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Professores/as interessados/as podem agendar sessões para a Mostra de Cinema Infantil

9 outubro 2011

Professores/as interessados/as em levar estudantes ao Cine Praia Grande podem reservar lugares para a Mostra de Cinema Infantil que acontecerá dias 12 e 13 de outubro (quarta e quinta-feira) na sala de cinema do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

A sala dispõe de 111 lugares e a programação da mostra será composta por 33 filmes divdidos em seis blocos – três por dia de programação. Os/as professores/as devem manter contato com a produção, indicando o número de alunos que desejam levar ao cinema e em que sessão – ou sessões. A programação completa pode ser acessada aqui.

As reservas podem ser feitas pelo e-mail mostracinesl@live.com e/ou telefones: (98) 8118-1829, 8864-8387, 8197-1643.

Realizada pela primeira vez na capital maranhense a programação da Mostra de Cinema Infantil é composta por curtas-metragens que integram um box comemorativo de 10 anos da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. “Ganhei o material e não podia guardar isso pra mim ou exibi-lo apenas a minha filha”, afirmou Francisco Colombo, produtor local da mostra e pai coruja de Catarina, de um ano e meio. “Conversei com Frederico Machado, que administra o Cine Praia Grande, e resolvemos realizar dois dias de exibição, festejando o Dia das Crianças”, continua.

A programação é gratuita e, além das sessões, a criançada presente se divertirá com brinquedos, animadores e guloseimas. A Mostra de Cinema Infantil de São Luís tem apoio da Secretaria de Estado de Esportes, Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania, Lume Filmes e Rádio Universidade FM.

6ª. Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chegará a todas as capitais brasileiras

22 setembro 2011

47 filmes, incluindo títulos inéditos no país, estão na programação da 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que se inicia a partir de 10 de outubro e chega este ano, além de Brasília, às 26 capitais estaduais brasileiras, sempre com entrada franca e acessibilidade a deficientes físicos.

Entre as pré-estreias, o evento exibe três longas-metragens brasileiros, dirigidos pelas premiadas cineastas Eliane Caffé, Mara Mourão e Érika Bauer.

Quem Se Importa, de Mara Mourão (de Doutores da Alegria, 2005) focaliza o empreendedorismo social através de entrevistas com 19 entre os maiores nomes do setor, incluindo o Prêmio Nobel da Paz, o bengali Muhammad Yunus; o norte-americano Bill Drayton, fundador da Ashoka, um entidade que prospecta empreendedores sociais ao redor do mundo; e o infectologista brasileiro Eugênio Scannavino Netto, que reduziu a mortalidade infantil de Santarém ao mesmo padrão de São Paulo e foi eleito pela mídia internacional como um dos 21 pioneiros do século 21.

Diretora dos longas Kenoma (1998), Narradores de Javé (2003) e O Sol do Meio-Dia (2009), Eliane Caffé focaliza em Céu Sem Eternidade as lutas e expectativas que envolvem a rede dos quilombos de Alcântara, no Maranhão. Trata-se de um trabalho de investigação coletivo realizado com a participação de estudantes e moradores locais durante o período de maio a agosto de 2010.

Érika Bauer, diretora de Dom Hélder – O Santo Rebelde (2006), apresenta em E A Terra Se Fez Verbo a região da Prelazia de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, e sua história de luta e resistência contra todo tipo de opressão. Seu principal personagem, Dom Pedro Casaldáliga, é retratado a partir dos depoimentos e histórias contadas por posseiros, índios e peões que atuaram e atuam em defesa de sua permanência na terra.

A programação destaca ainda a impactante produção argentina Confissões, de Gualberto Ferrari, na qual um ex-agente secreto do batalhão 601 de inteligência do exército argentino durante a ditadura militar (1976–1983) se confessa arrependido. Ao mesmo tempo, um jornalista e escritor, militante estudantil de uma famosa organização guerrilheira, revela sua amizade com o ex-agente, em uma paradoxal ironia do destino.

Filme de animação de temática rara para o gênero, o colombiano Pequenas Vozes, de Oscar Andrade e Jairo Eduardo Carrillo, inédito no Brasil, teve estréia mundial no prestigioso Festival de Veneza. Através de desenhos e depoimentos, a obra mostra a pungente visão de crianças deslocadas de suas moradias e terras devido ao conflito armado em seu país.

Já no boliviano Bala Perdida, o diretor Mauricio Durán Blacut parte de uma experiência traumática: a morte de seu irmão, enquanto servia nas forças armadas. 28 anos depois, o cineasta parte em uma viagem buscando respostas.

O cardápio da 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul traz ainda obras clássicas, como Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky, 2001, trailer acima), uma denúncia contra os abusos de hospitais psiquiátricos protagonizada por Rodrigo Santoro; Central do Brasil (Walter Salles, 1998), obra premiada no Festival de Berlim e estrelada por Fernanda Montenegro; Chuvas de Verão (Carlos Diegues, 1977), cuja cena de amor entre os personagens de Jofre Soares e Míriam Pires foi considerada revolucionária por mostrar o nu, o amor e o sexo na terceira idade; e o primeiro filme cubano indicado ao Oscar® de melhor filme estrangeiro, Morango e Chocolate (1994), no qual os diretores Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío abordam, com talento e sensibilidade, temas como tolerância e discriminação.

A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é exibida em Brasília e em todas as 26 capitais estaduais do país: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista,  Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís (de 31 de outubro a 6 de novembro), São Paulo, Teresina e Vitória.

No total, estão presentes nesta sexta edição do evento obras dos seguintes países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira/MinC e patrocínio da Petrobras, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Em todas as cidades acontecem sessões com audiodescrição e closed caption, garantindo o acesso a deficientes visuais e auditivos.

A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc São Paulo. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

São Luís – Em São Luís as sessões acontecem no Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande), entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, às 13h, 15h, 17h e 19h, grátis.

Serviço > 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul > De 10 de outubro a 1º. de dezembro, em 27 capitais brasileiras (veja as datas de sua capital no site) > Patrocínio: Petrobras > Realização: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República > Produção: Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura.

O Arnesto nos convidou prum choro…

1 junho 2010

Autor de inúmeros clássicos como Trem das onze, Samba do Arnesto e Tiro ao Álvaro, entre outros, Adoniran Barbosa será lembrado por Zeca do Cavaco em tributo no Clube do Choro Recebe.

Adoniran Barbosa (fotos) não esperou o trem das onze ou o bonde da história passar. Antes de tornar-se sucesso radiofônico e discográfico, de modo tardio, já na década de 1970, fez um sem fim de programas de rádio, filmes, telenovelas e comerciais, capítulo importante da biografia de João Rubinato – seu nome de batismo – quase sempre desprezado por admiradores, digamos, comuns.

Enquanto interpretava personagens humorísticos como Charutinho – criação de seu parceiro Oswaldo Moles – no rádio, ou tipos como o professor Pancrácio no cinema – o personagem soltava o bordão “sem duvidamente” quando queria dizer “com certeza” –, apresentava, sem muito sucesso, até então, suas músicas a diversos artistas que encontrava pelos corredores das rádios, onde reinou absoluto por décadas, apesar do começo difícil.

Adoniran Barbosa conheceria o sucesso como compositor após as interpretações marcantes e definitivas do conjunto Os Demônios da Garoa para suas criações. E depois, com ele próprio cantando, em seus discos homônimos lançados em 1973 e 1974, sob a batuta de Pelão, produtor de discos históricos da música brasileira, entre os quais Nelson Cavaquinho, para citar apenas outro bamba centenário – controvérsias no registro do autor de Folhas secas faz com que adiemos esta celebração, no entanto, para 2011.

Eternos e de domínio público – Apesar das recusas iniciais, Adoniran Barbosa não precisou esperar muito para que diversas criações suas ganhassem o status de “domínio público”: é claro, o compositor recebia os direitos autorais devidamente, mas não havia – como ainda não há – roda de samba que se preze em que não sejam entoados versos de músicas como Trem das onze, Samba do Arnesto, Tiro ao Álvaro, Iracema, Prova de carinho, As mariposa, Saudosa maloca e Um samba no Bixiga, entre inúmeras outras.

Estes e outros clássicos do descendente de italianos nascido em São Paulo em 1910 – e falecido em 1982 – serão lembrados por Zeca do Cavaco, uma das mais belas vozes da música produzida no Maranhão. Cantor e instrumentista de destaque, Zeca aproveita a efeméride para apresentar um show certamente memorável no palco do Clube do Choro Recebe, na 119ª. edição do projeto, que acontece neste sábado, 5, às 19h30min, na Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), no Calhau (Rua José Luiz Nova da Costa, esquina com Rua dos Carcarás, em frente ao Barramar). Os ingressos custam apenas R$ 10,00 (R$ 8,00 para sócios da APCEF).

Zeca do Cavaco será acompanhado pelo Regional Urubu Malandro, grupo já integrado por outro saudoso mestre da música brasileira, Antonio Vieira, recém-homenageado no projeto (118ª. edição, 29 de maio). O grupo é formado por Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), Juca do Cavaco e Osmar do Trombone.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF) e parceria da Solar Consultoria e JL Music Studios.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 119ª. edição.
Quem: o grupo Urubu Malandro recebe o cantor Zeca do Cavaco em tributo a Adoniran Barbosa.
Quando: dia 5 de junho (sábado), às 19h30min.
Onde: Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), Rua José Luiz Nova da Costa, Calhau (esquina com Rua dos Carcarás, em frente ao Barramar).
Quanto: R$ 10,00 (entrada).
Maiores informações: clubedochorodomaranhao@gmail.com e/ou ricochoro@hotmail.com
Apoio Cultural:
TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF).
Parceria: Solar Consultoria e JL Music Studios.