Posts Tagged ‘fernando abreu’

Nosly lança Parador com show no TAA

25 outubro 2011

 
Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro tem finalmente seu show de lançamento em São Luís. O músico se apresenta neste sábado (29), no Teatro Arthur Azevedo, acompanhado de Victor Bertrami na bateria, Ney Conceição no baixo e Kiko Continentino no piano. A formação enxuta ganha o reforço extra do guitarrista Toninho Horta.

Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.

O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee  e tantos outros.

Violonista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.

A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.

Uma lista de preferências poderia prosseguir em ordem aleatória com Aquela Estrela. A canção que abre o CD pode até agradar geral, mas pode ser melhor apreciada por quem estava saindo da adolescência nos anos 80 em São Luís, tempos de desafogo, em que a música local também queria novos cheiros e cores. Nosly viveu esse momento, e a releitura tem sabor de tributo merecido.

Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.

O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.

Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.

Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais.

Serviço

O quê: Parador – show delançamento do CD
Quando: 29 de outubro (quinta-feira)
Onde: TAA
Horário: 21h
Valor do Ingresso: R$ 30,00

Anúncios

Poeta maranhense autografa novo livro no Canto Madalena

22 setembro 2011

 
 
O poeta maranhense Fernando Abreu autografa dia 6 de outubro, no bar Canto Madalena, em São Paulo, Aliado Involuntário (Exodus, 2011), sua terceira coletânea de poemas. O livro quebra um silêncio editorial de oito anos, depois da publicação O Umbigo do Mudo (Clara Editora, 2003), segundo livro do artista. O primeiro foi Relatos do Escambau (Exodus), de 1998, publicado pouco tempo depois da dissolução do grupo conhecido como Academia dos Párias, do qual foi um dos fundadores.

Maranhense de São Luís, Fernando Abreu também é letrista de música popular, tendo entre seus parceiros, Chico César, e os maranhenses Gerson da Conceição, Zeca Baleiro e Nosly. Os três últimos gravaram parcerias com o autor em seus discos, sendo as mais conhecidas, Alma Nova, Rock do Cachorro Doido e Guru da Galera, lançadas por Zeca Baleiro nos discos Baladas do Asfalto e outros Blues (2005) e Pet Shop Mundo Cão (2002).

O recém-lançado Parador, disco de Nosly produzido por Baleiro, traz Você Vai me Procurar, parceria com Fernando, de quem o cantor e violonista musicou Para uma grande dama, poema do novo livro do artista que homenageia as atrizes do universo pornô.

Com Aliado Involuntário, Fernando Abreu reativa o selo independente Exodus, onde  estreou individualmente. O novo livro traz 41 poemas embalados em projeto do designer gráfico Francisco Rogero e ilustrações do artista plástico Geetesh.  O livro é apresentado pelo poeta e ensaísta Reuben da Cunha Rocha, num misto de e-mail/poema/prefácio, e traz texto assinado pelo próprio autor, comentando o processo de criação da nova obra.

Aliado Involuntário tem como marca principal a presença de poemas mais longos, de uma oralidade ausente tanto nos dois livros anteriores quanto nos poemas publicados na revista Uns & Outros, da Academia dos Párias. “Não queria me transformar em um resignado refém de poemas-insight, do tipo que nasce praticamente pronto, deixando pouco espaço para uma carpintaria que sempre me interessou e que começava a me fazer falta” diz o poeta na orelha do livro.

Serviço

O quê: Noite de autógrafos de Aliado involuntário.
Quem: o poeta Fernando Abreu.
Onde: Bar Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena, SP).
Quando: 6 de outubro (sexta-feira), às 20h30min.
Quanto: entrada franca. O livro custa R$ 30,00.
Maiores informações: escambau@hotmail.com

Zeca Baleiro celebra 13 anos de carreira lançando dois cds e o livro “Bala na agulha”

29 outubro 2010

Lançamento em São Luís será no Buteko, na Lagoa, dia 4 de novembro, e terá leitura de trechos do livro por artistas amigos do compositor

Apesar de pouco dado a comemorações de aniversários, o cantor e compositor Zeca Baleiro resolveu celebrar seus 13 anos de carreira discográfica (seu primeiro disco, Por Onde Andará Stephen Fry?, foi lançado em 1997) com o pacote Vocês vão ter que me engolir. “Tenho um carinho especial pelo número 13”, diz. O pacote inclui o lançamento de dois cds, Concerto e Trilhas, e o livro Bala na Agulha (reflexões de boteco, pastéis de memória e outras frituras).

O livro reúne textos que Baleiro escreve desde 2005 em seu site, “mais à guisa de blague que de blog”, como costuma brincar. Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados no livro, que também traz memórias sentimentais da infância e da adolescência. Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, Bestiário Pós-Moderno e Curtas, Grossas, Algumas Infames, onde Baleiro se mostra um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem todavia perder a necessária ternura.

Concerto e Trilhas são os primeiros discos do artista a serem lançados por seu próprio selo, o Saravá Discos, fato que inaugura uma nova fase na carreira de Zeca. Concerto foi gravado ao vivo em março de 2010, no teatro Fecap/SP, depois de um pequeno test-drive em Belém e Recife e de permanecer em cartaz em São Paulo por três semanas consecutivas. Neste novo álbum, Zeca Baleiro é acompanhado de apenas dois músicos que se revezam em vários instrumentos: Swami Jr., violonista de formação mais clássica e emepebista, e Tuco Marcondes, músico de pegada mais rock’n’roll, que integrou quase todas as bandas e turnês do artista.

Baleiro desfila repertório que vai de Cartola a Camisa de Vênus e de Assis Valente a Foo Fighters. Concerto traz ainda algumas canções inéditas, como A Depender de Mim, Mais um Dia Cinza em São Paulo e Canção pra Ninar um Neguim, esta última composta em 1993 para Michael Jackson, e só agora gravada pelo autor.

Trilhas é uma coletânea das trilhas que compôs para cinema e dança (e que tem participação especial da atriz Rosi Campos). São canções dos espetáculos Mãe Gentil, Cubo e Geraldas e Avencas; do curta Flores para os mortos e do filme Carmo.

Serviço

Lançamento do livro Bala na agulha e cds Concerto e Trilhas.
Dia 4 de novembro (quinta-feira), no Buteko (Lagoa), a partir das 19h30min.
Com discotecagem de Pedro Sobrinho e leitura de trechos do livro por Alê Muniz, Celso Borges, Fernando Abreu, Luciana Simões, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e Júlia Emília.
Mais informações: Celso Borges – 3227 0079 e 8179 1113.

[Release da produção]