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Seminário de Direitos Humanos discutirá criminalização dos movimentos sociais

7 dezembro 2010

Promoção da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, evento celebra 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada e proclamada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Completa, em 2010, 62 anos. Para celebrar a data a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) realiza o Seminário Direitos Humanos 2010, cujo tema é “Criminalização dos Movimentos Sociais”.

“Trata-se de uma temática atualíssima, diante do quadro trágico vivido por defensores de direitos humanos e militantes do movimento social, num cenário de rebeliões em presídios, assassinatos de lideranças quilombolas e trabalhadores rurais. É oportuno discuti-la no Maranhão e faremos isso junto de agentes populares de Direito, que vêm sendo capacitados ao longo dos últimos dez anos, pela SMDH, para o combate imediato a violência e às violações de direitos”, afirma a advogada Joisiane Gamba, da SMDH.

Além dos agentes populares de Direito, o Seminário Direitos Humanos 2010 é aberto a interessados. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no Auditório do Seminário Santo Antônio (Praça Antonio Lobo, 4, Centro, São Luís/MA), onde o mesmo acontecerá. A SMDH é filiada ao Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), parceiro na realização do Seminário. Veja a seguir sua programação completa.

PROGRAMAÇÃO

Dia 10 de dezembro de 2010
14h30min – Abertura
15h às 18h – O fortalecimento da luta por direitos e a criminalização de defensores de direitos humanos no Maranhão.
a) Painel 1 – Depoimentos de casos de criminalização de defensores e movimentos sociais (1h);
b) Apresentação dos resultados do levantamento de casos de criminalização de defensores e movimentos sociais realizado pela SMDH (40min);
c) Palestra (40min) seguida de debate (40min).
18h – Programação Cultural.

Dia 11 de dezembro de 2010
8h – Abertura dos trabalhos
8h30min às 11h – Mesa redonda sobre Mecanismos de proteção de defensores de direitos humanos.
a) Marcos legais de proteção aos defensores de direitos humanos (40min);
b) Ações de resistência à criminalização dos defensores e movimentos sociais construídas pela sociedade civil (40min);
c) Debate (1h).
11h às 11hh20min – Leitura e aprovação do Manifesto das entidades da sociedade civil contra a criminalização de defensores de direitos.
11h30min às 12h – Encerramento (Programação Cultural).

Feitiço maranhense no Feitiço Mineiro

16 junho 2010

Acompanhado de regional, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro apresenta o show musical Milhões de uns na capital federal.
 

Nascido num bairro periférico da região central de São Luís Joãozinho Ribeiro (foto) iniciou-se na música em saudosos festivais universitários, no longínquo 1979 – tem completos 30 anos de música, portanto –, ano também identificado como o da fatídica “greve da meia passagem”, da qual foi militante.

Quase engenheiro, quase economista, formou-se bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e depois especialista em Direitos Autorais. Militante das artes e da cultura em geral, foi secretário executivo do Fórum Municipal de Cultura de São Luís, engendrando as duas Feiras Culturais da Praia Grande, três Semanas Culturais do Desterro e o projeto Samba da Minha Terra, que levou música gratuita e de qualidade a 18 comunidades de sua cidade natal, valorizando sobretudo o samba e o choro, com a participação de inúmeros convidados especiais. Chegou a Secretário de Estado da Cultura do Maranhão e hoje o técnico da Receita Federal está nos quadros do Ministério da Cultura.

Por essas e outras, João Batista Ribeiro Filho, aos 55 ainda o mesmo moleque travesso das ruas, becos, ladeiras e vielas da capital maranhense, tem relegado a segundo plano sua carreira de artista: é, na terra de outro João Batista, o do Vale, um dos compositores mais gravados e tem publicado o poema-livro Paisagem Feita de Tempo [2006, edição do autor]. Sua mais recente apresentação musical data de agosto de 2008, em São Luís, dentro do projeto Clube do Choro Recebe, empreitada de sucesso do Clube do Choro do Maranhão que completará três anos em breve.

Atualmente residindo em Brasília, Joãozinho Ribeiro aproveita a estadia na capital federal para mostrar, no planalto central, parte de sua obra, que lhe garante presença no panteão sagrado dos grandes compositores do Maranhão, ao lado de figuras como Antonio Vieira, Cesar Teixeira e Chico Maranhão, entre outros. Passeando por choro, samba, baião, reggae, toadas de bumba-meu-boi e tambor de crioula, blues, canções de amor e de protesto, Joãozinho Ribeiro se apresenta no Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte) no próximo dia 3 de julho, às 22h30min. O couvert artístico custa apenas R$ 15,00.

O Feitiço Mineiro tem sido palco importante de maranhenses na capital federal. Por lá já se apresentaram nomes como Nonato Buzar, Papete, Flávia Bittencourt, Rosa Reis, Beto Pereira, Josias Sobrinho e Tião Carvalho, entre outros. “Além de encontrar a colônia maranhense radicada em Brasília, o interessante é podermos apresentar nosso trabalho também a cidadãos e cidadãs apreciadores da arte de todas as partes do mundo”, afirma Joãozinho Ribeiro, que em 2002 venceu, no Maranhão, o Prêmio Universidade FM com seu choro Milhões de uns, registrado em disco pela também maranhense Célia Maria.

Serviço

O quê: show musical Milhões de uns.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional.
Onde: Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte, Brasília/DF).
Quando: dia 3 de julho (sábado), às 22h30min.
Quanto: R$ 15,00 (couvert artístico).
Reservas: (61) 3272-3032.

Redação: Zema Ribeiro
Entrevistas: Robson Silva – (61) 9952-4801