Archive for the ‘poesia’ Category

Exposição de poesia e artes plásticas reúne 26 artistas na Galeria Hum

13 dezembro 2011

TrezeAtravésTreze acontece dia 13 de dezembro e traz diálogo entre poetas e artistas plásticos maranhenses, entre eles Fernando Mendonça, Mondego, Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa e Lúcia Santos

TrezeAtravésTreze é uma exposição de poesia e artes plásticas na Galeria HUM com 26 artistas (13 poetas + 13 artistas plásticos) que dialogam entre si, direta ou indiretamente, apresentando um painel de escritores e pintores maranhenses de um período que cobre os últimos 30 anos: final do século 20 e início do 21. Versos de 13 poetas atravessando os traços de 13 artistas plásticos, poética plástica que vem ocupando salões, galerias e livrarias do Maranhão e do Brasil.

A exposição será aberta em 13 de dezembro de 2011 e ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2012. A produção é da Galeria HUM e da revista cultural Pitomba! com curadoria da marchand Ana Luiza Nascimento e do poeta Celso Borges.

Os 26 nomes escolhidos têm seus trabalhos inseridos em um contexto de obra de arte aberta, disposta a conversar com o outro. “A ordem é e será a de expandir a língua, alimentar trocas, exercitar o atrito”, diz Celso Borges. Entre os artistas, os pintores Fernando Mendonça, Marçal Athayde, Mondego, Cosme Martins, Marlene Barros e Roberto Lameira (homenagem especial), além dos poetas Fernando Abreu, Lúcia Santos, Celso Borges, Josoaldo Rego, Dyl Pires e Paulo Melo Sousa.

Quase a totalidade das obras dos artistas plásticos que integram a exposição é parte do acervo da Galeria Hum. Exceção para os quadros de Cosme Martins, especialmente cedido pelo Espaço Fátima Lima, e de Roberto Lameiras (acervo particular). Os poemas foram selecionados pela aproximação da linguagem escrita com a linguagem visual contida nas telas.

Poetas + artistas plásticos – A aproximação entre poesia e artes plásticas não é recente. No Brasil, um símbolo maior dessa parceria foi o encontro entre a poesia de Oswald de Andrade e os quadros de Tarsila do Amaral, dentro da antropofagia modernista. Outros grandes nomes da pintura nacional, como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Ismael Nery e Wesley Duke Lee, também dialogaram com escritores, criando ilustrações e/ou projetos gráficos para livros de poemas.

TrezeAtravésTreze é uma oportunidade de mostrar que o casamento entre as duas linguagens está presente também entre maranhenses”, afirma Ana Luiza Nascimento, proprietária da Galeria Hum. Alguns artistas plásticos que integram a exposição ilustraram livros ou participaram de projetos ligados à literatura. No caso dos poetas, é recorrente a citação de obras de artistas plásticos em seus trabalhos, o que demonstra um interesse pela expansão da linguagem para além do verso e da palavra escrita.

“Poesia não é só poesia e nunca apenas poesia, mas diálogo e atrito com outras formas de expressão. TrezeAtravésTreze é um exercício, uma possibilidade de aproximação entre artistas maranhenses que nas últimas três décadas se destacam na literatura e nas artes visuais”, diz Celso Borges.

EXPOSIÇÃO TREZE ATRAVÉS TREZE
Dia 13 de dezembro
Galeria Hum – Rua 01, São Francisco, a partir das 19 horas
Mais informações:
Celso Borges (8179 1113) e Ana Luiza Nascimento (9974 0048)
 
Poetas: Antonio Ailton | Celso Borges | Couto Correa Filho | Diego Menezes Dourado | Dyl Pires | Eduardo Júlio | Fernando Abreu | Jorgeana Braga | Josoaldo Rego | Lúcia Santos | Luís Inácio | Paulo Melo Souza | Reuben da Cunha Rocha

Artistas Plásticos: Almir Costa | Ana Borges | Claudio Costa | Cosme Martins | Ednilson Costa | Edson Mondego | Fernando Mendonça | Marçal Athayde | Marlene Barros| Ton Bezerra| Roberto Lameiras | Paulo Cesar | Victor Rego

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Saiba, rapaz, das coisas que acredito

17 outubro 2011

Anna Cláudia, Beto Scansette e Josias Sobrinho são os convidados de Joãozinho Ribeiro em mais um show da temporada São Luís – Outros 400.

Acompanhado do Regional 400, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete), Joãozinho Ribeiro (foto) volta ao palco do Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande), para mais uma apresentação da temporada de São Luís – Outros 400, show que vem apresentando, sempre com convidados diferentes a cada edição, quinzenalmente desde julho passado.

Nesta quinta-feira (20), às 21h, Joãozinho Ribeiro terá como convidados a cantora Anna Cláudia, o compositor Josias Sobrinho e o poeta Beto Scansette.

O terceiro é responsável pelo primeiro momento da noite: a partir das 21h, no Armazém, antes da música entrar em cena, é a poesia quem domina o palco.

Em seguida, é a vez do encontro de velhos parceiros. Anna Cláudia, paraense radicada em São Luís, em seu até aqui único disco gravado, registrou Coisas que acredito, música cara a seu autor, o compositor Joãozinho Ribeiro. “É uma música sobre nosso direito de lutar pelas coisas e causas em que acreditamos”, diz, sobre a obra, mais atual que nunca.

Josias Sobrinho também já gravou Joãozinho Ribeiro: o choro Saiba, rapaz, no disco Nosso neném. “Para mim é uma honra, pois Josias também é compositor, de muita qualidade, e em geral só grava repertório autoral. Saiba, rapaz foi uma exceção em sua carreira”, conta o autor.

Anna Cláudia e Josias Sobrinho são dois nomes confirmados entre as participações especiais que constarão da estreia em disco de Joãozinho Ribeiro, cujo lançamento está previsto para 2012, ano em que ele deve entrar em estúdio para realizar seu primeiro registro fonográfico.

Para Joãozinho Ribeiro, “a temporada Outros 400 é uma forma de a gente desenferrujar, de tirar a poeira do baú, de testar repertório. É um pedaço importante de um projeto maior”, anuncia.

Serviço

O quê: São Luís – Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro e Regional 400. Participações especiais da cantora Anna Cláudia, do poeta Beto Scansette e do compositor Josias Sobrinho.
Quando: dia 20 (quinta-feira), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00.

Outros 400: qual será sua programação nesta quinta-feira?

16 outubro 2011

OUTROS 400 – Na sétima edição da temporada, o compositor Joãozinho Ribeiro terá como convidados Anna Cláudia, Josias Sobrinho e o poeta Beto Scansette. O Regional 400, que os acompanhará, é formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical) Fleming (bateria), Mauro Travincas (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete). Ingressos: R$ 10,00. No Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande). Dia 20 (quinta-feira), às 21h.

Outros 400 homenageará Cartola

30 setembro 2011

Léo Spirro lança cd com repertório dedicado ao mestre de Mangueira em show. Outros convidados são a cantora Milla Camões e o poeta Herberth de Jesus Santos, que autografará seis livros de sua autoria

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O Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande) será palco de mais um show da temporada Outros 400, capitaneada pelo compositor Joãozinho Ribeiro, que se apresenta acompanhado do Regional 400, formado pelos músicos Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

Na sexta edição da série, Joãozinho Ribeiro terá como convidados especiais os cantores Léo Spirro e Milla Camões. Participa ainda da noite o jornalista e poeta Herberth de Jesus Santos, que lançará alguns títulos de sua autoria, entre poesia e prosa.

Betinho – como o autor é conhecido entre os amigos – autografará aos interessados seis títulos de sua lavra: Antes que Derramem a Lua Cheia (crônicas), São Luís em PreAmar: Ainda Assim, há um Azul! (poesia), Peru na Missa do Galo (contos de Natal), A Segunda Chance de Eurides (novela), Serventia e os Outros da Patota (contos) e Ofício de São Luís: Bernardo Coelho de Almeida (Coração em Verso e Prosa).

Milla Camões, que prepara disco de estreia com direção musical de Celson Mendes, o “maestro” de Outros 400, participará com repertório que inclui samba, choro, jazz e bossa nova.

Cartola – A noite reverenciará o gênio de Mangueira, Angenor de Oliveira, o Cartola. O sambista será lembrado por ocasião do lançamento do disco de estreia de Léo Spirro: A canção de Cartola na voz de Léo Spirro, que tem direção musical de Arlindo Pipiu.

O cantor setentão será acompanhado pelo Regional Passeio Serenata: Arlindo Pipiu (violão sete cordas e direção musical), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), Chico Chinês (tantã) e Zé Carlos (pandeiro). No repertório, clássicos de Cartola, entre outros Alvorada, Cordas de aço, As rosas não falam e Autonomia, entre outros.

Com o passeio de tantos talentos, esta edição de Outros 400 certamente vai se transformar em uma grande jam – para ninguém botar defeito.

Serviço

O quê: Outros 400 – 6ª. edição.
Quem: o compositor Joãozinho Ribeiro, Regional 400 e convidados: o poeta e jornalista Herberth de Jesus Santos, os cantores Milla Camões e Léo Spirro e o Regional Passeio Serenata.
Quando: quinta-feira (6/10), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00.

Poeta maranhense autografa novo livro no Canto Madalena

22 setembro 2011

 
 
O poeta maranhense Fernando Abreu autografa dia 6 de outubro, no bar Canto Madalena, em São Paulo, Aliado Involuntário (Exodus, 2011), sua terceira coletânea de poemas. O livro quebra um silêncio editorial de oito anos, depois da publicação O Umbigo do Mudo (Clara Editora, 2003), segundo livro do artista. O primeiro foi Relatos do Escambau (Exodus), de 1998, publicado pouco tempo depois da dissolução do grupo conhecido como Academia dos Párias, do qual foi um dos fundadores.

Maranhense de São Luís, Fernando Abreu também é letrista de música popular, tendo entre seus parceiros, Chico César, e os maranhenses Gerson da Conceição, Zeca Baleiro e Nosly. Os três últimos gravaram parcerias com o autor em seus discos, sendo as mais conhecidas, Alma Nova, Rock do Cachorro Doido e Guru da Galera, lançadas por Zeca Baleiro nos discos Baladas do Asfalto e outros Blues (2005) e Pet Shop Mundo Cão (2002).

O recém-lançado Parador, disco de Nosly produzido por Baleiro, traz Você Vai me Procurar, parceria com Fernando, de quem o cantor e violonista musicou Para uma grande dama, poema do novo livro do artista que homenageia as atrizes do universo pornô.

Com Aliado Involuntário, Fernando Abreu reativa o selo independente Exodus, onde  estreou individualmente. O novo livro traz 41 poemas embalados em projeto do designer gráfico Francisco Rogero e ilustrações do artista plástico Geetesh.  O livro é apresentado pelo poeta e ensaísta Reuben da Cunha Rocha, num misto de e-mail/poema/prefácio, e traz texto assinado pelo próprio autor, comentando o processo de criação da nova obra.

Aliado Involuntário tem como marca principal a presença de poemas mais longos, de uma oralidade ausente tanto nos dois livros anteriores quanto nos poemas publicados na revista Uns & Outros, da Academia dos Párias. “Não queria me transformar em um resignado refém de poemas-insight, do tipo que nasce praticamente pronto, deixando pouco espaço para uma carpintaria que sempre me interessou e que começava a me fazer falta” diz o poeta na orelha do livro.

Serviço

O quê: Noite de autógrafos de Aliado involuntário.
Quem: o poeta Fernando Abreu.
Onde: Bar Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena, SP).
Quando: 6 de outubro (sexta-feira), às 20h30min.
Quanto: entrada franca. O livro custa R$ 30,00.
Maiores informações: escambau@hotmail.com

Música e poesia em Outros 400

17 setembro 2011

Pocket show A palavra voando, de Celso Borges e Beto Ehongue, integra o programa da quinta edição da temporada musical de Joãozinho Ribeiro. Compositor terá como convidados Chico Saldanha e Lenita Pinheiro, além da participação do Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt

“O nosso amor/ virou pedaço de linha puída/ meu peito é frágil carvão de varinha/ no fundo de um cofo querendo quebrar”. Versos de um clássico da música popular produzida no Maranhão, Linha puída, de Chico Saldanha, música que certamente será lembrada na quinta edição de Outros 400 em que o compositor reencontra, no palco, Lenita Pinheiro, cantora com quem divide a regravação desta música em seu mais recente disco, Emaranhado (2007).

Chico Saldanha e Lenita Pinheiro são os convidados de Joãozinho Ribeiro, que retorna aos palcos, após breve interrupção na temporada. Eles serão acompanhados pelo Regional 400, formado por Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Mauro Travincas (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

A noite contará com a abertura do Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt, garantindo animada recepção aos presentes.

A palavra voando – Outro destaque da noite é o pocket show A palavra voando, em que o poeta Celso Borges e o dj Beto Ehongue dissecam letras do cancioneiro popular brasileiro, transformando-os em poemas, ditos pelo primeiro sobre trilhas criadas pelo segundo. O show já foi apresentado nos Centros Culturais Banco do Nordeste, em Fortaleza, Juazeiro (CE) e Sousa (PB), e no Cine Ímpar (em São Luís).

 

Serviço

O quê: Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro. Participações especiais: Chico Saldanha e Lenita Pinheiro. Abertura: Tambor Show da Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt e pocket show A palavra voando, com Celso Borges e Beto Ehongue.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quando: dia 22 (quinta-feira), às 21h.
Quanto: R$ 10,00.

Série “Outros 400” continua nesta quinta (28)

26 julho 2011

Temporada de Joãozinho Ribeiro e convidados continua, no Novo Armazém (Praia Grande).

 

Lançada há duas semanas, a série Outros 400 teve um show inaugural de sucesso: aliás, vários shows, dentro de um mesmo show. Joãozinho Ribeiro (foto) e o Regional 400 receberam 10 convidados especiais durante a primeira noite de apresentações do poeta e compositor – acontecerão até novembro, quinzenalmente às quintas-feiras, no Novo Armazém (Rua da Estrela, Praia Grande), sempre às 21h.

Nesta quinta, 28, Joãozinho Ribeiro volta ao palco, acompanhado do Regional 400, formado por Antonio Paiva (contrabaixo), Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria) e Miranda Neto (trompete).

O autor de Paisagem feita de tempo terá como convidados especiais Adler São Luís, Célia Maria e João Madson, numa noite que irá do choro ao baião, do reggae ao xote, do samba ao Merengue, este, aliás, título de uma das mais conhecidas músicas do primeiro, seu primo, já gravado pela potiguar Terezinha de Jesus (Couraça), cantora que vem sendo redescoberta, ainda que tardiamente, como rezam as palavras de ordem de outra bandeira.

Célia Maria imortalizou o choro Milhões de uns, que deu a Joãozinho Ribeiro o troféu de melhor compositor maranhense em um Prêmio Universidade FM do início do século – a mais importante premiação da música produzida no Maranhão.

A exemplo da diva, João Madson participou da edição de estreia de Outros 400. Uma de suas interpretações, o xote Kid Jabotão, de sua autoria, que conta a história de um jabuti que come umas pílulas de Viagra e vira… Kid Jabotão, foi um dos grandes momentos – bem humorados – da noite.

Instrumental – Outra atração extra para a segunda noite de Outros 400 é a participação da dupla Hugo Barbosa (trompete) e Nelma Carafunim (saxofone): eles apresentarão, no início do espetáculo, um repertório instrumental de choro. Detalhe: os tarimbados músicos são sobrinhos de Joãozinho Ribeiro.

Ambos participaram do circuito musical Samba da minha terra, com que Joãozinho Ribeiro percorreu 18 bairros de São Luís apresentando sambas e choros autorais, com a participação de inúmeras personalidades da música popular produzida no Maranhão. “Se à época, começando, eles já tocavam muito, imagine agora!”, provoca o tio, que com eles dividiu o palco em fevereiro passado, no Baile do Parangolé, em comemoração aos 32 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.

“As participações de Madson e Adler também me deixam muito contente. É uma feliz coincidência as estadas deles, que moram em São Paulo, pela Ilha quando do início desta empreitada cultural”, continua Joãozinho Ribeiro. “Vamos fazer mais uma grande festa e ainda muitas outras”, finaliza.

Serviço

O quê: Outros 400.
Quem: Joãozinho Ribeiro. Participações especiais de Adler São Luís, Célia Maria, Hugo Barbosa, João Madson e Nelma Carafunim.
Quando: quinta-feira (28), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, Praia Grande).
Quanto: R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes com carteira).
Maiores informações: facebook.com/outrosquatrocentos, outros400@hotmail.com

Com Joãozinho Ribeiro são “Outros 400”

9 julho 2011

Compositor inicia temporada de apresentações no Novo Armazém. Música, cinema, teatro, artes visuais, literatura e declarações de amor à São Luís irão compor o cardápio artístico da série.

 

O compositor Joãozinho Ribeiro (foto) decidiu voltar aos palcos. Após anos dedicados à gestão cultural, ao ensino superior e ao ofício de funcionário público, o artista resolveu tirar a poeira do baú e mostrar que são regras as exceções – o circuito musical Samba da Minha Terra (2003), o lançamento de seu livro-poema Paisagem Feita de Tempo (2006) e mais recentemente os shows Noel, Rosa secular (2010/2011), em que dividiu o palco com Cesar Teixeira, Chico Saldanha e Josias Sobrinho, e Baile do Parangolé (2011), aniversário da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, de que é sócio, em que dividiu o palco com Cesar Teixeira (também sócio), Lena Machado e Rosa Reis.

Na série Outros 400, Joãozinho Ribeiro se cercará de amigos-artistas, irmãos de copo & alma, para brindar São Luís, cidade que tanto ama, com boa música. Um dos compositores mais gravados do Maranhão, ele tem colecionado parceiros e intérpretes desde 1979, ano da histórica greve da meia passagem em que militou e de sua estreia musical, em festivais universitários.

Além da música, outras linguagens artísticas se somarão à aritmética cujo resultado são Outros 400: artes visuais, teatro, literatura e cinema, entre outros. “Trata-se de uma série, que será apresentada quinzenalmente às quintas-feiras, no Novo Armazém. A cada quinta, um convidado ou uma convidada e uma turma de outras expressões ocupando o espaço com o que fazem de melhor”, explica e anuncia Joãozinho Ribeiro.

Cinema – A estreia de Outros 400 acontece dia 14 de julho, às 21h. Uma mostra cinematográfica com curtas-metragens maranhenses, sob curadoria de Frederico Machado, inaugura a noite e a série: Outros 400 será também a festa oficial de abertura do Lume International Film Festival, maior festival de cinema de que a capital maranhense já teve notícia, que acontece em São Luís entre 14 e 23 de julho.

Após a mostra é a vez de Joãozinho Ribeiro encantar a plateia presente, acompanhado do Regional 400 (reza a lenda que o nome do grupo é o resultado da soma das idades de seus integrantes): Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Mauro Travincas (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

No repertório, clássicos da lavra de Joãozinho Ribeiro, a exemplo de, entre outras, Milhões de uns, Passamento, Erva santa e Esquina da solidão. Como convidados para a inauguração da série, uma constelação de primeira grandeza, um desfile de craques, uma seleção vitoriosa: a dupla Criolina (Alê Muniz e Luciana Simões, recentemente vencedores da categoria “Melhor álbum” – Cine Tropical – no Prêmio da Música Brasileira), Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Josias Sobrinho (trio com que apresentou o tributo a Noel Rosa), Anna Cláudia, Betto Pereira, Célia Maria, João Madson, Lena Machado e Lenita Pinheiro.

AniversárioOutros 400 é também uma celebração aos aniversários vindouros de São Luís, que completa 399 anos no próximo 8 de setembro. Datas comemorativas são sempre cheias de celebrações oficiais. A população que quiser dar os parabéns à São Luís pode, dentro dos Outros 400, completar o tradicional “parabéns a você/ nesta data querida/ muitas felicidades/ muitos anos de vida” com seus votos para o futuro de nossa capital.

“Disponibilizaremos cadernos para que sejam deixadas mensagens de próprio punho, registrando de forma simples, mensagens de amor à cidade de São Luís. O resultado disso será levado ao Arquivo Público do Estado para que no futuro nossos anseios sejam lembrados e possamos ver se nossos sonhos para a cidade se realizaram”, explica a produtora cultural Cássia Melo, mentora da ideia.

Serviço

O quê: Estreia da série Outros 400 e lançamentos do I Lume International Film Festival e do projeto Mensagens à São Luís.
Quem: o compositor Joãozinho Ribeiro e convidados, o cineasta Frederico Machado e a produtora cultural Cássia Melo.
Quando: dia 14 de julho (quinta-feira), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00 (ingresso individual).

Zeca Baleiro celebra 13 anos de carreira lançando dois cds e o livro “Bala na agulha”

29 outubro 2010

Lançamento em São Luís será no Buteko, na Lagoa, dia 4 de novembro, e terá leitura de trechos do livro por artistas amigos do compositor

Apesar de pouco dado a comemorações de aniversários, o cantor e compositor Zeca Baleiro resolveu celebrar seus 13 anos de carreira discográfica (seu primeiro disco, Por Onde Andará Stephen Fry?, foi lançado em 1997) com o pacote Vocês vão ter que me engolir. “Tenho um carinho especial pelo número 13”, diz. O pacote inclui o lançamento de dois cds, Concerto e Trilhas, e o livro Bala na Agulha (reflexões de boteco, pastéis de memória e outras frituras).

O livro reúne textos que Baleiro escreve desde 2005 em seu site, “mais à guisa de blague que de blog”, como costuma brincar. Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados no livro, que também traz memórias sentimentais da infância e da adolescência. Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, Bestiário Pós-Moderno e Curtas, Grossas, Algumas Infames, onde Baleiro se mostra um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem todavia perder a necessária ternura.

Concerto e Trilhas são os primeiros discos do artista a serem lançados por seu próprio selo, o Saravá Discos, fato que inaugura uma nova fase na carreira de Zeca. Concerto foi gravado ao vivo em março de 2010, no teatro Fecap/SP, depois de um pequeno test-drive em Belém e Recife e de permanecer em cartaz em São Paulo por três semanas consecutivas. Neste novo álbum, Zeca Baleiro é acompanhado de apenas dois músicos que se revezam em vários instrumentos: Swami Jr., violonista de formação mais clássica e emepebista, e Tuco Marcondes, músico de pegada mais rock’n’roll, que integrou quase todas as bandas e turnês do artista.

Baleiro desfila repertório que vai de Cartola a Camisa de Vênus e de Assis Valente a Foo Fighters. Concerto traz ainda algumas canções inéditas, como A Depender de Mim, Mais um Dia Cinza em São Paulo e Canção pra Ninar um Neguim, esta última composta em 1993 para Michael Jackson, e só agora gravada pelo autor.

Trilhas é uma coletânea das trilhas que compôs para cinema e dança (e que tem participação especial da atriz Rosi Campos). São canções dos espetáculos Mãe Gentil, Cubo e Geraldas e Avencas; do curta Flores para os mortos e do filme Carmo.

Serviço

Lançamento do livro Bala na agulha e cds Concerto e Trilhas.
Dia 4 de novembro (quinta-feira), no Buteko (Lagoa), a partir das 19h30min.
Com discotecagem de Pedro Sobrinho e leitura de trechos do livro por Alê Muniz, Celso Borges, Fernando Abreu, Luciana Simões, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e Júlia Emília.
Mais informações: Celso Borges – 3227 0079 e 8179 1113.

[Release da produção]

“Lume Sessions”: Tássia Campos se desnuda em “Crua”

7 janeiro 2010

Cantora passeará por universo pop de diversos compositores contemporâneos. Show terá participações especiais de Celso Borges e Alê Muniz.

"Crua" antecipará parte do disco de estreia de Tássia Campos, a sair este ano. Foto: divulgação

O Lume Sessions tem transformado o Cine Praia Grande no mais novo palco da boa música produzida em São Luís. Inaugurado ainda ano passado, tem como primeira atração de 2010 a cantora Tássia Campos (foto), que apresenta o show Crua – título tirado da canção que abre o novo álbum de Otto –, sexta-feira, 15, às 21h. Os ingressos para a apresentação, que podem ser adquiridos no local, custam apenas R$ 12,00 (meia para estudantes com carteira).

Tássia Campos (voz, violão) estará acompanhada de George Gomes (bateria), Marcos Cliff (teclado), Edinho Bastos (guitarra) e João Paulo (contrabaixo) e passeará pelo universo pop de compositores como Kléber Albuquerque (de quem gravou uma música para o disco de estreia, a ser lançado ainda este ano), André Lucap, Beto Ehongue, Suely Mesquita, Gilberto Gil, Gilberto Mineiro, Cazuza, Moreno Veloso e Otto, entre outros.

O show terá a participação especial do poeta Celso Borges, sobre o que Tássia Campos nada adianta, dizendo apenas que “será surpresa”. Outra participação especial é a de Alê Muniz (Criolina): “Ele vai cantar comigo a música que ele me deu pro disco”, adianta. “Alê sempre se colocou à disposição para fazermos o disco, um sonho antigo”, completa.

O repertório de Tássia Campos se equilibrará entre inéditas que estarão em seu disco de estreia e covers. “Os músicos que vão me acompanhar também estão participando da feitura do disco e para este show captaram a proposta e com muito profissionalismo respeitaram a sonoridade pretendida por mim. O público pode ter certeza de que o show está sendo pensado, em todos os detalhes, com muito carinho”, promete Tássia.

SERVIÇO

O quê: Show Crua, no projeto Lume Sessions.
Quem: Tássia Campos e banda.
Onde: Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Rampa do Comércio, nº. 200, Praia Grande).
Quando: dia 15 (sexta-feira), às 21h.
Quanto: R$ 12,00 (entrada. Metade para estudantes com carteira).

Celso Borges ministra oficina na 4ª. Mostra SESC Guajajara de Artes

23 outubro 2009

Bendita Poesia Bem Dita destaca a poesia associada ao som, com aspectos e oralidades originárias da cultura popular e erudita. As diferentes formas do falar, dizer e recitar o texto poético. Como alguns escritores vêm experimentando nas últimas décadas o diálogo entre música e poesia em suas diferentes variedades.

A oficina, que faz parte da 4ª Mostra Sesc Guajajara de Artes, destaca a poesia que vai além dos limites da página do livro e do computador. A proposta é apresentar registros de poemas em voz pura e simples, associados a sonoridades percussivas e textos poéticos cuja musicalidade resulta da confluência de diferentes temas, palavras e ritmos contemporâneos.

Celso Borges reúne de maneira informal conceitos e definições de vários gêneros ligados ao universo da poesia e da música, como rap, cordel, poesia sonora, poesia musicada, trilha poética e poesia falada e com isso fornece conhecimento teórico e prático que estimulam a curiosidade e o hábito de ouvir poesia.

Celso Borges é poeta e jornalista, autor de sete livros, entre eles Pelo Avesso (1983), Persona Non Grata (1990), NRA (1996), XXI (2000) e Música (2006), os dois últimos no formato livro-CD. Em dezembro, lança seu novo trabalho: Belle Époque.
 
A BENDITA POESIA BEM DITA
De 28 a 30 de outubro na Galeria de Arte do Sesc, Praça Deodoro
Horário: das 8h30min às 11h30min
Nº de vagas: 20
Preço: R$ 5,00 (comerciários e usuários com carteira do SESC); R$ 10,00 para os demais
Inscrições na Biblioteca do Sesc, das 8h30min às 17h
Mais informações: (98) 3216 3831

[Release recebido por e-mail]

Celso Borges apresenta espetáculo de poesia e música no Maloca

1 setembro 2009

A posição da poesia é oposição reúne cerca de 20 poemas do artista maranhense, que será acompanhado por Christian Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão). A performance terá a participação especial da poeta Lúcia Santos. 

O poeta e letrista Celso Borges apresenta dia 5 de setembro no bar Maloca, na Lagoa, show em que interpreta poemas de seus dois livros-CDs, XXI (2000) e Música (2006), entre eles Linguagem, Persona Non Grata, Chacal e Pária. A posição da poesia é oposição tem trilhas e interferências sonoras executadas pelos instrumentistas Franklin Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão), que trabalharam separadamente nos dois livros-CDs de Borges.

“A poesia falada pode ser uma experiência mais rica do que as tradicionais leituras de palco, que lembram antigos jograis das montagens teatrais escolares. Esse show é uma festa sonora da música da palavra, palavra musicada, música falada, palavra cantada, uma celebração de música e poesia”, diz o poeta.

No espetáculo, voz, guitarra e percussão proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades. Celso Borges investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais com o objetivo de fortalecer o diálogo entre a música e a poesia.

“Ao fortalecer as duas linguagens e dar uma estrutura sonora ao texto, além de sua própria sonoridade, A posição da poesia é oposição abre novas possibilidades de leitura para a poesia e mina o desgaste que as linguagens faladas têm sofrido nos últimos anos, sobretudo o rap, que vem se repetindo, tanto no discurso como em sua forma sonora”, diz Celso.

A posição da poesia é oposição apresenta um painel de experiências, fruto da inquietação do artista e sua busca pelas diversas possibilidades de dizer o poema. Ao abrir um leque inovador de diálogo entre a palavra e a música, o artista assume uma posição contemporânea no mapa da poesia brasileira. Celso Borges quer mostrar que sua poesia coloca em discussão possibilidades formais no palco, com elementos que colaboram para enriquecer o universo da poesia brasileira falada/cantada no começo do século 21.

A performance estreou em abril deste ano, na 6ª edição do projeto Catarse – reunião de artistas de todas as linguagens no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo. Na ocasião, o poeta Celso Borges foi acompanhado pelo guitarrista paulistano Rafael Agra.

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

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A posição da poesia é oposição

Dia 5 de setembro (sábado), às 22h, na Maloca (Lagoa)

Celso Borges – voz e poesia
Christian Portela – guitarra
Luiz Cláudio – Percussão
Participação especial – Lúcia Santos

Duração do espetáculo: 45 minutos

Discotecagem: Pedro Sobrinho

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Os artistas 

Celso Borges é de São Luís do Maranhão, onde nasceu em 1959. Poeta, jornalista e letrista, viveu em São Paulo durante 20 anos e está retornando a São Luís. Parceiro de Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, tem sete livros de poesia publicados, entre eles Pelo avesso (1985); Persona non grata (1990); Nenhuma das respostas anteriores (1996), XXI (2000) e Música, os dois últimos no formato de livro-CD, com a participação de mais de 50 poetas e compositores de várias cidades brasileiras.

No palco, desenvolveu com o DJ paulistano Otávio Rodrigues o projeto Poesia Dub, que se apresentou, entre outros eventos, no Tim Festival (SP-2004) e no projeto poético musical Outros Bárbaros, do Itaú Cultural (2005 e 2007). Seu terceiro livro-CD, Belle Époque, será lançado ainda este ano.

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Christian Portela, multi-instrumentista maranhense (São Luís, 1976), toca gaita, guitarra, baixo, teclado e bateria. Começou no grupo Bota O Teu Blues Band, uma das primeiras bandas de blues e rock a fazer um circuito de bares na Ilha. Em 1998, aproximou-se do rap e foi um dos fundadores da T. A. Calibre 1, banda  referência do cenário alternativo do Maranhão e um dos destaques do livro-CD Música, de Celso Borges, participando da faixa São Luís: Segundo Movimento.

A T.A. Calibre 1 venceu dois prêmios Universidade e foi indicada para o prêmio Hutus de rap, como uma das melhores bandas do Norte/Nordeste, pelo lançamento do CD Balaio. O disco mistura as rimas engajadas do rap, as cadências de jazz e a fúria do rock, aos ritmos regionais de bumba-meu-boi e tambor de crioula.

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Luiz Cláudio, paraense, percussionista, arte-educador e pesquisador da cultura popular. Radicado em São Luís desde o final dos anos 1970, desenvolveu aqui extenso trabalho de pesquisa de campo, coletando material e aprendendo junto a grandes mestres de tambor de crioula como Felipe e Leonardo, entre outros. Em 1987 dirigiu o Beat and Beach, I Encontro de Percussão no Maranhão, que reuniu Robertinho Silva, Layne Redmond e Marco Suzano. Nesse mesmo ano criou o grupo de percussão Fogo de Mão, que participou do Percpan, em Salvador (1995).

Tocou e gravou com Nelson Ayres, Zeca Baleiro, Ceumar, Rita Ribeiro e Naná Vasconcelos, entre outros. Atualmente trabalha no projeto Som da Lata, oficinas de reciclagem de lixo para confecção de instrumentos de percussão e faz assessoria para empresas privadas em programas sociais e workshops de percussão. Luiz Cláudio participou de algumas faixas do primeiro livro-CD de Celso Borges, XXI, lançado em 2000.

MARIA NA PRAIA GRANDE

23 novembro 2006

o surdo batuque bumbando nos becos e seus buracos de cantaria
bate que bate de corpo no solo estalo do sotaque de maria
zanzando entre os tambores da madre deus

maria, tua beleza derrama pelo ladrão

teus castelos de nuvem
tuas sandálias lindas
cruzando a rua às 12 da noite
maria e seus olhos brincos se pendurando no canto dos azulejos
sua cara não sua
sua pele pura
leve lírio
total

maria solitária maria hoje parece que volta parece que valsa
parece que de viés vou te costurar nos meus sonhos
me agarrar como um dândi nos teus ombros azuis
me alinhavar no teu vestido de alfazema

maria maria que me ajeita fiel que me enfeita os cabelos
que me anarina de brisas me dá peito me consola
que me estreita estrela
maria e minha alma torta,
ternura entrando por aquela porta ali longe dos andores e das igrejas
meu coração ateu te reza:
ave maria cheia de graça
o senhor é convosco
bendita sois vós entre as mulheres

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Lindo, não? Entre um bolero não identificado por este blogueiro e o Hino de São Luís (Bandeira Tribuzi), o poema foi declamado na Praia Grande, em meio a um cortejo que homenageava Santa Cecília, padroeira da música, pelo seu dia (22/11, hoje, portanto), há pouco, na Praia Grande. “Música”, aliás, é título do mais novo livro-disco de Celso Borges. Faltou, aliás, o ator que declamou (este blogueiro não conhecia/eu), dizer que é Celso Borges, o autor de “Maria” (título do poema acima, grafado assim em minúsculas e disposto assim, centralizado, respeitando a beleza do livro de CB, que derrama pelo ladrão).