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Rosa Secular, pediram bis

5 janeiro 2012

Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho reapresentam espetáculo em que prestam tributo a grandes nomes da música brasileira

 

Tudo começou em um lance do acaso: era um sábado a data em que Noel Rosa, o poeta da Vila, completaria 100 anos, se vivo fosse, em 11  de dezembro de 2010. Artista fundamental ainda hoje, passados quase 75 de sua morte, e de inegável influência sobre as obras de Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho, o autor de Último desejo recebeu um belíssimo tributo na ocasião, sucesso de público e crítica.

A lotação do Daquele Jeito esgotou-se e houve quem voltasse da porta. O jeito foi repetir o show no janeiro seguinte, mantendo a mesma escalação, que “em time que está ganhando não se mexe”: os três mais Cesar Teixeira, além das participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro. Não deu outra: o sucesso repetiu-se.

Em dezembro passado, somaram a Noel Rosa homenagens a gigantes da canção brasileira: além dele, Assis Valente, Ataulfo Alves, Cartola, Mário Lago e Nelson Cavaquinho, todos já com 100 ou mais anos completos, vivos na memória de apreciadores de boa música. E também a saudosos maranhenses, “eternos”, como preferem os anfitriões: Antonio Vieira, Cristóvão Alô Brasil, Dilu Mello, João Carlos Nazaré e Lopes Bogéa.

“Este bis é nossa forma também de comemorar o Prêmio Universidade FM com que fomos agraciados em dezembro passado. Esta honraria não é só nossa, dos artistas que subimos ao palco, mas de todos os envolvidos, músicos, produtores, uma equipe grande, cada apoiador e principalmente do público que tem nos prestigiado e aos grandes mestres a que homenageamos”, afirma Joãozinho Ribeiro.

Em relação ao show de dezembro passado, pequenas modificações. “Muita gente que foi em dezembro, vai novamente. Por isso a gente mexe um pouco no repertório, para que as pessoas não saíam de casa para ver e ouvir mera reprise”, afirma Josias Sobrinho, autor de Terra de Noel, música em que explicita a influência do autor de Feitiço da Vila.

“Além de todos os homenageados, também cantaremos músicas nossas”, antecipa Chico Saldanha, que interpreta, além de uma música autoral, canções de Assis Valente, Cristóvão Alô Brasil e Noel Rosa durante o show.

Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho e seus convidados – Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro – serão acompanhados por um Regional formado por Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), Fleming (bateria), João Neto (flauta), João Soeiro (violão), Juca do Cavaco (cavaquinho), Mauro Travincas (contrabaixo), Osmar do Trombone (trombone) e Vandico (percussão). A noite será encerrada com um baile de gafieira. “Antecipando o carnaval”, como cantaria Jorge Ben.

O show Rosa Secular, pediram bis acontece dia 14 de janeiro (sábado), às 22h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais). Os ingressos custam R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes com carteira).

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A pedidos: “Noel, Rosa secular”, o bis.

28 dezembro 2010

Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e convidados reapresentam elogiado tributo ao compositor Noel Rosa

Noel Rosa morreu no auge da fama e sucesso aos quase 27 anos de idade, em 1937. Por menos de vinte anos, ficou no esquecimento, até ser retirado deste limbo por Aracy de Almeida, sua maior intérprete, depois dele mesmo. Até hoje o Poeta da Vila é influência definitiva para qualquer um que ouse fazer música no Brasil desde então.

No ano de seu centenário, 2010, o Brasil não economizou em homenagens ao mais ilustre filho da Vila Isabel carioca: seminários, palestras e publicações discutiram sua obra, reavivando-a. Inúmeros shows relembraram suas inúmeras e geniais criações, incluindo o Maranhão.

Na noite de 11 de dezembro de 2010, um sábado, o Daquele Jeito foi palco do show-tributo Noel, Rosa secular, protagonizado pelos compositores Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho, que mostraram suas facetas de intérprete, com repertório exclusivamente da lavra de Noel Rosa. Destaques também para as participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro, além do Regional Feitiço da Ilha, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Soeiro (violão), João Neto (flauta), Juca do Cavaco (cavaquinho) e Vandico (percussão).

Localizado no Vinhais, o bar acabou pequeno para os cerca de 500 fãs confessos de Noel ali presentes. Clássicos como Feitiço da Vila, Feitio de oração, X do problema, As pastorinhas, Pela décima vez, Quando o samba acabou, Último desejo, Filosofia, Com que roupa?, Pra quê mentir? e João Ninguém foram cantados em coro pelo público, que prestigiou ainda a dança e a encenação da Companhia de Teatro Beto Bittencourt, que durante as músicas “dancenou” breves passagens da breve existência de Noel.

Os comentários posteriores ao show, sucesso de público, eram dois: de um lado, muitos elogios por parte daqueles que presenciaram um dos, sem dúvidas, melhores espetáculos musicais apresentados na capital maranhense em 2010; de outro, o arrependimento daqueles que, por um motivo ou outro, não fizeram coro às canções citadas e às tantas outras do repertório daquela noite inesquecível.

Pediram Bis – Para um bom começo de 2011, uma boa notícia a quem quiser repetir a dose ou quiser prová-la “pela primeira vez” (para citarmos outra peça do set-list noelesco): dia 8 de janeiro (sábado), às 22h, o Bar Daquele Jeito leva a seu palco o espetáculo Noel, Rosa secular – Pediram bis. Acompanhados pelo Regional Feitiço da Ilha, os quatro senhores da música do Maranhão Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho, com participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro, reprisam a homenagem a Noel de Medeiros Rosa, o Poeta da Vila.

A reapresentação de Noel, Rosa secular terá novidades. “O repertório, por exemplo, muda em parte. Reprisar, simplesmente, as músicas que cantamos no show anterior seria uma injustiça com a própria obra de Noel, cujo legado é vastíssimo. As participações especiais terão mais tempo, este já era um pedido ouvido por nós durante o primeiro show”, adiantou o compositor Joãozinho Ribeiro.

Os ingressos para Noel, Rosa secular – Pediram bis custam R$ 20,00 (metade para estudantes com carteira) e serão vendidos na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande) a partir de segunda-feira (3).

Serviço

O quê: Noel, Rosa secular – Pediram bis.
Quem: Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho, acompanhados do Regional Feitiço da Ilha. Participações especiais: Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro.
Onde: Bar Daquele Jeito (Vinhais).
Quando: dia 8 de janeiro de 2011 (sábado), 22h.
Quanto: R$ 20,00 (metade para estudantes com carteira). Ingressos à venda na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande), a partir de segunda-feira (3).
Maiores informações: (98) 8888-3722, zemaribeiro@gmail.com

João do Vale no palco dos Territórios Rurais

18 março 2010

Uma caravana de músicos e intérpretes do Maranhão irá participar do II Salão dos Territórios Rurais – Territórios da Cidadania em Foco, a ser realizado em Brasília, entre 22 e 25 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, numa promoção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial.

Representando o Território do Médio Mearim, o grupo fará uma releitura da obra do compositor maranhense João do Vale (foto), consagrado no Brasil após o show Opinião, em 1964, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, depois substituída por Maria Bethânia.

Integrado pelos cantores Paulo Pirata e Garrincha (Pedreiras), Cláudio Pinheiro, Milla Camões, Carlinhos Veloz e Cesar Teixeira (São Luís), o grupo maranhense se apresenta no dia 22 de março, às 22h, após a Abertura Solene e a atuação do Quinteto Violado (PE), Pereira da Viola, Caminho de Todos os Santos e Roda de Viola (MG).

O espetáculo maranhense será apresentado por um Arauto Brincante (PE), seguindo-se a leitura do poema João Pedreiras do Vale, do poeta maranhense Neves Azevedo, na voz do ator Cláudio Ferrario. Terá ainda como convidado especial o cantor e compositor Wellington Matos.

A programação cultural do II Salão dos Territórios Rurais, que coincide com o aniversário de 50 anos da fundação de Brasília, tem como um dos coordenadores o cantor, violeiro e compositor Marcelo Melo, presidente da Fundação Quinteto Violado e um dos fundadores do grupo pernambucano.

Homenagem – João do Vale, nascido no Lago da Onça, município de Pedreiras, é autor de grandes sucessos como Pisa na Fulô, Estrela Miúda e Carcará, entre outros, que os participantes do II Salão dos Territórios Rurais terão a oportunidade de relembrar durante o espetáculo a ser apresentado pelo grupo maranhense no Distrito Federal.

Segundo Riva do Vale, filho mais velho de João radicado em São Luís, a homenagem ao seu pai faz parte de uma campanha da Fundação João do Vale (sediada em Pedreiras/MA) de divulgar a obra do artista, que foi ajudante de pedreiro no Rio de Janeiro, antes ter suas músicas divulgadas nas vozes de Marlene, Ivon Cury, Luiz Gonzaga, Clara Nunes, entre outros expoentes da MPB.

O espetáculo Opinião, que projetaria Maria Bethânia como intérprete de Carcará, foi um divisor de águas na música popular brasileira, mas, ao mesmo tempo, serviu de pretexto para que os aparelhos de censura e repressão do regime militar deflagrassem uma intensa perseguição aos artistas acusados de subversão à ordem social e política do País.

Para Benedita Freire, que faz a direção geral do espetáculo, mais do que uma homenagem a João do Vale, a caravana visa sobretudo valorizar a história da MPB, hoje massacrada por uma mídia descartável. “Trata-se de uma questão de justiça evidenciar a obra de um artista que não pode estudar, foi perseguido e morreu pobre, mas deixou um rico legado para a cultura brasileira”, conclui.  

Diversidade – O espetáculo do Maranhão estará entre as 19 atrações culturais de vários pontos do País a se apresentarem durante os quatro dias do II Salão dos Territórios Rurais – Territórios da Cidadania em Foco, que, entre outros objetivos, busca expressar a diversidade das tradições, do conhecimento, da memória e das produções materiais e simbólicas dos Territórios Rurais brasileiros.

A banda que acompanhará os representantes do Território do Médio Mearim na homenagem a João do Vale é formada por Edilson Gusmão (violão), George Gomes (bateria), Rui Mário (sanfona), Murilo Rêgo (teclados), Jeca (percussão) e Arlindo Piu-Piu (contrabaixo), responsável pela direção musical do espetáculo.

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