilombos, mas o ordenamento jurídico brasileiro e as normas internacionais de direitos humanos que os protegem.

3.  Desde o início da década de oitenta o Estado brasileiro vem afrontando tais normas e somente a partir do ano de 2.000 os direitos dos quilombolas de Alcântara começaram a ser reconhecidos.

4. Historicamente a relação estabelecida pelo Estado brasileiro inclui a mentira, o não-cumprimento dos acordos, o deslocamento forçado, a destruição das identidades étnicas, a devastação dos recursos naturais) ;

5. Como conseqüência desses atos violentos, 312 famílias foram deslocadas compulsoriamente, perdendo sua soberania alimentar, tendo sua organização social destroçada e sendo impedidas de construir casas para as novas famílias que se formam;

6. Além das violências cometidas nas agrovilas, tais relações ainda se impunham também nos povoados do litoral até o final do ano de 2.008, com a invasão do território quilombola por empresas vinculadas à Alcântara Cyclone Space, que ali realizaram inúmeras perfurações, suprimiram vegetação sem licença do IBAMA, destruíram caminhos, roçados e  margem de rios. Ameaçadas em suas condições de existência as famílias reagiram instalando barreiras, obrigando a empresa a se retirar.

7. Somente com a homologação de um acordo, perante a Justiça Federal, em torno dos limites do território quilombola a ser titulado pelo governo federal, o conflito arrefeceu. As comunidades celebraram a nova postura do governo e a publicação do Relatório de Identificação e Delimitação, pelo INCRA.

8. Depois disso, de maneira inexplicável, representantes do Ministério da Defesa e da Alcântara Cyclone Space passaram a criticar os fundamentos do acordo, hoje decisão judicial transitada em julgado.

9. Ao mesmo tempo, a Alcântara Cyclone Space tentou adentrar o território étnico para fazer estudos ambientais, sem as devidas e necessárias cautelas do diálogo e do direito à informação, com as comunidades e suas entidades de assessoria.

10.  O que ficou claro é que a empresa não pretende dialogar na presença das entidades de assessoria aos quilombolas, numa atitude hostil aos movimentos sociais locais. Tanto é que as comunidades aguardaram inutilmente a empresa para uma reunião no dia 18 de fevereiro.

11. Portanto, não há impasse e nem intransigências, da parte dos quilombolas e dos seus movimentos sociais representativos e muito menos interesses ocultos e escusos, como vem afirmando a empresa e setores do governo na mídia. O que há é a inaceitável falta de capacidade de diálogo por parte de setores do Estado brasileiro.  
 
São Luís/MA, 05 de março de 2.009.
 
– SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE ALCÂNTARA
– MOVIMENTO DOS ATINGIDOS PELA BASE ESPACIAL (MABE)
– MOVIMENTO DAS MULHERES TRABALHADORAS RURAIS DE ALCÂNTARA/MA
– PARÓQUIA DE ALCÂNTARA/MA
– ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS (ACONERUQ)
– CENTRO DE CULTURA NEGRA DO MARANHÃO (CCN/MA)
– CONSELHO MUNICIPAL DAS POPULAÇÕES AFRO-DESCENDENTES DE SÃO LUÍS/MA (COMAFRO)
– FÓRUM DE ENTIDADES NEGRAS DO MARANHÃO
– CENTRO DE CONSCIENTIZAÇÃO NEGRA DE PEDREIRAS/MA
– SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS (SMDH)
– FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS NA AGRICULTURA DO ESTADO DO MARANHÃO (FETAEMA)
– GRUPO DE ESTUDOS RURAIS E URBANOS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFMA (GERUR)
– INSTITUTO PÓLIS
– JUSTIÇA GLOBAL
– CENTRO PELO DIREITO À MORADIA CONTRA DESPEJOS (COHRE)