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Rosa Secular, pediram bis

5 janeiro 2012

Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho reapresentam espetáculo em que prestam tributo a grandes nomes da música brasileira

 

Tudo começou em um lance do acaso: era um sábado a data em que Noel Rosa, o poeta da Vila, completaria 100 anos, se vivo fosse, em 11  de dezembro de 2010. Artista fundamental ainda hoje, passados quase 75 de sua morte, e de inegável influência sobre as obras de Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho, o autor de Último desejo recebeu um belíssimo tributo na ocasião, sucesso de público e crítica.

A lotação do Daquele Jeito esgotou-se e houve quem voltasse da porta. O jeito foi repetir o show no janeiro seguinte, mantendo a mesma escalação, que “em time que está ganhando não se mexe”: os três mais Cesar Teixeira, além das participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro. Não deu outra: o sucesso repetiu-se.

Em dezembro passado, somaram a Noel Rosa homenagens a gigantes da canção brasileira: além dele, Assis Valente, Ataulfo Alves, Cartola, Mário Lago e Nelson Cavaquinho, todos já com 100 ou mais anos completos, vivos na memória de apreciadores de boa música. E também a saudosos maranhenses, “eternos”, como preferem os anfitriões: Antonio Vieira, Cristóvão Alô Brasil, Dilu Mello, João Carlos Nazaré e Lopes Bogéa.

“Este bis é nossa forma também de comemorar o Prêmio Universidade FM com que fomos agraciados em dezembro passado. Esta honraria não é só nossa, dos artistas que subimos ao palco, mas de todos os envolvidos, músicos, produtores, uma equipe grande, cada apoiador e principalmente do público que tem nos prestigiado e aos grandes mestres a que homenageamos”, afirma Joãozinho Ribeiro.

Em relação ao show de dezembro passado, pequenas modificações. “Muita gente que foi em dezembro, vai novamente. Por isso a gente mexe um pouco no repertório, para que as pessoas não saíam de casa para ver e ouvir mera reprise”, afirma Josias Sobrinho, autor de Terra de Noel, música em que explicita a influência do autor de Feitiço da Vila.

“Além de todos os homenageados, também cantaremos músicas nossas”, antecipa Chico Saldanha, que interpreta, além de uma música autoral, canções de Assis Valente, Cristóvão Alô Brasil e Noel Rosa durante o show.

Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro e Josias Sobrinho e seus convidados – Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro – serão acompanhados por um Regional formado por Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), Fleming (bateria), João Neto (flauta), João Soeiro (violão), Juca do Cavaco (cavaquinho), Mauro Travincas (contrabaixo), Osmar do Trombone (trombone) e Vandico (percussão). A noite será encerrada com um baile de gafieira. “Antecipando o carnaval”, como cantaria Jorge Ben.

O show Rosa Secular, pediram bis acontece dia 14 de janeiro (sábado), às 22h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais). Os ingressos custam R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes com carteira).

Rosa Secular II

1 dezembro 2011

A música de Chico Nô na beleza do lugar

25 novembro 2010

Músico é atração de sexta-feira no Café Recanto Verde

Os centenários Noel Rosa e Adoniran Barbosa, ao lado de outros mestres, saudosos bambas, como Pixinguinha e Seu Antonio Vieira serão lembrados pelo cantor e compositor Chico Nô nesta sexta-feira (26). Samba, choro, bossa, baião, bumba-meu-boi e o melhor da música popular brasileira se farão presentes ao repertório do maranhense de Imperatriz.

Homem à frente de formações musicais como o Xaxados e Perdidos e o Feitiço da Ilha, Chico Nô estará acompanhado de seu violão. Ele sobe ao palco do Café Recanto Verde (Av. General Arthur Carvalho, 100, Miritiua/Turu) às 21h. Até a meia-noite é a atração principal do lugar. Antes e depois de seu show, a grande e bem cuidada área verde do lugar volta a roubar a cena.

O couvert artístico custa apenas R$ 5,00. O Café Recanto Verde dispõe de estacionamento próprio.

Feitiço maranhense no Feitiço Mineiro

16 junho 2010

Acompanhado de regional, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro apresenta o show musical Milhões de uns na capital federal.
 

Nascido num bairro periférico da região central de São Luís Joãozinho Ribeiro (foto) iniciou-se na música em saudosos festivais universitários, no longínquo 1979 – tem completos 30 anos de música, portanto –, ano também identificado como o da fatídica “greve da meia passagem”, da qual foi militante.

Quase engenheiro, quase economista, formou-se bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e depois especialista em Direitos Autorais. Militante das artes e da cultura em geral, foi secretário executivo do Fórum Municipal de Cultura de São Luís, engendrando as duas Feiras Culturais da Praia Grande, três Semanas Culturais do Desterro e o projeto Samba da Minha Terra, que levou música gratuita e de qualidade a 18 comunidades de sua cidade natal, valorizando sobretudo o samba e o choro, com a participação de inúmeros convidados especiais. Chegou a Secretário de Estado da Cultura do Maranhão e hoje o técnico da Receita Federal está nos quadros do Ministério da Cultura.

Por essas e outras, João Batista Ribeiro Filho, aos 55 ainda o mesmo moleque travesso das ruas, becos, ladeiras e vielas da capital maranhense, tem relegado a segundo plano sua carreira de artista: é, na terra de outro João Batista, o do Vale, um dos compositores mais gravados e tem publicado o poema-livro Paisagem Feita de Tempo [2006, edição do autor]. Sua mais recente apresentação musical data de agosto de 2008, em São Luís, dentro do projeto Clube do Choro Recebe, empreitada de sucesso do Clube do Choro do Maranhão que completará três anos em breve.

Atualmente residindo em Brasília, Joãozinho Ribeiro aproveita a estadia na capital federal para mostrar, no planalto central, parte de sua obra, que lhe garante presença no panteão sagrado dos grandes compositores do Maranhão, ao lado de figuras como Antonio Vieira, Cesar Teixeira e Chico Maranhão, entre outros. Passeando por choro, samba, baião, reggae, toadas de bumba-meu-boi e tambor de crioula, blues, canções de amor e de protesto, Joãozinho Ribeiro se apresenta no Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte) no próximo dia 3 de julho, às 22h30min. O couvert artístico custa apenas R$ 15,00.

O Feitiço Mineiro tem sido palco importante de maranhenses na capital federal. Por lá já se apresentaram nomes como Nonato Buzar, Papete, Flávia Bittencourt, Rosa Reis, Beto Pereira, Josias Sobrinho e Tião Carvalho, entre outros. “Além de encontrar a colônia maranhense radicada em Brasília, o interessante é podermos apresentar nosso trabalho também a cidadãos e cidadãs apreciadores da arte de todas as partes do mundo”, afirma Joãozinho Ribeiro, que em 2002 venceu, no Maranhão, o Prêmio Universidade FM com seu choro Milhões de uns, registrado em disco pela também maranhense Célia Maria.

Serviço

O quê: show musical Milhões de uns.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional.
Onde: Restaurante Feitiço Mineiro (306 Norte, Brasília/DF).
Quando: dia 3 de julho (sábado), às 22h30min.
Quanto: R$ 15,00 (couvert artístico).
Reservas: (61) 3272-3032.

Redação: Zema Ribeiro
Entrevistas: Robson Silva – (61) 9952-4801

Antonio Vieira é homenageado no Clube do Choro Recebe

25 maio 2010

Falecido em abril do ano passado aos 88 anos, Vieira teria completado 90, no último 9 de maio – compositor permanece vivíssimo em sua vasta obra musical.

Mestre Vieira em uma de suas apresentações no Clube do Choro Recebe

Antonio Vieira nasceu em São Luís em 9 de maio de 1920. “Menino pobre criado por família rica”, como gostava de contar, compôs sua primeira música aos 16 anos: Mulata bonita. Viu-a e ouviu-a fazer sucesso na década de 40 do século passado: brilhou no palco da Rádio Timbira, acompanhada ao piano pelo então também jovem Sivuca, de passagem por São Luís para uma temporada no Casino Maranhense. “O mestre da sanfona, adivinhando-lhe o talento, dissera, na ocasião que Vieira iria ser um grande compositor. Cumpriu-se a profecia”, como conta outro grande compositor, Cesar Teixeira, no encarte da Antoniologia Vieira, tributo em disco produzido pelo maestro Adelino Valente há dez anos, reunindo um expressivo contingente de artistas maranhenses para reverenciar o autor de Tem quem queira – esta, não incluída naquela antologia.

O reencontro dos mestres Antonio Vieira e Sivuca nos ensaios de gravação de "O samba é bom"

É Adelino Valente quem comanda um time de primeiríssima linha que repetirá parte da Antoniologia no palco do Clube do Choro Recebe, neste sábado, 29, às 19h30min, na Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), no Calhau (Rua José Luiz Nova da Costa, esquina com Rua dos Carcarás, em frente ao Barramar). Com Vieira (percussão), Valente (bandolim) fundou o Regional Tira-Teima, em fins da década de 1970, mais antigo grupamento de choro em atividade em São Luís – embora já sem a sua formação original, que incluía ainda nomes como Chico Saldanha, Ubiratan Sousa e Cesar Teixeira.

Outra das antológicas aparições de Mestre Antonio Vieira no palco do Clube do Choro Recebe

Outro grupo integrado por Adelino Valente foi o Insensatez, reeditado para este sábado com nova formação: além dele próprio (piano, direção musical), Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Rogério Leitão (bateria), Antonio Paiva (contrabaixo), Paulo Trabulsi (cavaquinho) e Luiz Jr. (violão) receberão os intérpretes Célia Maria, Chico Saldanha, Cláudio Lima, Josias Sobrinho, Léo Capiba, Léo Spirro, Luiz Mochel, Rogéryo du Maranhão, Ticiana Valente, Tutuca e Zeca do Cavaco, que irão prestar homenagem a Mestre Antonio Vieira, falecido em 7 de abril de 2009.

Não faltarão ao repertório temas como Poema para o azul, Cocada, Mocambo, Nordeste seco, Vou pro mar, Olha a nêga, Na cabecinha da Dora, O samba é bom, Ingredientes do samba, Samba de Nêgo e Mulata bonita, entre muitas outras da vasta lavra de Seu Vieira.

“São mais de 300 composições, a grande maioria ainda desconhecida do grande público”, afirma Adelino Valente, produtor desta espécie de “Antoniologia ao vivo”. Ele relembra emocionado: “Nossa amizade vem desde a década de 70, quando fundamos o Tira-Teima. Eu era bandolinista, Vieira percussionista e até então ninguém conhecia música nenhuma dele. Depois de dois ou três anos de convívio, ele começou a mostrar umas coisas e a gente ficou encantado. Eu sempre disse que um dia a gente ia fazer um disco com aquela obra. Demorou, mas saiu”.

Homenagens a Vieira continuarão, segundo Adelino Valente

Segundo Adelino, este show – que remonta parte do espetáculo realizado no Teatro Arthur Azevedo, trazendo algumas novidades – é parte de uma homenagem maior ao “velho moleque”. Entre os vários projetos há o de se fazer um Volume 2 da Antoniologia e um cd instrumental só com composições do autor de Banho cheiroso.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF) e parceria da Solar Consultoria e JL Music Studios.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 118ª. edição.
Quem: o grupo Insensatez recebe vários cantores e cantoras em homenagem a Mestre Antonio Vieira.
Quando: dia 29 de maio (sábado), às 19h30min.
Onde: Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), Rua José Luiz Nova da Costa, Calhau (esquina com Rua dos Carcarás, em frente ao Barramar).
Quanto: R$ 10,00 (entrada).
Maiores informações: clubedochorodomaranhao@gmail.com e/ou ricochoro@hotmail.com
Apoio Cultural:
TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF).
Parceria: Solar Consultoria e JL Music Studios.

Célia Maria e Grand Trio: talento de sobra

14 abril 2010

Cantora maranhense, de volta ao estado natal, será recebida pelo Grand Trio, mais nova formação instrumental do cenário maranhense.

Célia Maria de volta ao palco do Clube do Choro Recebe

Maranhense de reconhecido talento, embora infelizmente ainda pouco conhecida do grande público em sua terra natal, Célia Maria (foto) é a convidada da 113ª. edição do Clube do Choro Recebe, que acontece neste sábado, 17, a partir das 19h30min, na Associação do Pessoal da Caixa (APCEF). Ela será acompanhada pelo Grand Trio, nova formação instrumental surgida na capital maranhense.

Com apenas um disco gravado, em Célia Maria sobra talento. Vencedora de diversos concursos – recentemente o Talentos da Maturidade, promovido por um banco brasileiro, e, à época de Célia Maria, o disco homônimo, de 2001, o Prêmio Universidade FM – a diva negra tem encantado plateias por onde passa: já morou várias vezes no Rio de Janeiro – de onde retornou recentemente, para novamente fixar residência em São Luís – onde conheceu Cartola, Zé Kéti e outros astros do samba brasileiro, notadamente os que frequentavam o bar e restaurante Zicartola, outrora espécie de templo sagrado do gênero.

Seu disco, aliás, não se prende ao samba. Nele estão registradas obras dos maranhenses Antonio Vieira (Ingredientes do samba), Cesar Teixeira (Lápis de cor), Joãozinho Ribeiro (Milhões de uns), Bibi Silva (Lágrimas) e João do Vale (Na asa do vento), entre outros. Esgotado, o disco nunca teve um show de lançamento oficial.

Nova formação – Egressos do Choro Pungado formam o Grand Trio: Luiz Jr. (violão sete cordas), Luiz Cláudio (percussão) e Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), músicos de reconhecido talento e merecido destaque na cena instrumental maranhense contemporânea.

Robertinho Chinês regressou recentemente de Brasília/DF, cidade que tem um dos mais ativos clubes do choro do país, que esteve visitando e aprimorando sua técnica sobre os instrumentos que tão bem já toca, tão jovem.

Luiz Cláudio e Luiz Jr., sempre às voltas com experimentações sonoras, têm como investida anterior ao Grand Trio, o Duo Sound, em que seus violões e percussões se encontravam para tocar os sons do mundo, passando necessariamente pelos tão brasileiros samba e choro.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF) e parceria da Solar Consultoria e JL Music Studios.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 113ª. edição – sétima em 2010.
Quem: o grupo Grand Trio recebe a cantora Célia Maria.
Quando: dia 17 de abril (sábado), às 19h30min.
Onde: Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), Rua José Luiz Nova da Costa, Calhau (esquina com Rua dos Carcarás, em frente ao Barramar).
Quanto: R$ 10,00 (entrada).
Maiores informações: clubedochorodomaranhao@gmail.com e/ou ricochoro@hotmail.com
Apoio Cultural:
TVN São Luís, Rádio Universidade FM e Associação do Pessoal da Caixa (APCEF).
Parceria: Solar Consultoria e JL Music Studios.

A volta de Chico Nô

20 janeiro 2010

Nivaldo da Estação será o convidado do Regional Feitiço da Ilha nesta sexta-feira, no projeto Chorinho no Cantinho.

O Chorinho no Cantinho, já tradicional encontro de bambas que acontece todas as sextas-feiras no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio), marca, dia 22, o retorno de Chico Nô ao seu palco – o repertório de sambas e choros começa a ser executado às 20h.

O cantor e compositor maranhense aproveitou o período das festas de Natal e Ano Novo para passar uma temporada no Rio de Janeiro, de onde retorna com novidades na bagagem – algumas serão mostradas sexta-feira.

Regional Feitiço da Ilha: os bambas do Chorinho no Cantinho

Chico Nô (voz, violão e percussão) e o Regional Feitiço da Ilha (foto) – Domingos Santos (violão sete cordas), Juca do Cavaco e Vandico (percussão) – terão como convidado o cantor e cavaquinhista Nivaldo da Estação, que passeará por sambas-enredo e clássicos do carnaval, com destaque para os maranhenses.

O couvert artístico individual custa apenas R$ 5,00.

Sábado – O grupo Conversa de Botequim, a partir das 17h, continua realizado a mais animada roda de samba da Ilha, também no Restaurante Cantinho da Estrela.

Obras de nomes como Paulinho da Viola, Chico Buarque, Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Antonio Vieira e João Nogueira, entre outros, são os ingredientes do samba, que é acompanhado por uma feijoada com todos os ingredientes a que se tem direito.

A entrada custa apenas R$ 10,00.

Pixinguinha, Mestre Vieira e o Feitiço da Ilha

11 novembro 2009

Grupo liderado por Chico Nô homenageará os mestres.

Pixinguinha e Mestre Antonio Vieira receberão homenagens do cantor e compositor Chico Nô e do Regional Feitiço da Ilha nesta sexta-feira, 13, a partir das 19h30min, no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio).

Chico Nô celebrará Pixinguinha e Mestre Vieira, sexta

Alfredo da Rocha Viana, o Pixinguinha, terá músicas tocadas tanto na parte instrumental da noite, quanto na parte cantada. “Pixinguinha é um dos maiores mestres do choro e da música brasileira como um todo. Tem muitas peças instrumentais bastante conhecidas e populares, mas também muitos compositores puseram letras em suas belíssimas melodias”, adiantou Chico Nô (foto), citando, entre outras, Lamentos, Rosa, Carinhoso e Iaô, entre outras que estarão no repertório de sexta-feira.

Formado pelo próprio Chico Nô (voz, violão e percussão), Juca do Cavaco, Domingos Santos (violão sete cordas) e Vandico (percussão), o Regional Feitiço da Ilha terá como convidado o cantor Neto Pepperi, um dos grandes sambistas maranhenses, formado na escola da noite, sempre prestigiando grandes mestres, como o homenageado Antonio Vieira, falecido em abril aos 88 anos, Cesar Teixeira e Josias Sobrinho, entre outros.

Já tendo feito homenagens a Noel Rosa e Cartola, as noites de sexta-feira no Cantinho da Estrela já se tornaram o novo point da Praia Grande para os apreciadores de boa música. Eis uma boa pedida. O couvert artístico individual custa apenas R$ 5,00.

Sábado – Também integrado por Chico Nô, o grupo Conversa de Botequim realiza, aos sábados, a partir de meio-dia, uma roda de samba regada a feijoada. No mesmo endereço. Neste sábado, 14, o grupo ocupará a praça Valdelino Cécio, em frente ao Restaurante Cantinho da Estrela. “Com o fechamento da Padaria do Francês, esse importante cartão postal, que tem o nome de um importante poeta, está abandonada, escura, maltratada. Nosso samba-ocupação é uma tentativa de reanimá-la e para isso a gente conta com a presença dos amigos e dos apreciadores de boa música”, explicou Chico Nô, fazendo um chamamento ao público.

SERVIÇO SEXTA 13

O quê: Homenagem a Pixinguinha e Mestre Vieira.
Quem: o cantor Chico Nô e o Regional Feitiço da Ilha.
Quando: dia 13 de novembro (sexta-feira), às 19h30min.
Onde: Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio).
Quanto: R$ 5,00 (couvert artístico individual).
Maiores informações: pelos telefones (98) 8814-1407, 8724-2940.

SERVIÇO SÁBADO 14

O quê: Roda de Samba com Feijoada.
Quem: o cantor Chico Nô e o grupo Conversa de Botequim.
Quando: dia 14 de novembro (sábado), ao meio-dia.
Onde: Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio).
Quanto: R$ 5,00 (couvert artístico individual).
Maiores informações: pelos telefones (98) 8814-1407, 8724-2940.

Chico Nô e Urubu Malandro são as atrações do Clube do Choro Recebe

4 novembro 2009

Clássicos do choro nacional e de grandes mestres do Maranhão serão lembrados sábado (7).

A 101ª. edição do projeto Clube do Choro Recebe leva ao palco da Pousada Portas da Amazônia/ La Pizzeria (Rua do Giz, 129, Praia Grande), a ginga dos bambas do Regional Urubu Malandro, que outrora tinha entre seus integrantes o saudoso mestre Antonio Vieira: Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), Juca do Cavaco e Osmar do Trombone. A apresentação acontece neste sábado, 7, a partir das 19h30min.

Chico Nô

Clube do Choro Recebe integra agenda intensa do músico

O grupo batizado por um clássico do choro – Urubu Malandro, de Pixinguinha, Loro e João de Barro – reviverá outros. Na ocasião, terão como convidado o cantor, compositor e violonista Chico Nô (foto), maranhense de Imperatriz, há muito radicado na Ilha capital. Entre obras de nomes como Pixinguinha – Rosa, Lamentos –, Tom Jobim e Chico Buarque, o artista reserva repertório de nomes maranhenses para sua apresentação. Antecipa temas como Saiba, rapaz (Joãozinho Ribeiro), Terra de Noel (Josias Sobrinho), além de Chorinho de Herança, parceria sua com Ricarte Almeida Santos, produtor e apresentador do Clube do Choro Recebe, música que já havia sido lançada como single e foi novamente gravada por Lena Machado – a mesma cantora que a lançou – em seu segundo disco, Samba de Minha Aldeia, a sair ainda em 2009.

Agenda intensa – O cenário musical, gastronômico e boêmio da Praia Grande, aos poucos, está mudando de endereço: deixou o antigo Largo do Comércio (Rua da Estrela) e ocupa agora, principalmente, a Rua do Giz. Chico Nô é bamba que lidera rodas de samba e choro no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 129, Praia Grande), ao lado dos regionais Feitiço da Ilha e Conversa de Botequim, ambos integrados por ele. Apresenta-se naquele palco todas as sextas (a partir das 19h30min) e sábados (a partir das 13h30min).

Músico autodidata, afirma: “Meu maior prazer é tocar e cantar. Então o público não deve esperar cansaço, apesar da agenda intensa. O Urubu Malandro tem integrantes comuns aos regionais com que tenho me apresentado com mais frequência, o que já garante entrosamento, além de ginga. Todos nós temos muito prazer em tocar, é uma diversão, uma festa”, promete e garante Chico Nô.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 101ª. edição.
Quem: o grupo Urubu Malandro recebe o cantor, compositor e violonista Chico Nô.
Quando: dia 7 de novembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Pousada Portas da Amazônia/ La Pizzeria (Rua do Giz, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00 (entrada).
Maiores informações: clubedochorodomaranhao@gmail.com e/ou ricochoro@hotmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Choro Pungado e Cláudio Lima no Clube do Choro Recebe

25 agosto 2009

Grupo instrumental e cantor desfilarão seus talentos na 92ª. edição do sarau musical.

João Neto (flauta), Luiz Cláudio (percussão), Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas e viola caipira), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho) e Rui Mário (sanfona) formam o Choro Pungado, um dos mais inventivos grupos da cena choro ludovicense, cuja principal proposta musical é a mescla do mais brasileiro de todos os gêneros – o choro – com os diversos ritmos e sotaques da cultura popular do Maranhão.

O cantor maranhense Cláudio Lima revisitará o repertório de seus discos e apresentará novidades no Clube do Choro Recebe

O cantor maranhense Cláudio Lima revisitará o repertório de seus discos e apresentará novidades no Clube do Choro Recebe

O maranhense Cláudio Lima é cantor, dono de interpretação personalíssima. Tem reinventado criações de grandes compositores brasileiros em seus dois discos: Cláudio Lima e Cada mesa é um palco, ambos com projeto gráfico assinado pelo próprio artista, também competente designer de formação – são dele, entre outros, os projetos gráficos dos discos de Flávia Bittencourt, Sentido e Todo Domingos, recém-lançado.

No primeiro disco, Cláudio Lima apoiou-se em bases eletrônicas e deu nova roupagem a clássicos da música brasileira, como Dente de ouro (Josias Sobrinho), O samba é bom (Antonio Vieira), Olhos coloridos (Macau) e Deixar você (Gilberto Gil), entre outros. Na estreia do cantor, está também a primeira gravação do choro Ray ban (Cesar Teixeira), ali registrada com ar bluesy. O segundo disco tem título retirado de um verso da música Bis (Cesar Teixeira), que tem o ar abolerado, “fossa nova”, que permeia todo o disco, dividido com o pianista baiano Rubens Salles, onde ouvem-se também temas de Tom Zé, Herivelto Martins, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Ângela Ro Ro e Bruno Batista, entre outros.

Acompanhado do Choro Pungado, Cláudio Lima apresentará alguns destes temas já gravados em seus discos, revisitará clássicos da música nacional e internacional e fará algumas surpresas ao público presente. Um acidente doméstico havia impedido sua participação no Clube do Choro Recebe, anteriormente. Neste sábado (29), Cláudio Lima finalmente sobe ao palco do já tradicional sarau musical como convidado – na primeira vez, ele fez uma participação especial no show de Bruno Batista quando então se formou o Choro Pungado, à época batizado Quartetaço.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 92ª. edição.
Quem: o grupo Choro Pungado recebe o cantor Cláudio Lima.
Quando: dia 29 de agosto (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Studios e Solar Consultoria.

As voltas do Urubu Malandro e Milla Camões

14 julho 2009

Urubu Malandro volta ao palco do Clube do Choro Recebe. Grupo será anfitrião da cantora Milla Camões.

O grupo Urubu Malandro volta a se apresentar no Clube do Choro Recebe (Restaurante Chico Canhoto, Residencial São Domingos, Cohama), neste sábado (18), a partir das 19h30min. Depois do falecimento de Mestre Antonio Vieira, em abril passado, o grupo formado por Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), Juca do Cavaco e Osmar do Trombone fez uma única apresentação: um tributo ao compositor de Cocada, no mesmo palco, dia 9 de maio, quando Vieira completaria 89 anos.

Tendo como anfitriões os bambas do Urubu Malandro, Milla Camões volta ao palco do Clube do Choro Recebe. Foto: Divulgação

Tendo como anfitriões os bambas do Urubu Malandro, Milla Camões volta ao palco do Clube do Choro Recebe. Foto: Divulgação

Desta vez a trupe de bambas terá como convidada a cantora Milla Camões, que está em estúdio, finalizando seu disco de estreia, sob a direção musical de Celson Mendes (Quinteto Bom Tom). O lançamento está previsto para acontecer ainda em 2009. No início do mês, Milla realizou o show A caminho (Zig Bar, 4/7), celebrando seus dez anos de carreira.

Sua apresentação anterior no Clube do Choro Recebe já tem mais de um ano. Agora ela volta, acompanhada por outro grupo: “É a primeira vez que canto acompanhada pelo Urubu Malandro. Em homenagem a Seu Vieira vamos fazer Na cabecinha da Dora”, promete Milla Camões, que adianta, ainda, sobre o show, que fará “dois choros clássicos e um repertório mais voltado ao samba e à MPB, como chamam por aí, com canções de Rosa Passos e Caetano Veloso, além de sambistas consagrados como Paulinho da Viola”. Sobre o restante do repertório, ela prefere guardar segredo. E arremata: “espero de coração que saia bem legal e que todos gostem”.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Energético Hiro, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM e parceria de JL Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 86ª. edição.
Quem: o grupo Urubu Malandro recebe a cantora Milla Camões.
Quando: dia 18 de julho (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Energético Hiro, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Studios e Solar Consultoria.

Encontro histórico no Clube do Choro Recebe

2 junho 2009

Célia Maria, uma das mais belas vozes do Brasil, se encontra com o Choro Pungado, um dos mais inventivos grupos de choro contemporâneos.

Depois do sucesso das apresentações no Clube do Choro Recebe (em janeiro passado) e no Choro Pungado Convida (sexta-feira passada), Célia Maria volta ao palco do Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama), templo sagrado da boa música na capital maranhense.

Dos mais inventivos grupos de choro contemporâneos, o Choro Pungado é o anfitrião da 82ª. edição do Clube do Choro Recebe. Foto: Acervo Clube do Choro do Maranhão

Dos mais inventivos grupos de choro contemporâneos, o Choro Pungado é o anfitrião da 82ª. edição do Clube do Choro Recebe. Foto: Acervo Clube do Choro do Maranhão

A exemplo da última sexta-feira, a diva será acompanhada pelo grupo Choro Pungado, uma das revelações da música instrumental no Maranhão e um dos grupos mais inventivos da cena choro no estado. Formado por Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas e viola caipira), Luiz Cláudio (percussão), João Neto (flauta), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho) e Rui Mário (sanfona), o grupo tem como principal proposta a mescla do choro com os ritmos da cultura popular do Maranhão – lelê, bumba-meu-boi, tambor de crioula, tribo de índio, cacuriá, entre outros.

O disco homônimo, até aqui, único, lançado por Célia Maria em 2001. Capa. Reprodução.

O disco homônimo, até aqui, único, lançado por Célia Maria em 2001. Capa. Reprodução.

Com apenas um disco gravado, o homônimo Célia Maria (2001), a cantora ainda não teve o devido reconhecimento, apesar de já ter morado diversas vezes no Rio de Janeiro, onde dividiu palcos com Elizeth Cardoso e Cartola, entre outros figurões de nossa música. Com sua voz potente e única, Célia Maria brindará o público presente à sua apresentação com composições de João do Vale, Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro, Antonio Vieira, Bibi Silva, Jorge Ben, Tom Jobim, Chico Buarque, Chico Maranhão e Josias Sobrinho, entre outros.

O Choro Pungado está trabalhando a gravação de seu disco de estreia. A interpretação de Célia Maria para Milhões de uns deu ao compositor Joãozinho Ribeiro o Prêmio Universidade FM 2001, nas categorias melhor música e melhor letra. Seu disco tem arranjos de Ubiratan Sousa, além de sua atuação como músico ao lado de nomes como Toninho Carrasqueira (flautas). Está quase esgotado: restam uns poucos exemplares no Chico Discos (Rua da Cruz, entre Sol e Afogados).

A edição de sábado passado (30/5) do projeto Clube do Choro Recebe não foi realizada por conta das fortes chuvas que caíram sobre São Luís naquela data.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Energético Hiro, Clinimagem, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM e parceria de JL Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 82ª. edição.
Quem: o grupo Choro Pungado recebe a cantora Célia Maria.
Quando: dia 6 de junho (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 6,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Energético Hiro, Clinimagem, Honda Gran Line, Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Studios e Solar Consultoria.

Sarau solidário marca lançamento de campanha

11 maio 2009

Parceria da Cáritas Brasileira Regional Maranhão e Clube do Choro do Maranhão marcou lançamento de campanha estadual de solidariedade em favor das vítimas das enchentes no Estado.

POR ZEMA RIBEIRO*

Os 250 lugares do Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama) foram poucos para comportar tanto público, sábado passado (9), quando três bons motivos levaram o povo ao tradicional sarau do Clube do Choro do Maranhão, mais conhecido como Clube do Choro Recebe: a homenagem a Mestre Antonio Vieira, que completaria 89 anos na data, o lançamento da campanha de solidariedade em prol das vítimas das enchentes no Maranhão, parceria do Clube do Choro com a Cáritas Brasileira Regional Maranhão, e a trégua de São Pedro, que havia adiado o lançamento da campanha, que deveria ter acontecido no sábado anterior.

Fazia um tempão que São Luís não via um dia – e noite – inteiro de sol, a capital maranhense se tornado uma espécie de Londres, onde, reza a lenda, é feriado quando não chove. Ou, mais modestamente, a capital paraense, onde as pessoas marcam encontro “depois da chuva que cai/ todo dia em Belém”.

Talvez, o sol de praia que marcou o sábado, já fosse resultado de papo que Seu Vieira, velho moleque, mandou pra cima de São Pedro. O guardião das chaves do céu segurou as torneiras e emendou: “não tem mosquito!”.

Desde as dez da manhã um grupo de amigos também celebrava Seu Vieira, na Praça da Faustina (Praia Grande), que deve olhar o movimento, agora, sentada nos portões celestiais, num tamborete ao lado do santo das chuvas. A arrumação durou o dia todo, propositalmente pensada para não concorrer com o Clube do Choro Recebe, onde muitos pagaram para ficar em pé e outros tantos retornaram, pois já não havia mesas e cadeiras.

Mesmo desfalcado, o Urubu Malandro honrou o epíteto de "o grupo de Seu Vieira". Foto: Ivo Segura

Mesmo desfalcado, o Urubu Malandro honrou o epíteto de "o grupo de Seu Vieira". Foto: Ivo Segura

No palco, o Urubu Malandro, pela primeira vez em público sem Vieira, desfilando seu repertório de choros alegres, vibrantes, pra cima, como bem queremos lembrar do homenageado. Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta) e Juca do Cavaco – o grupo estava desfalcado de Caio Carvalho (percussão) e Osmar do Trombone – eram os anfitriões de Lena Machado, Célia Maria, Carlinhos Veloz, Marcelo Bianchinni, Léo Spirro e Zé Carlos (os dois à capela), Léo Capiba, Alexandra Nicolas, Chico Saldanha, Luiz Mochel, além de Victor Castro, português radicado no Maranhão em performance instrumental na guitarra portuguesa, e Miranda Neto, o novo trompetista do Bom Tom de Celson, com quem duetou em tema jazzístico de Vieira: mais conhecido como compositor de sambas, eis mais uma para a sua coleção de causos. Escreveu um jazz e batizou-o Também faço.

Encontro histórico: Chico Saldanha, Lena Machado, Luiz Mochel e Célia Maria reverenciam Vieira em gesto solidário. Foto: Ivo Segura

Encontro histórico: Chico Saldanha, Lena Machado, Luiz Mochel e Célia Maria reverenciam Vieira em gesto solidário. Foto: Ivo Segura

Mais de 150 quilos de alimentos e mais de 80 peças de roupa foram arrecadados. Muita gente preferiu pagar os R$ 6,00 de entrada. Outros, após a cheia do bar, pagaram R$ 5,00 para ver o desfile de craques de nossa música, reverenciando o técnico Vieira, que Cartola no samba e choro, ao contrário de no futebol, tem outro significado, com o perdão do jargão lulês – quiçá óbvio ululante. Saldo: R$ 605,00 arrecadados.

“Esse valor será depositado na conta Cáritas Brasileira Solidariedade, aberta especificamente para esse fim, o que garantirá agilidade no repasse dos recursos aos atingidos pelas enchentes e transparência na prestação de contas com a sociedade. A propósito, quem quiser e puder doar, os dados são: Banco do Brasil (001), Agência 2972-6, Conta corrente 32.655-0”, informou Ricarte Almeida Santos (leia mais sobre as enchentes no blogue dele, clicando no link em seu nome), secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão e produtor e apresentador do Clube do Choro Recebe.

*ZEMA RIBEIRO é assessor de comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão e assessor de imprensa do Clube do Choro do Maranhão. Escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com