Posts Tagged ‘disco’

Nosly lança Parador com show no TAA

25 outubro 2011

 
Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro tem finalmente seu show de lançamento em São Luís. O músico se apresenta neste sábado (29), no Teatro Arthur Azevedo, acompanhado de Victor Bertrami na bateria, Ney Conceição no baixo e Kiko Continentino no piano. A formação enxuta ganha o reforço extra do guitarrista Toninho Horta.

Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.

O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee  e tantos outros.

Violonista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.

A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.

Uma lista de preferências poderia prosseguir em ordem aleatória com Aquela Estrela. A canção que abre o CD pode até agradar geral, mas pode ser melhor apreciada por quem estava saindo da adolescência nos anos 80 em São Luís, tempos de desafogo, em que a música local também queria novos cheiros e cores. Nosly viveu esse momento, e a releitura tem sabor de tributo merecido.

Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.

O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.

Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.

Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais.

Serviço

O quê: Parador – show delançamento do CD
Quando: 29 de outubro (quinta-feira)
Onde: TAA
Horário: 21h
Valor do Ingresso: R$ 30,00

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Saiba, rapaz, das coisas que acredito

17 outubro 2011

Anna Cláudia, Beto Scansette e Josias Sobrinho são os convidados de Joãozinho Ribeiro em mais um show da temporada São Luís – Outros 400.

Acompanhado do Regional 400, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete), Joãozinho Ribeiro (foto) volta ao palco do Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande), para mais uma apresentação da temporada de São Luís – Outros 400, show que vem apresentando, sempre com convidados diferentes a cada edição, quinzenalmente desde julho passado.

Nesta quinta-feira (20), às 21h, Joãozinho Ribeiro terá como convidados a cantora Anna Cláudia, o compositor Josias Sobrinho e o poeta Beto Scansette.

O terceiro é responsável pelo primeiro momento da noite: a partir das 21h, no Armazém, antes da música entrar em cena, é a poesia quem domina o palco.

Em seguida, é a vez do encontro de velhos parceiros. Anna Cláudia, paraense radicada em São Luís, em seu até aqui único disco gravado, registrou Coisas que acredito, música cara a seu autor, o compositor Joãozinho Ribeiro. “É uma música sobre nosso direito de lutar pelas coisas e causas em que acreditamos”, diz, sobre a obra, mais atual que nunca.

Josias Sobrinho também já gravou Joãozinho Ribeiro: o choro Saiba, rapaz, no disco Nosso neném. “Para mim é uma honra, pois Josias também é compositor, de muita qualidade, e em geral só grava repertório autoral. Saiba, rapaz foi uma exceção em sua carreira”, conta o autor.

Anna Cláudia e Josias Sobrinho são dois nomes confirmados entre as participações especiais que constarão da estreia em disco de Joãozinho Ribeiro, cujo lançamento está previsto para 2012, ano em que ele deve entrar em estúdio para realizar seu primeiro registro fonográfico.

Para Joãozinho Ribeiro, “a temporada Outros 400 é uma forma de a gente desenferrujar, de tirar a poeira do baú, de testar repertório. É um pedaço importante de um projeto maior”, anuncia.

Serviço

O quê: São Luís – Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional 400. Participações especiais da cantora Anna Cláudia, do poeta Beto Scansette e do compositor Josias Sobrinho.
Quando: dia 20 (quinta-feira), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00.

“Café com Direitos Humanos” tem cultura na pauta

6 dezembro 2010

Exibição de documentário, lançamento de livro e disco e show musical compõem a programação, destacando a cultura maranhense

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)/Escritório Brasília reúne, sempre às últimas quartas-feiras do mês, militantes de direitos humanos e a comunidade em geral, no Café Cultural da Caixa, no Setor Bancário Sul.

O Café com Direitos Humanos pretende disseminar uma nova concepção de Direitos Humanos, que se contraponha à naturalização da violência, resgate a vida como um valor fundamental e incorpore as dimensões de direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. O acontecimento traz os direitos humanos numa perspectiva informal e com diferentes enfoques e expressões culturais.

Nesta quarta-feira (8) será realizada a segunda edição do Café com Direitos Humanos, a partir das 18h30min. Expressões culturais maranhenses serão fortemente manifestadas. “A partir da execução nacional do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, o Provita, pela SMDH temos um escritório em Brasília. É preciso valorizarmos o M de nossa sigla”, comenta a advogada Joisiane Gamba, da coordenação da entidade.

Às 18h30min será exibido o documentário Aperreio (2010, 20min.), curta-metragem de Doty Luz e Humberto Capucci, feito sob encomenda do Comitê de Monitoramento às Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes no Maranhão, integrado pela SMDH e outras entidades do movimento social maranhense. O filme conta, sob a ótica dos saberes e cultura populares, as tragédias por que passaram diversos municípios do Estado em 2008 e 2009.

Em seguida, a jornalista, socióloga e professora universitária Helciane Araújo lança seu livro Memória, mediação e campesinato: as representações de uma liderança sobre as lutas camponesas da pré-Amazônia maranhense. A obra, através da pesquisa de uma história de vida, traça uma análise sociológica das representações de uma liderança camponesa, Manoel da Conceição, sobre a sua trajetória de vida e a história política do Maranhão. Mané, como gosta de ser chamado, recebeu recentemente o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Manoel da Conceição é ainda homenageado pelo cantor e compositor Gildomar Marinho. O carimbó elétrico Batalha do cerrado, de seu segundo disco, Pedra de Cantaria, é uma espécie de microbiografia musical do líder camponês. O músico maranhense radicado em Fortaleza/CE lançará seu novo  disco no Café com Direitos Humanos. Ainda em dezembro ele fará show de lançamento em São Luís.

A SMDH – Criada em 12 de fevereiro de 1979, no bojo das lutas pela anistia, a SMDH configurou-se como uma entidade da sociedade civil de natureza pública e um espaço político de denúncia contra o arbítrio e a violência, fatos comuns durante o regime ditatorial. Para isso, adotou como uma das linhas de ação a assessoria jurídica e a formulação de denúncias e reivindicações oriundas das comunidades, junto aos governos.

A SMDH tem participado de redes temáticas de interesse técnico e institucional entre as organizações que defendem os direitos humanos e a natureza, tais como os Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável, de Igualdade Racial,  e de Defesa dos Direitos Humanos. Integra a Associação Brasileira de ONGs (ABONG), a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

“Pedra de Cantaria Acústico” no Centro Cultural Oboé

3 setembro 2010

Gildomar Marinho lança segundo disco na terça-feira, em show acústico.

Gildomar Marinho em estúdio, durante as gravações de "Pedra de Cantaria". Foto: divulgação

Fortaleza – O cantor, compositor e violonista Gildomar Marinho (foto) acaba de lançar seu segundo disco, Pedra de Cantaria. No último dia 28 de agosto fez concorrido show de lançamento no BNB Clube Aldeota, em Fortaleza/CE, onde o maranhense está radicado.

Agora continua a percorrer a capital cearense, onde o disco foi gravado e mixado, divulgando-o. No próximo dia 8 de setembro (terça-feira), às 19h, Gildomar Marinho leva o espetáculo Pedra de Cantaria Acústico ao palco do Centro Cultural Oboé (Rua Maria Tomasia, 531, Aldeota).

Hoto Jr. (percussão e direção musical) e Dudu Holanda (violões) irão acompanhar Gildomar Marinho (voz e violão) em apresentação onde ele interpretará faixas do novo trabalho, da estreia Olho de Boi, além de inéditas.

Pedra de Cantaria, o disco, teve boa aceitação pelo público. Musical e graficamente traz elementos da cultura popular do Maranhão, estado natal do artista, hoje morando em Fortaleza por conta do ofício de bancário.

“O público foi bem receptivo, o que deixa a gente muito contente, afinal de contas, é o reconhecimento de um longo trabalho. Esse formato mais enxuto, para essa apresentação no Oboé, não diminui a vontade que a gente tem de mostrar ao público essa ponte Maranhão Ceará, presente desde o primeiro disco”, afirma Gildomar Marinho.

“Além do mais, é um privilégio reverberar a música maranhense em um espaço pensado para a fruição da boa arte, como é o Centro Cultural Oboé. Um local aconchegante como uma casa que aproxima o anfitrião e seus convidados em memoráveis encontros, tendo a cultura e arte como elementos aglutinadores”, complementa o artista.

O discoPedra de Cantaria (2010) é o segundo disco de Gildomar Marinho, cuja estreia fonográfica aconteceu ano passado, com Olho de Boi. Nos discos, o artista vem fazendo um apanhado de mais de 20 anos de composição.

O repertório é quase completamente autoral, trazendo ainda parcerias com o jornalista Zema Ribeiro (a faixa-título) e o radialista Ricarte Almeida Santos (o choro Pra chorar no Rio). A exceção é Não fale nada (Batista Marinho), bolero que Gildomar resgatou da obra do pai, que o ensinou os primeiros acordes em um cavaquinho, ainda aos cinco anos de idade.

Merecem destaque ainda as participações especiais de Carlinhos Veloz (O Rio), Celso Borges (o poeta declama Vazio, poema de sua autoria, na faixa Claustrofobia), Erasmo Dibell (em Madre, ode à Madre Deus, bairro boêmio de São Luís) e Lília Diniz (a poeta declama um lamento de Dona Elza, artista popular maranhense, na abertura do carimbó elétrico Batalha do cerrado, homenagem ao líder camponês Manoel da Conceição).

“Todo o repertório do Pedra de Cantaria será mostrado no show, em que lembrarei também músicas do Olho de Boi, que contou com a participação especialíssima da mineira Ceumar [no samba-choro Alegoria de saudade], radicada na Holanda, além de músicas inéditas. É hora de começar a testar o repertório para o próximo disco”, antecipa Gildomar.

“Queremos também lançar Pedra de Cantaria em São Luís e Imperatriz, contando, no palco, com a participação de todos que ajudaram a fazer o disco e na sequência voltar ao estúdio para Tocantes, que é como estou chamando provisoriamente o terceiro disco”, finaliza.

Serviço

O quê: show Pedra de Cantaria Acústico.
Quem: Gildomar Marinho.
Quando: dia 8 de setembro (terça-feira), às 19h.
Onde: Espaço Cultural Oboé (Rua Maria Tomasia, 531, Aldeota, Fortaleza/CE).

“Pedra de Cantaria” será lançado em Fortaleza/CE

27 agosto 2010

Novo disco de Gildomar Marinho terá lançamentos no Maranhão entre setembro e outubro.

Atualmente radicado em Fortaleza, o cantor, compositor e violonista maranhense Gildomar Marinho lança hoje (28) seu segundo disco, Pedra de Cantaria, em show no BNB Clube da capital cearense. O espetáculo terá início às 21h e contará com a abertura do baterista Carlinhos Perdigão, que apresentará o espetáculo Força Tropical: uma viagem lítero-musical à Tropicália. Perdigão é também professor de língua portuguesa e poeta. Gildomar Marinho contará ainda com a participação da cantora cearense Fabíola Líper, que dele gravou o samba-choro Alegoria de saudade – em Olho de Boi registrada com a participação especial da mineira Ceumar. Gildomar será acompanhado por banda formada por Dudu Holanda (violões), Rafael Magoo (guitarras), Marcos Vinny (teclados), Marcio Rezende (sax e flautas), Augusto (bateria) e Hoto Jr. (percussão e direção musical).

Os ingressos custam R$ 12,00 (não sócios) e R$ 6,00 (meia para sócios). Faixas de Pedra de Cantaria, bem como de Olho de Boi, estreia de Gildomar Marinho lançada ano passado, podem ser ouvidas na página do artista no Myspace: http://www.myspace.com/gildomarmarinho

Gildomar Marinho em estúdio, durante as gravações de "Pedra de Cantaria". Foto: divulgação

Pedra de Cantaria – Com apoio do Banco do Nordeste, de onde é funcionário, através do Programa Cultura da Gente, Gildomar Marinho realizou o novo trabalho, todo gravado e mixado em Fortaleza/CE. “Quero deixar registrado também um agradecimento especial aos amigos que acreditaram no projeto e colaboraram para que o mesmo acontecesse”, ressalta. Ao seleto grupo ao qual estava restrita a produção musical do artista, uma faixa-bônus traz agradecimentos, citando-os nominalmente.

Mais uma vez Gildomar Marinho passeia por diversos estilos, em um disco predominantemente autoral – a exceção é Não fale nada, bolero que ele resgatou da obra do pai, Batista Marinho, que lhe ensinou os primeiros acordes num cavaquinho, quando ainda moravam em Imperatriz/MA. O hoje licenciado em música pela UECE tinha apenas cinco anos.

Pedra de Cantaria dá continuidade a um registro começado em Olho de Boi, uma trilogia que se fechará com Tocantes, título provisório do terceiro disco que pretendo lançar ano que vem”, anuncia Gildomar Marinho, que não pensa em, após as gravações, parar novamente com a carreira artística. “É apenas o fechamento de um ciclo, depois dos três primeiros passo a fazer as coisas com mais calma, menos pressa e menos pressão”, conta entre risos.

Do repertório, destaques para a faixa-título (parceria com o jornalista Zema Ribeiro), o choro Pra chorar no Rio (parceria com o radialista Ricarte Almeida Santos), Madre (ode à Madre Deus, bairro boêmio encravado na região central de São Luís, com participação especial de Erasmo Dibell), O Rio (com participação de Carlinhos Veloz), o carimbó elétrico Batalha do Cerrado (música que já faz relativo sucesso em São Luís, uma homenagem ao líder camponês Manoel da Conceição, que conta com a participação especial da poeta Lília Diniz, que recita um lamento de Dona Elza, na abertura da faixa) e a balada Claustrofobia (que conta com o poema incidental Vazio, de autoria de Celso Borges, que o declama na faixa).

“Nos shows de lançamento tocaremos todo o repertório de Pedra de Cantaria, algumas coisas de Olho de Boi e também iremos testar algumas inéditas”, avisa. Sobre lançamentos no Maranhão anuncia-os para entre setembro e outubro: “A ideia é, como quando do Olho de Boi, realizar um show em São Luís e outro em Imperatriz. Já estamos negociando com casas e produções”.

Serviço

O quê: Pedra de Cantaria – show de lançamento do disco homônimo.
Quem: Gildomar Marinho. Abertura: Carlinhos Perdigão. Participação especial: Fabíola Líper.
Quando: hoje (28), às 21h.
Onde: BNB Clube – Fortaleza/CE.
Quanto: R$ 12,00 (não-sócios) e R$ 6,00 (sócios).
Maiores infomações: (85) 4006-7200, 4006-7203.

Vitor Ramil e Marcos Suzano em ‘Satolep Sambatown’

3 agosto 2010

Foto: divulgação

Finalmente chega a São Luís o show do cantor e compositor gaúcho Vitor Ramil e do percussionista Marcos Suzano,  no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro), no dia 19 de agosto (quinta-feira), às 21h. O show será baseado no aclamado trabalho em duo, do CD intitulado Satolep Sambatown.

Como o nome indica, o disco nasceu do encontro do universo, muito particular, desses dois artistas. De Satolep, cidade imaginária de Vitor – Pelotas, sua cidade natal, escrita de trás para frente, também tema e nome da novela de sua autoria lançada pela editora Cosac&Naify –, vem a Estética do Frio, com arpejos em cordas de aço, harmonias abertas, melodias hipnóticas, letras cheias de poesia. De Sambatown, (a) cidade (do samba) imaginária de Suzano, vem seu pandeiro único no centro de uma arquitetura rítmica em que sons acústicos dialogam com ondas sonoras vindas do mundo da eletroacústica.

Vitor e Suzano têm ambos um pé na tradição musical de seus lugares de origem e outro no contexto da experimentação, das invenções mais radicais. Em Satolep Sambatown os dois tocam todos os instrumentos e assinam a produção.

O repertório do disco traz 11 canções de Vitor, entre elas, Livro Aberto, Invento, Astronauta lírico, Viajei e 12 segundos de oscuridad, esta em parceria com o compositor e cantor uruguaio Jorge Drexler, que também participa do disco como intérprete – pela primeira vez cantando em português. Ele divide com Vitor os vocais de A zero por hora. A outra participação especial é a da cantora carioca Kátia B, que canta com Vitor em Que horas não são?

Voz, violões de aço, percussão e efeitos eletrônicos. É com esses elementos, e mantendo sempre a formação em duo, que Vitor Ramil e Marcos Suzano recriam no palco a música produzida em Satolep Sambatown.

No roteiro, todas as canções do disco. Além dessas, novidades, releituras de canções de outros discos de Vitor como Não é Céu, Foi no mês que vem e Neve de Papel.

A iluminação é de Marcelo Linhares e o cenário de Isabel Ramil e Luiza Mendonça.

SERVIÇO:
VITOR RAMIL E MARCOS SUZANO
Show de lançamento do CD SATOLEP SAMBATOWN

Local: Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro).
Dia: 19 de agosto (quinta-feira).
Horário: 21h.
Ingressos: R$ 30,00 (metade para estudantes com carteira), à venda na Taco (São Luís Shopping) e na bilheteria do teatro.
Produção: Ópera Night.
Maiores informações: (98) 8137-7452, 8888-3722, zemaribeiro@gmail.com

Lírica batucada: Vitor Ramil e Marcos Suzano se apresentam em São Luís

28 julho 2010

O compositor gaúcho Vitor Ramil e o percussionista carioca Marcos Suzano revivem Satolep Sambatown, disco que lançaram juntos em 2007, e outras fases de suas carreiras solo.

Em 2007 o gaúcho Vitor Ramil se uniu ao carioca Marcos Suzano e o resultado foi Satolep Sambatown, disco miscigenado por excelência: da milonga ao choro, passando por samba e eletrônica, tudo cabia no balaio sonoro da dupla, que ousou experimentar. Belo resultado.

Depois do disco e de alguns shows, cada um seguiu seu rumo. O percussionista tocando com “Deus e o mundo”, como sempre fez: entre outros, Marisa Monte, Lenine, Zeca Baleiro e Gilberto Gil. O violonista, compositor e escritor nos brindando com o belíssimo Délibáb (Núcleo Contemporâneo, 2010), em que interpreta poemas que musicou do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas – disco que tem a participação especial de Caetano Veloso. 

Em agosto São Luís será a Satolep Sambatown de Marcos Suzano e Vitor Ramil. Foto: Blogue do Mauro Ferreira

Agora os dois se reencontram e chegam à São Luís. A capital maranhense, mais especificamente o palco do Teatro Arthur Azevedo, será a Satolep de Ramil – Pelotas, sua cidade natal, escrita de trás para frente, batizando-lhe selo e livro (CosacNaify, 2008) – a “cidade do samba” (tradução possível de Sambatown) de Suzano.

A dupla apresentará em show, dia 19 de agosto (quinta-feira), às 21h, músicas de Satolep Sambatown e de outros discos de Vitor Ramil e Marcos Suzano – que produzem e tocam os instrumentos daquele álbum –, sem dúvida um encontro histórico da música brasileira.

A delicadeza do violão e das criações líricas de Vitor Ramil somadas ao “armamento” percussivo de Marcos Suzano certamente agradará aos apreciadores de boa música da cidade.

Serviço – Vitor Ramil e Marcos Suzano se apresentam dia 19 de agosto (quinta-feira), às 20h, no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro). Show de abertura: Alberto Trabulsi. Ingressos: R$ 30,00 (metade para estudantes com carteira), à venda na bilheteria do TAA. Maiores informações: (98) 8137-7452, 8888-3722, zemaribeiro@gmail.com

“Samba de Minha Aldeia” – O Show

28 junho 2010

Lena Machado apresenta ao vivo repertório de seu segundo disco. Samba de Minha Aldeia já é sucesso nacional.

Samba de Minha Aldeia. Capa. Reprodução

O título não entrega o ouro: seria óbvio demais batizar de Samba de Minha Aldeia um disco (só) de sambas. Com desenvoltura e, de já, boa repercussão, Lena Machado passeia por samba, choro, blues, baião, citações de salsa, pitadas eletrônicas, sem perder as referências das raízes musicais da cultura popular do Maranhão, de cujos ritmos o disco está também impregnado.

De seu estado natal, aliás, a cantora recruta todos os compositores por ela gravados neste segundo disco, entre representantes da velha guarda e da jovem vanguarda da música popular maranhense, que listamos aqui sem distinção entre os grupos: Aquiles Andrade, Bruno Batista, Cesar Teixeira, Chico Canhoto, Chico Nô, Gildomar Marinho, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, Patativa e Ricarte Almeida Santos.

Com arranjos e direção musical de Luiz Jr. (violão e viola caipira), o time de bambas que emoldura a bela voz de Lena Machado é outra primorosa seleção, na qual se destacam Rui Mário (sanfona), Luiz Cláudio (percussão), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), Thales do Valle (trompete), João Neto (flauta), Analício (clarinete), Guilherme Raposo e Franklin Santos (efeitos eletrônicos), George Presunto (trombone). O trabalho contou ainda com as participações especiais de Netinho Albuquerque (pandeiro) e Henrique Martins (violão sete cordas), em Chorinho de herança (Ricarte Almeida Santos/ Chico Nô) e Zé da Velha (trombone) e Silvério Pontes (trompete) em Colher de chá (Patativa).

Se compositores, repertório e instrumentistas são luxos e primores, o projeto gráfico não poderia ser diferente: assinado por Waldeilson Paixão, traz fotografias de Rivânio Almeida Santos que captam o clima de Botequim (título de choro de Cesar Teixeira gravado por Lena) do Bar do Léo, misto de bar e museu, espécie de “academia musical” encravada no coração do Vinhais, um dos bairros mais tradicionais de São Luís.

A cantora Lena Machado no clique de Rivânio Almeida Santos

Repercussão – Lançado em janeiro de 2010, em concorrida sessão de audição e noite de autógrafos realizadas no mesmo Bar do Léo que lhe serve de cenário, Samba de Minha Aldeia tem encontrado boa repercussão no cenário nacional.

O disco já foi tocado em webrádios e rádios em São Luís, Brasília e Rio de Janeiro, onde arrancou elogios do jornalista e produtor Nelson Motta. Na internet, também, o disco já está disponível para download em vários blogues que o disponibilizam gratuitamente. A cantora diz não se incomodar: “É uma forma de nossa música, da música do Maranhão chegar a mais gente. É claro que no disco original há outros elementos, informações, um projeto gráfico bonito. O ideal é baixar para conhecer e depois adquirir o original”, opina.

Em São Luís está à venda na Livraria Poeme-se (Praia Grande), no Bar do Léo e na TVN (São Francisco). Esta última, com a Pousada Portas da Amazônia, co-patrocinou a finalização do disco, cuja gravação foi possível graças a um edital da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão ainda em 2008.

História – Lena Machado nasceu em Zé Doca, no interior do Maranhão, onde começou a cantar, integrando grupos da Igreja Católica, sobretudo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Depois de tentar uma carreira na própria cidade natal, veio para São Luís trabalhar na Cáritas Brasileira Regional Maranhão, onde está até hoje.

Sua trajetória musical nunca esteve dissociada de sua atuação no campo social, na busca por justiça e pelo fim das desigualdades. Na capital maranhense teve suas primeiras incursões pela música no aniversário de 26 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), em fevereiro de 2005 e no projeto SESC Meio Dia, no SESC Deodoro, no ano seguinte.

Em 2006 lançou Canção de vida, sua estreia, onde emprestou a voz a diversos clássicos da música brasileira que embalam a luta dos movimentos sociais e de trabalhadores, sobretudo de compositores maranhenses – Cesar Teixeira (Oração latina, hino de onde é tirado o verso-título, Flanelinha de avião), Chico Canhoto (Sem resposta), João do Vale (Minha história, Carcará), Joãozinho Ribeiro (Milhões de uns) – mas passando por Gonzaguinha (Pense n’eu, O que é, o que é?), Jurandy da Feira (Terra, vida e esperança) e Sá e Guarabira (Sobradinho).

O convívio com o ambiente musical, sobretudo com músicos de uma maneira ou outra vinculados ao Clube do Choro do Maranhão, garantiu a Lena Machado um amadurecimento percebido quando se comparam os dois trabalhos – o primeiro também teve repercussão nacional e foi lançado, além de em São Luís, em Aracaju/SE e Brasília/DF.

O show – Para marcar o lançamento oficial de Samba de Minha Aldeia, Lena Machado escolheu o palco do Teatro Arthur Azevedo. “É um dos mais belos teatros do Brasil, um dos mais antigos e tem uma energia positiva. Muita coisa importante para a música do Maranhão e do Brasil aconteceu aqui. É inspirador cantar aqui”, revela.

Além do repertório do disco, que será interpretado na íntegra, Lena Machado cantará também obras de compositores como Antonio Vieira e Chico Maranhão, além de surpresas que fará ao público. A cantora contará com as participações especiais de Aquiles Andrade, Célia Maria, Léo Spirro e Patativa.

“Aquiles representando a nova geração de talentos maranhenses que tem surgido, um dos compositores que gravei. Célia, Spirro e Patativa [esta a única compositora gravada por Lena] são, cada um a seu modo, grandes mestres da música produzida aqui, personagens importantíssimos, tenho aprendido muito com eles”, conta emocionada.

Com produção de Lena Machado e Ruber Produções e direção musical de Luiz Júnior, Samba de Minha Aldeia, o show, tem patrocínio de TVN.

Design: Waldeilson Paixão

Serviço – O show de lançamento de Samba de Minha Aldeia acontece dia 7 de julho (quarta-feira), às 20h, no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro). Os ingressos custam apenas R$ 20,00 (meia para estudantes com carteira) e estão à venda na Livraria Poeme-se (Praia Grande) e na bilheteria do TAA. Patrocínio: TVN.

Assessoria de comunicação: Zema Ribeiro – (98) 8888-3722, zemaribeiro@gmail.com

Feitiço maranhense no Feitiço Mineiro

16 junho 2010

Acompanhado de regional, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro apresenta o show musical Milhões de uns na capital federal.
 

Nascido num bairro periférico da região central de São Luís Joãozinho Ribeiro (foto) iniciou-se na música em saudosos festivais universitários, no longínquo 1979 – tem completos 30 anos de música, portanto –, ano também identificado como o da fatídica “greve da meia passagem”, da qual foi militante.

Quase engenheiro, quase economista, formou-se bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e depois especialista em Direitos Autorais. Militante das artes e da cultura em geral, foi secretário executivo do Fórum Municipal de Cultura de São Luís, engendrando as duas Feiras Culturais da Praia Grande, três Semanas Culturais do Desterro e o projeto Samba da Minha Terra, que levou música gratuita e de qualidade a 18 comunidades de sua cidade natal, valorizando sobretudo o samba e o choro, com a participação de inúmeros convidados especiais. Chegou a Secretário de Estado da Cultura do Maranhão e hoje o técnico da Receita Federal está nos quadros do Ministério da Cultura.

Por essas e outras, João Batista Ribeiro Filho, aos 55 ainda o mesmo moleque travesso das ruas, becos, ladeiras e vielas da capital maranhense, tem relegado a segundo plano sua carreira de artista: é, na terra de outro João Batista, o do Vale, um dos compositores mais gravados e tem publicado o poema-livro Paisagem Feita de Tempo [2006, edição do autor]. Sua mais recente apresentação musical data de agosto de 2008, em São Luís, dentro do projeto Clube do Choro Recebe, empreitada de sucesso do Clube do Choro do Maranhão que completará três anos em breve.

Atualmente residindo em Brasília, Joãozinho Ribeiro aproveita a estadia na capital federal para mostrar, no planalto central, parte de sua obra, que lhe garante presença no panteão sagrado dos grandes compositores do Maranhão, ao lado de figuras como Antonio Vieira, Cesar Teixeira e Chico Maranhão, entre outros. Passeando por choro, samba, baião, reggae, toadas de bumba-meu-boi e tambor de crioula, blues, canções de amor e de protesto, Joãozinho Ribeiro se apresenta no Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte) no próximo dia 3 de julho, às 22h30min. O couvert artístico custa apenas R$ 15,00.

O Feitiço Mineiro tem sido palco importante de maranhenses na capital federal. Por lá já se apresentaram nomes como Nonato Buzar, Papete, Flávia Bittencourt, Rosa Reis, Beto Pereira, Josias Sobrinho e Tião Carvalho, entre outros. “Além de encontrar a colônia maranhense radicada em Brasília, o interessante é podermos apresentar nosso trabalho também a cidadãos e cidadãs apreciadores da arte de todas as partes do mundo”, afirma Joãozinho Ribeiro, que em 2002 venceu, no Maranhão, o Prêmio Universidade FM com seu choro Milhões de uns, registrado em disco pela também maranhense Célia Maria.

Serviço

O quê: show musical Milhões de uns.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional.
Onde: Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte, Brasília/DF).
Quando: dia 3 de julho (sábado), às 22h30min.
Quanto: R$ 15,00 (couvert artístico).
Reservas: (61) 3272-3032.

Redação: Zema Ribeiro
Entrevistas: Robson Silva – (61) 9952-4801

Samba de Feira no sábado de aleluia

29 março 2010

Lena Machado reapresenta show, com novidades, no Clube do Choro Recebe. Em pleno sábado de aleluia, a cantora terá como anfitrião o Regional Os Pregoeiros.

Foto: Rivânio Almeida Santos

Fruto de um bem sucedido encontro, o show Canto de Feira será reapresentado na 111ª. edição do projeto Clube do Choro Recebe – a quinta este ano –, que acontece em pleno sábado (3/4) de aleluia. A apresentação reunirá no palco a cantora Lena Machado e o Regional Os Pregoeiros, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), João Eudes (violão sete cordas), Osmarzinho (saxofone) e Rafael Guterres (cavaquinho).

O show encerrou a temporada musical em São Luís em 2009: foi apresentado dia 30 de dezembro no Restaurante Cantinho da Estrela, na Praia Grande. Este ano já foi apresentado em celebração ao Dia Internacional da Mulher, em evento fechado promovido pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão.

“Pensamos este show, que inclusive tem esse nome por isso, para integrar a programação da Feira de Economia Solidária, em dezembro passado. A programação cultural da Feira foi bastante prejudicada por conta de apagões que castigaram o Centro Histórico naquele período. Para não perdermos a energia, os ensaios que já havíamos realizado, apresentamos e, graças a Deus, foi um sucesso”, conta Lena Machado, avisando que apesar do nome, o show não é mero replay de suas apresentações anteriores.

“A gente sempre mexe no repertório. Tem coisas do disco novo, coisas que gosto de cantar, eu tou sempre ouvindo e pescando coisas pro repertório. Há várias ideias para shows temáticos, experiências para o repertório do terceiro disco”, continua e adianta a cantora que recentemente lançou Samba de Minha Aldeia, disco em cujo repertório interpreta, além do samba denunciado pelo título, choro, baião, blues, salsa, eletrônica e pitadas dos ritmos da cultura popular do Maranhão.

Samba de Minha Aldeia. Capa. Reprodução

Em Samba de Minha Aldeia Lena Machado interpreta, entre inéditas e conhecidas, músicas de Josias Sobrinho, Chico Nô, Ricarte Almeida Santos, Chico Canhoto, Gildomar Marinho, Bruno Batista, Aquiles Andrade, Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro e Patativa.

“Lena Machado é uma das grandes descobertas, um dos grandes acontecimentos, da música produzida no Maranhão nestes últimos anos. Recentemente tivemos a grata surpresa de saber que músicas de seu disco tocaram em rádios em Brasília, Rio de Janeiro e outras cidades de destaque no cenário artístico-cultural. Isso é o começo. Sabemos que ela vai longe”, vaticina Ricarte Almeida Santos, produtor e apresentador do Clube do Choro Recebe e, no rádio, do programa Chorinhos e Chorões, especializado no mais brasileiro dos gêneros musicais, que vez por outra inclui Lena Machado em seu repertório dominical. Em parceria com Chico Nô, ele é autor de Chorinho de Herança, uma das músicas mais executadas no Myspace da cantora.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF) e parceria da Solar Consultoria e JL Music Studios.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 111ª. edição – quinta em 2010.
Quem: o Regional Os Pregoeiros recebe a cantora Lena Machado.
Quando: dia 3 de abril (sábado), às 19h30min.
Onde: Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), Rua José Luiz Nova da Costa, Calhau (em frente ao Barramar).
Quanto: R$ 10,00 (entrada).
Maiores informações: clubedochorodomaranhao@gmail.com e/ou ricochoro@hotmail.com
Apoio Cultural:
TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF).
Parceria: Solar Consultoria e JL Music Studios.

Lena Machado autografa “Samba de Minha Aldeia”

12 janeiro 2010

Cantora realiza sessão de audição e noite de autógrafos de seu segundo disco no Bar do Léo.

Adiado por motivos de força maior, finalmente chegou à São Luís o segundo disco de Lena Machado, Samba de Minha Aldeia, todo gravado aqui e mixado/masterizado em Fortaleza/CE. Doze faixas dão uma panorâmica na produção contemporânea do Maranhão, com especial atenção ao samba e ao choro, mas sem deixar de fora blues, baião e xote.

Samba de Minha Aldeia. Capa. Reprodução. Projeto gráfico: Waldeilson Paixão

Entre inéditas e regravações, Lena Machado captou a mensagem do velho escritor russo. Para embalar sua voz, acompanhada dos arranjos do violonista Luiz Jr., dando uma sonoridade que alia o tradicional e o moderno às canções de Josias Sobrinho, Ricarte Almeida Santos, Chico Nô, Chico Canhoto, Gildomar Marinho, Bruno Batista, Aquiles Andrade, Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro e Patativa – os compositores de sua aldeia musical –, o cenário do Bar do Léo.

“O Bar do Léo não é só um bar. É um museu, um templo por que temos um carinho todo especial. E é também um importantíssimo espaço de divulgação de nossa música”, afirma, não escondendo o carinho pelo recinto de Leonildo Peixoto, que demonstra ser verdadeira a recíproca: “O disco está muito bom, tem muita qualidade…” Interrompido pelo repórter, que brinca: “E o encarte, então, hein?”. “Sou suspeito”, responde, satisfeito com o resultado e com a sessão desta quinta-feira.

Audição e autógrafos – Dia 14, às 20h, o Bar do Léo (Hortomercado do Vinhais) realizará uma sessão de audição do disco de Lena Machado, que autografará exemplares a interessados – Samba de Minha Aldeia custa apenas R$ 20,00.

Não fazemos música ao vivo – A placa numa das paredes da Academia Musical Bar do Léo não perdeu o significado: a sessão de audição/ noite de autógrafos não será um show. “A idéia é reunir amigos, ouvir o disco, bater um papo, tomar alguma coisa, tudo isso ao mesmo tempo”, anuncia Lena Machado, que se confessa nervosa: “Sempre dá um friozinho na barriga”, sua modéstia natural.

A cantora autografará Samba de Minha Aldeia em "audição pública" no Bar do Léo. Foto: Rivânio Almeida Santos

“Acima de tudo vai ser um encontro de amigos. Eu, Léo, os compositores, a compositora Patativa (autora de Colher de chá, gravada no disco com a participação especial de Zé da Velha e Silvério Pontes), diversas pessoas que acreditam em nosso trabalho e que, de uma forma ou de outra, colaboraram para a sua realização”, convida Lena Machado.

Show – “Em breve a gente vai fazer o show de lançamento, reunindo alguns músicos que tocaram no disco, dialogando com outros, identificando afinidades”, anuncia. Samba de Minha Aldeia deveria ter sido lançado ainda ano passado, mas motivos de força maior adiaram a chegada do material à São Luís.

O trabalho foi selecionado no Plano Fonográfico da Secretaria de Estado da Cultura em 2008, na categoria gravação. Samba de Minha Aldeia conta ainda com o apoio cultural da Pousada Portas da Amazônia e TVN São Luís.

SERVIÇO

O quê: Sessão de audição e noite de autógrafos de Samba de Minha Aldeia.
Quem: a cantora Lena Machado.
Onde: Bar do Léo (Hortomercado do Vinhais).
Quando: dia 14 (quinta-feira), às 20h.
Quanto: entrada franca. Presentes pagam apenas seu consumo. O disco será vendido por R$ 20,00.
Maiores informações: (98) 8182-1717, lenamachadomusica@gmail.com, http://www.myspace.com/lenamachado

Nosly e Quarteto Retratos na mudança do Clube do Choro

23 setembro 2009

Nova formação instrumental acompanhará o cantor Nosly na última edição do Clube do Choro Recebe no Restaurante Chico Canhoto; projeto mudará de endereço em outubro.

Entre os anos de 1956 e 1958 o maestro Radamés Gnatalli escreveu a Suíte Retratos, em que homenageava quatro mestres da música instrumental brasileira: Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga. A suíte tem quatro movimentos, cada um homenageando um destes grandes nomes.

Nosly tocará pela primeira vez no Clube do Choro Recebe

Nosly tocará pela primeira vez no Clube do Choro Recebe

Em homenagem a esta importante peça – cujas versões mais conhecidas são as gravações do próprio Radamés com Jacob do Bandolim, em 1964, e a da Camerata Carioca, à época com João Pedro Borges ao violão, em 1979 – foi batizado o Quarteto Retratos, recentemente formado por Paulo Trabulsi (cavaquinho), João Neto (flauta), Luiz Cláudio (percussão) e João Eudes (violão sete cordas) para acompanhar o cantor e compositor Nosly (foto). O músico está em São Luís após passagem pela Alemanha, onde realizou parte de seu novo disco, Nave dos sonhos.

Nosly é violonista, cantor e compositor e tem parcerias com diversos nomes da música brasileira, entre os quais merecem destaque Celso Borges, Chico Anísio, Chico César, Fausto Nilo, Gerude, João Nogueira, Nonato Buzar, Sérgio Natureza e Zeca Baleiro. Nascido em 1967 em Caxias/MA, sua música é fruto de influências tão distintas como a cultura popular maranhense, a bossa nova e o Clube da Esquina, movimento mineiro de nomes como Milton Nascimento e Lô Borges, entre outros.

Exímio instrumentista, Nosly já integrou a Orquestra de Violões do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde morou e foi aluno de nomes como Toninho Horta, Dori Caymmi, Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal, em workshops. Na capital mineira estudou também na Fundação Clóvis Salgado, além de ter participado de shows de Toninho Horta, Lô Borges, Flávio Venturini e Paulinho Pedra Azul.

Retratos de uma despedida – O Quarteto Retratos valoriza a diversidade da música instrumental maranhense contemporânea ao integrar em um grupo, membros de vários outros. A nova formação tocará pela primeira vez no sarau que marca a despedida do Clube do Choro Recebe, após dois anos de atividades, do Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama), por motivos de força maior.

O novo palco do projeto, a partir de 10 de outubro – não haverá sarau dia 3 – será a Pousada Portas da Amazônia/Le Pizzeria, na Rua do Giz, Praia Grande.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 96ª. edição.
Quem: o Quarteto Retratos recebe o cantor e compositor Nosly.
Quando: dia 26 de setembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Após o sucesso em Imperatriz, Gildomar Marinho lança “Olho de Boi” na capital

6 agosto 2009

Público lotou o teatro Ferreira Gullar em Imperatriz para assistir ao lançamento de Olho de Boi, disco de estreia do músico Gildomar Marinho.

Depois de Imperatriz, São Luís recebe Gildomar Marinho e seu "Olho de Boi" amanhã (7). Foto: Paulo Caruá

Depois de Imperatriz, São Luís recebe Gildomar Marinho e seu "Olho de Boi" amanhã (7). Foto: Paulo Caruá

Os 170 lugares do Teatro Ferreira Gullar, principal palco da cidade de Imperatriz/MA, estavam completamente lotados para o primeiro show de lançamento de Olho de Boi, disco de estreia do músico maranhense Gildomar Marinho, ontem (5).

Acompanhado dos músicos Rui Mário (sanfona), João Neto (flauta), Michael James (violão), Aziz Jr. (percussão) e Mauro (contrabaixo), o próprio Gildomar Marinho também ao violão, apresentou todo o repertório do disco, em show que contou com a abertura de Wilson Zara.

“O Zara é, de longas datas, um importante batalhador cultural do Maranhão. Poder contar com seu auxílio no reencontro com esse público maravilhoso é muito importante”, agradeceu Gildomar. Problemas de saúde impediram a participação da poeta Lilia Diniz, também escalada para o show. “Infelizmente ela também não terá condições de viajar à São Luís, onde também participaria da apresentação, uma pena”, lamentou Gildomar.

Gildomar Marinho se apresenta amanhã (7), às 20h, no Teatro João do Vale (Rua da Estrela, Praia Grande), acompanhado pela mesma banda, com exceção do percussionista, que será Luiz Cláudio. “Por conta de outros compromissos, nem todos os integrantes do Choro Pungado, que tocam comigo no disco, poderão abrilhantar o espetáculo, mas vai ser muito bom repetir aqui em São Luís o que fizemos em Imperatriz contando com a força e a musicalidade de Rui Mário, João Neto, Luiz Cláudio, do Pungado, e mais o Mauro e o Michael”, entusiasma-se o músico.

Os ingressos para Olho de Boi, o show, estão à venda na bilheteria do teatro, e custam R$ 10,00. Estudantes com carteira, pessoas com mais de 60 anos e interessados que enviarem e-mail para a lista amiga (pedradecantaria@gmail.com) até 18h de hoje pagam metade.

Em São Luís, Olho de Boi, o disco, pode ser adquirido na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, Praia Grande) e na locadora Chico Discos (Rua Sete de Setembro, Centro), além de pela internet, pelo mesmo endereço de e-mail da lista amiga.

OLHO DE BOI, DISCO E SHOW – Fruto de mais de vinte anos de maturação artística, construído entre o Maranhão e o Ceará (onde Gildomar, funcionário do Banco do Nordeste, morou), Olho de Boi apresenta variadas possibilidades sonoras, mesclando a cultura popular, sobretudo a maranhense, às antenas da modernidade. Tango, funk, coco, baião, xote, samba, choro, reggae e martelo são alguns desses elementos.

A estreia de Gildomar Marinho tem patrocínio do Banco do Nordeste, através do programa Cultura da Gente, e apoio cultural da Elétrica Milênio, de Imperatriz/MA.

Todo o repertório de Olho de Boi é autoral. O reggae Lembra? é assinado em parceria com o jornalista Zema Ribeiro e o samba-choro Alegoria de saudade tem participação especial da cantora mineira Ceumar, cuja voz foi gravada em Amsterdã, Holanda.

SERVIÇO

O quê: Olho de Boi, show de lançamento do disco.
Quem: Gildomar Marinho e banda.
Quando: amanhã (7), ás 20h.
Onde: Teatro João do Vale (Rua da Estrela, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00 (metade para estudantes, pessoas com mais de 60 anos e lista amiga: pedradecantaria@gmail.com).
Maiores informações: pelo e-mail pedradecantaria@gmail.com e/ou telefones (98) 8818-3626, 8888-3722.

Show no Ferreira Gullar marca lançamento de “Olho de Boi”

5 agosto 2009

Estreia em disco do compositor maranhense Gildomar Marinho será lançada, na sequência, na capital maranhense.

Gildomar Marinho toca 'Olho de Boi' e adianta parte do repertório do segundo disco ao lançar o primeiro. Foto: Paulo Caruá

Gildomar Marinho toca 'Olho de Boi' e adianta parte do repertório do segundo disco ao lançar o primeiro. Foto: Paulo Caruá

Nascido em Santa Inês/MA, Gildomar Marinho mudou-se cedo com a família para Imperatriz. Aos cinco anos, ganhou do pai um cavaquinho e começou a tirar dele seus primeiros acordes. Para passar ao violão foi um pulo. Funcionário do Banco do Nordeste, morou em Fortaleza/CE e São Luís/MA, tendo se licenciado em música pela Universidade Estadual do Ceará e aprimorado seu processo de composição ao incorporar elementos da música maranhense, no retorno ao estado natal, há dez anos.

O resultado dessas andanças musicais pode ser conferido em Olho de Boi, seu disco de estreia, que contou com o patrocínio do Banco do Nordeste, através do programa Cultura da Gente, e apoio da Elétrica Milênio, de Imperatriz/MA. “O resultado é um trabalho que tenta passar uma poética escrita em mais de vinte anos de produção, umas maturadas, senão vencidas pelo tempo, outras com o frescor das muitas possibilidades que me foi permitido captar pelos caminhos e experiências que pude vivenciar. Tudo isso ladeado por músicos do mais alto gabarito, que, cada um a seu modo, contribuíram para a estética do disco Olho de Boi. O destaque fica por conta da parceria com o poeta e jornalista Zema Ribeiro [em Lembra?] e a participação especial da cantora mineira Ceumar [em Alegoria de saudade], cuja voz foi gravada em Amsterdã, Holanda, evidenciando que o Olho de Boi já é cosmopolita antes de nascer”, explica Gildomar Marinho na Carta aos Ouvintes, distribuída por e-mail a diversos amigos.

O compositor, violonista e cantor maranhense se apresenta hoje (5) às 20h, no Teatro Ferreira Gullar, em Imperatriz/MA. Na ocasião será acompanhado pelos músicos Rui Mário (sanfona), Mauro (contrabaixo), João Neto (flauta), Aziz Jr. (percussão) e Michael James (violão), além dele próprio ao violão. Olho de Boi, o show, terá participação especial da poeta imperatrizense Lília Diniz. Wilson Zara, outro músico maranhense iniciado artisticamente em Imperatriz, fará o show de abertura. Os ingressos custam apenas R$ 10,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.

Sexta-feira (7) é a vez da capital maranhense receber o show. Em São Luís repetem-se os horários, preço dos ingressos, participação especial e banda, quando Luiz Cláudio será o percussionista (não haverá show de abertura). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, também por apenas R$ 10,00 (metade para estudantes com carteira, pessoas acima de 60 anos, e aos que confirmarem presença enviando nome completo para a lista amiga, no e-mail pedradecantaria@gmail.com). Em ambos os shows, Olho de Boi, o disco, será comercializado a preço promocional.

A aldeia sambista de Lena Machado

7 julho 2009

Lena Machado, acompanhada do Chorando Calado, começa a dar pistas de seu aguardado segundo disco de carreira.

O reencontro do grupo Chorando Calado com a cantora Lena Machado, em palco, previsto para maio passado, acabou adiado pelas chuvas – que ainda teimam em cair sobre a ilha, aqui ou ali. A última vez que João Eudes (violão), Paulinho Sabujá (pandeiro), Wendell Cosme (cavaquinho) e Elton (flauta) se encontraram com a intérprete – cujo segundo disco acaba de ser mixado e masterizado (em Fortaleza/CE) – foi em agosto passado, quando apresentaram, no Clube do Choro Recebe (Restaurante Chico Canhoto, Residencial São Domingos, Cohama), um belo e concorrido Tributo a Clara Nunes, quando a “guerreira” teria completado 65 anos de idade.

Lena Machado mostrará ao público parte do repertório de seu novo disco. Foto: Acervo Rádio Universidade FM. Divulgação

Lena Machado mostrará ao público parte do repertório de seu novo disco. Foto: Acervo Rádio Universidade FM. Divulgação

Lena Machado, que tem feito raras apresentações, dedicada ao processo de finalização do segundo disco da carreira, mostrará parte do repertório de Samba de minha aldeia, o título do trabalho aprovado em edital da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA) em 2008, que traz composições de nomes como Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Joãozinho Ribeiro, Chico Nô, Ricarte Almeida Santos, Gildomar Marinho, Bruno Batista e Aquiles Andrade, entre outros. O trabalho tem direção musical e arranjos do violonista Luiz Jr. (Choro Pungado) e as gravações foram realizadas em São Luís, nos Estúdios Bagasound.

Entre os instrumentistas arregimentados por Lena Machado e Luiz Jr., figuram nomes como João Neto (flauta), Rui Mário (sanfona), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), Luiz Cláudio (percussão), Presuntinho (trombone), João Paulo (contrabaixo), Thales do Valle (trompete), entre outros, além das participações especiais de Zé da Velha (trombone) e Silvério Pontes (trompete) em Colher de chá (Patativa), Netinho Albuquerque (pandeiro), Henrique Martins (violão sete cordas) e DJ Franklin (efeitos) em Chorinho de herança (Ricarte Almeida Santos e Chico Nô).

O novo disco de Lena Machado, que será lançado ainda em 2009, realiza um importante intercâmbio: apresenta um panorama musical bastante interessante do Maranhão a bambas cariocas – Zé da Velha e Silvério Pontes são considerados “a menor big band do mundo”, Netinho Albuquerque é percussionista de Flávia Bittencourt e Luiz Melodia e Henrique Martins esteve em São Luís acompanhando o jovem e talentoso sambista Moysés Marques.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Energético Hiro, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM e parceria de JL Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 85ª. edição.
Quem: o grupo Chorando Calado recebe a cantora Lena Machado.
Quando: dia 11 de julho (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Energético Hiro, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Studios e Solar Consultoria.

Lena Machado de volta ao Clube do Choro

26 maio 2009

Gravando seu segundo disco, Lena Machado retorna ao palco do Clube do Choro Recebe após dez meses do memorável tributo a Clara Nunes.

O último encontro do grupo Chorando Calado com Lena Machado, excetuando-se suas participações em canjas no Clube do Choro Recebe, aconteceu em agosto de 2008, quando a cantora prestou um belo e memorável tributo a Clara Nunes, influência confessa.

Lena Machado volta ao palco do Clube do Choro Recebe

Lena Machado volta ao palco do Clube do Choro Recebe

Desde então, a cantora não se apresentava no palco do sarau semanal (canjas não contam, repita-se) do Clube do Choro do Maranhão, realizado todos os sábados, às 19h30min, no Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).

Atualmente ela está gravando seu segundo disco, selecionado ano passado pelo Plano Fonográfico da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA). Ela explica o trabalho, ainda sem título: “É um apanhado de coisas que gosto de cantar, de compositores do Maranhão, mais voltadas ao samba e ao choro, com algumas surpresas”. Autocrítica sem ser suspeita, completa: “está ficando bonito”.

Entre os compositores gravados, Cesar Teixeira e Joãozinho Ribeiro – que já compareciam como criadores à estreia de Lena, Canção de Vida (2006), disco que celebrou os 50 anos de atuação da Cáritas Brasileira, entidade em que trabalha e que, de certa forma, marca uma continuidade e um reencontro com as origens: Lena Machado se iniciou no canto em atividades ligadas à Igreja Católica. A Cáritas é um organismo da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Outros compositores que Lena registra agora são Aquiles Andrade, Bruno Batista, Chico Nô, Gildomar Marinho, Josias Sobrinho e Ricarte Almeida Santos, entre outros.

Parte do repertório do trabalho será mostrada na apresentação de sábado (30), caso de Chorinho de Herança, parceria de Chico Nô e Ricarte Almeida Santos, cuja letra foi composta pelo segundo em homenagem ao falecido pai – que lhe apresentou o choro, até hoje uma de suas maiores paixões – e ganhou música do primeiro, um choro que já é hit no rádio maranhense e no myspace da cantora.

Lena Machado será recebida por João Eudes (violão), Paulinho Sabujá (percussão), Rafael Guterres (cavaco), Osmar do Trombone, Wanderson (percussão) e Elton (flauta), a atual formação do Chorando Calado, grupo jovem de pegada musical vibrante.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Energético Hiro, Clinimagem, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM e parceria de JL Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 82ª. edição.
Quem: o grupos Chorando Calado recebe a cantora Lena Machado.
Quando: dia 30 de maio (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 6,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Energético Hiro, Clinimagem, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Studios e Solar Consultoria.