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Exposição de poesia e artes plásticas reúne 26 artistas na Galeria Hum

13 dezembro 2011

TrezeAtravésTreze acontece dia 13 de dezembro e traz diálogo entre poetas e artistas plásticos maranhenses, entre eles Fernando Mendonça, Mondego, Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa e Lúcia Santos

TrezeAtravésTreze é uma exposição de poesia e artes plásticas na Galeria HUM com 26 artistas (13 poetas + 13 artistas plásticos) que dialogam entre si, direta ou indiretamente, apresentando um painel de escritores e pintores maranhenses de um período que cobre os últimos 30 anos: final do século 20 e início do 21. Versos de 13 poetas atravessando os traços de 13 artistas plásticos, poética plástica que vem ocupando salões, galerias e livrarias do Maranhão e do Brasil.

A exposição será aberta em 13 de dezembro de 2011 e ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2012. A produção é da Galeria HUM e da revista cultural Pitomba! com curadoria da marchand Ana Luiza Nascimento e do poeta Celso Borges.

Os 26 nomes escolhidos têm seus trabalhos inseridos em um contexto de obra de arte aberta, disposta a conversar com o outro. “A ordem é e será a de expandir a língua, alimentar trocas, exercitar o atrito”, diz Celso Borges. Entre os artistas, os pintores Fernando Mendonça, Marçal Athayde, Mondego, Cosme Martins, Marlene Barros e Roberto Lameira (homenagem especial), além dos poetas Fernando Abreu, Lúcia Santos, Celso Borges, Josoaldo Rego, Dyl Pires e Paulo Melo Sousa.

Quase a totalidade das obras dos artistas plásticos que integram a exposição é parte do acervo da Galeria Hum. Exceção para os quadros de Cosme Martins, especialmente cedido pelo Espaço Fátima Lima, e de Roberto Lameiras (acervo particular). Os poemas foram selecionados pela aproximação da linguagem escrita com a linguagem visual contida nas telas.

Poetas + artistas plásticos – A aproximação entre poesia e artes plásticas não é recente. No Brasil, um símbolo maior dessa parceria foi o encontro entre a poesia de Oswald de Andrade e os quadros de Tarsila do Amaral, dentro da antropofagia modernista. Outros grandes nomes da pintura nacional, como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Ismael Nery e Wesley Duke Lee, também dialogaram com escritores, criando ilustrações e/ou projetos gráficos para livros de poemas.

TrezeAtravésTreze é uma oportunidade de mostrar que o casamento entre as duas linguagens está presente também entre maranhenses”, afirma Ana Luiza Nascimento, proprietária da Galeria Hum. Alguns artistas plásticos que integram a exposição ilustraram livros ou participaram de projetos ligados à literatura. No caso dos poetas, é recorrente a citação de obras de artistas plásticos em seus trabalhos, o que demonstra um interesse pela expansão da linguagem para além do verso e da palavra escrita.

“Poesia não é só poesia e nunca apenas poesia, mas diálogo e atrito com outras formas de expressão. TrezeAtravésTreze é um exercício, uma possibilidade de aproximação entre artistas maranhenses que nas últimas três décadas se destacam na literatura e nas artes visuais”, diz Celso Borges.

EXPOSIÇÃO TREZE ATRAVÉS TREZE
Dia 13 de dezembro
Galeria Hum – Rua 01, São Francisco, a partir das 19 horas
Mais informações:
Celso Borges (8179 1113) e Ana Luiza Nascimento (9974 0048)
 
Poetas: Antonio Ailton | Celso Borges | Couto Correa Filho | Diego Menezes Dourado | Dyl Pires | Eduardo Júlio | Fernando Abreu | Jorgeana Braga | Josoaldo Rego | Lúcia Santos | Luís Inácio | Paulo Melo Souza | Reuben da Cunha Rocha

Artistas Plásticos: Almir Costa | Ana Borges | Claudio Costa | Cosme Martins | Ednilson Costa | Edson Mondego | Fernando Mendonça | Marçal Athayde | Marlene Barros| Ton Bezerra| Roberto Lameiras | Paulo Cesar | Victor Rego

Nosly lança Parador com show no TAA

25 outubro 2011

 
Parador, terceiro disco do cantor, compositor e violonista maranhense Nosly e o primeiro com foco mais direto no público brasileiro tem finalmente seu show de lançamento em São Luís. O músico se apresenta neste sábado (29), no Teatro Arthur Azevedo, acompanhado de Victor Bertrami na bateria, Ney Conceição no baixo e Kiko Continentino no piano. A formação enxuta ganha o reforço extra do guitarrista Toninho Horta.

Parador é um namoro escancarado com o pop. Tudo nele, da embalagem aos arranjos é um afago aos ouvidos volúveis destes tempos rápidos e rasteiros. Só que Nosly, cidadão do mundo da música, acumulou bagagem pesada nas tantas horas de voo de sua considerável trajetória internacional, e não foi fácil reduzi-la ao essencial. O resultado traz ganhos evidentes para o universo pop.

O caso de Nosly é singular, apesar dos muitos pontos de convergência com tantos nomes surgidos ou de carreiras consolidadas na última década, que vitaminaram a canção brasileira com fartas doses de lirismo e poesia, a exemplo do parceiro de início de jornada, Zeca Baleiro, mas também Chico César, Otto, Lenine, Rita Ribeiro, Vander Lee  e tantos outros.

Violonista de amplos recursos e melodista idem, Nosly viu seu caminho pender naturalmente para o lado instrumental, e só aos poucos foi se revelando intérprete de igual solidez. Em Parador, ele encontrou seu ponto de fusão. O disco transborda esse contentamento, de quem trabalhou duro para sentir-se à vontade em um ambiente relativamente novo.

A canção que dá nome ao disco, composta com Gerude e Luís Lobo, é exemplar nesse sentido. Estilosa e grudenta no melhor sentido, traz uma alegria contida em seus acordes menores, mas exaltada na linha vertiginosa do baixo fankeado, de resultado irresistível. Graças a esses atributos, a canção começa a despontar como hit nos dials locais.

Uma lista de preferências poderia prosseguir em ordem aleatória com Aquela Estrela. A canção que abre o CD pode até agradar geral, mas pode ser melhor apreciada por quem estava saindo da adolescência nos anos 80 em São Luís, tempos de desafogo, em que a música local também queria novos cheiros e cores. Nosly viveu esse momento, e a releitura tem sabor de tributo merecido.

Impossível não destacar Oh baby perdoe, historinha romântico-proletária capaz de derreter corações radiofônicos com sua orquestração acústica e teclado baladeiro, bem como Versos perdidos, regravação de sua parceria com Baleiro e Fausto Nilo, sucesso de Baladas do Asfalto. Nosly sai dignamente da inevitável comparação.

O contrabaixo do rastaman maranhense Gérson da Conceição por si só justificaria a presença da versão do sucesso do Toto, I’ll be over you, no disco, mas o fato é que a versão ficou bem bacana e pra cima.

Importante destacar, por se tratar de um artista à primeira vista mais associado à construção melódica, a preocupação de Nosly – e não somente neste disco – em privilegiar o texto, procurando a companhia de artífices da palavra (cantada ou não) e poetas da canção. Em Parador, a lista é longa: Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Chico César, Fernando Abreu, Sérgio Natureza e Olga Savary.

Apesar de Doer, parceria com Vanessa Baumagny, e Aldeia, que Nosly divide com o poeta Celso Borges e que ganha o reforço de Zeca Baleiro na gravação são os dois momentos mais sublimes do disco. Sublimidade que às vezes só a melancolia pode atingir e que reforça um possível conceito a respeito deste disco: pop sim, descartável jamais.

Serviço

O quê: Parador – show delançamento do CD
Quando: 29 de outubro (quinta-feira)
Onde: TAA
Horário: 21h
Valor do Ingresso: R$ 30,00

Outros 400 homenageará Cartola

30 setembro 2011

Léo Spirro lança cd com repertório dedicado ao mestre de Mangueira em show. Outros convidados são a cantora Milla Camões e o poeta Herberth de Jesus Santos, que autografará seis livros de sua autoria

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O Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande) será palco de mais um show da temporada Outros 400, capitaneada pelo compositor Joãozinho Ribeiro, que se apresenta acompanhado do Regional 400, formado pelos músicos Arlindo Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão e direção musical), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

Na sexta edição da série, Joãozinho Ribeiro terá como convidados especiais os cantores Léo Spirro e Milla Camões. Participa ainda da noite o jornalista e poeta Herberth de Jesus Santos, que lançará alguns títulos de sua autoria, entre poesia e prosa.

Betinho – como o autor é conhecido entre os amigos – autografará aos interessados seis títulos de sua lavra: Antes que Derramem a Lua Cheia (crônicas), São Luís em PreAmar: Ainda Assim, há um Azul! (poesia), Peru na Missa do Galo (contos de Natal), A Segunda Chance de Eurides (novela), Serventia e os Outros da Patota (contos) e Ofício de São Luís: Bernardo Coelho de Almeida (Coração em Verso e Prosa).

Milla Camões, que prepara disco de estreia com direção musical de Celson Mendes, o “maestro” de Outros 400, participará com repertório que inclui samba, choro, jazz e bossa nova.

Cartola – A noite reverenciará o gênio de Mangueira, Angenor de Oliveira, o Cartola. O sambista será lembrado por ocasião do lançamento do disco de estreia de Léo Spirro: A canção de Cartola na voz de Léo Spirro, que tem direção musical de Arlindo Pipiu.

O cantor setentão será acompanhado pelo Regional Passeio Serenata: Arlindo Pipiu (violão sete cordas e direção musical), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), Chico Chinês (tantã) e Zé Carlos (pandeiro). No repertório, clássicos de Cartola, entre outros Alvorada, Cordas de aço, As rosas não falam e Autonomia, entre outros.

Com o passeio de tantos talentos, esta edição de Outros 400 certamente vai se transformar em uma grande jam – para ninguém botar defeito.

Serviço

O quê: Outros 400 – 6ª. edição.
Quem: o compositor Joãozinho Ribeiro, Regional 400 e convidados: o poeta e jornalista Herberth de Jesus Santos, os cantores Milla Camões e Léo Spirro e o Regional Passeio Serenata.
Quando: quinta-feira (6/10), às 21h.
Onde: Novo Armazém (Rua da Estrela, 401, Praia Grande).
Quanto: R$ 10,00.

Poeta maranhense autografa novo livro no Canto Madalena

22 setembro 2011

 
 
O poeta maranhense Fernando Abreu autografa dia 6 de outubro, no bar Canto Madalena, em São Paulo, Aliado Involuntário (Exodus, 2011), sua terceira coletânea de poemas. O livro quebra um silêncio editorial de oito anos, depois da publicação O Umbigo do Mudo (Clara Editora, 2003), segundo livro do artista. O primeiro foi Relatos do Escambau (Exodus), de 1998, publicado pouco tempo depois da dissolução do grupo conhecido como Academia dos Párias, do qual foi um dos fundadores.

Maranhense de São Luís, Fernando Abreu também é letrista de música popular, tendo entre seus parceiros, Chico César, e os maranhenses Gerson da Conceição, Zeca Baleiro e Nosly. Os três últimos gravaram parcerias com o autor em seus discos, sendo as mais conhecidas, Alma Nova, Rock do Cachorro Doido e Guru da Galera, lançadas por Zeca Baleiro nos discos Baladas do Asfalto e outros Blues (2005) e Pet Shop Mundo Cão (2002).

O recém-lançado Parador, disco de Nosly produzido por Baleiro, traz Você Vai me Procurar, parceria com Fernando, de quem o cantor e violonista musicou Para uma grande dama, poema do novo livro do artista que homenageia as atrizes do universo pornô.

Com Aliado Involuntário, Fernando Abreu reativa o selo independente Exodus, onde  estreou individualmente. O novo livro traz 41 poemas embalados em projeto do designer gráfico Francisco Rogero e ilustrações do artista plástico Geetesh.  O livro é apresentado pelo poeta e ensaísta Reuben da Cunha Rocha, num misto de e-mail/poema/prefácio, e traz texto assinado pelo próprio autor, comentando o processo de criação da nova obra.

Aliado Involuntário tem como marca principal a presença de poemas mais longos, de uma oralidade ausente tanto nos dois livros anteriores quanto nos poemas publicados na revista Uns & Outros, da Academia dos Párias. “Não queria me transformar em um resignado refém de poemas-insight, do tipo que nasce praticamente pronto, deixando pouco espaço para uma carpintaria que sempre me interessou e que começava a me fazer falta” diz o poeta na orelha do livro.

Serviço

O quê: Noite de autógrafos de Aliado involuntário.
Quem: o poeta Fernando Abreu.
Onde: Bar Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena, SP).
Quando: 6 de outubro (sexta-feira), às 20h30min.
Quanto: entrada franca. O livro custa R$ 30,00.
Maiores informações: escambau@hotmail.com

SMDH lança edital para contratação de advogado

3 março 2011

Profissional atuará no Provita, em Brasília/DF

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) lançou edital para contratação de um/a advogado/a para atuar em seu escritório Brasília/DF, na execução do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).

Interessados devem se inscrever, por internet ou Correios, até o próximo dia 22 de março. Baixe e leia aqui o edital completo.

Filme sobre a Casa das Minas é lançado em São Luís

15 dezembro 2010

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Casa das Minas é um dos mais antigos, respeitados e expressivos terreiros de todo o Brasil. Sua riquíssima história recebeu recorte em documentário cujo título é Casa Das Minas – Os voduns reais de São Luís, que terá lançamento nesta quarta-feira, 15, às 19h, em sessão especial, aberta ao público, no Cine Praia Grande, situado no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande).

O filme, com duração 85 minutos, tem narrativa com base na pesquisa a partir da obra de Hubert Fichte (1935–1986), que, trinta anos atrás, vivenciou o templo e escreveu suas impressões no estilo “etnopoesia”, tornando-se um clássico da literatura alemã.

Documentário sobre a Casa das Minas será lançado hoje em São Luís

Pela primeira vez houve permissão para o registro de alguns dos ritos cerimoniais e cânticos em língua africana, únicos da Casa das Minas. O filme traz depoimentos das chefes espirituais da Casa – juntamente com o professor e antropólogo Sérgio Ferretti – que contam a comovente trajetória do templo, desde a sua fundação, passando por perseguição e submissão, até os dias de hoje, com a perspectiva para a transformação da Casa em museu.

A obra mostra o manejo consciente das duas “vodúnsis” com o declínio do culto, ao qual elas dedicaram e dedicam toda sua vida. Devido às consequentes mudanças sociais em contraponto aos rígidos preceitos de devoção e retidão espirituais, elas abdicaram da continuidade. O culto e os complexos conteúdos da religião irão perecer com suas derradeiras filhas-de-santo.

Casa Das Minas – Os voduns reais de São Luís é um filme de Edith Leimgruber, Hili Leimgruber e Jens Woernle, suíços, que conquistaram a confiança dos membros da Casa das Minas, graças a uma estreita amizade, cultivada há quase 20 anos. “Estávamos cientes do dilema entre curiosidade e respeito pela opção de isolamento feita por elas, tratamos com muito cuidado a idéia da realização do filme. Entretanto, durante nossa pesquisa para o mesmo, pudemos perceber que também por parte da líder espiritual Dona Deni, existe um crescente interesse na divulgação de um legado filmado, o que tornou esse projeto possível”, afirma Edith Leimgruber.

Transcendência da pessoa (quando seu corpo é apoderado pelo vodum), coexistência do cristianismo e das religiões africanas (sincretismo), ambivalência do sistema de tratamento médico-psicológico, tanto através da manipulação de ervas quanto dos assentamentos e invocações, e a controvérsia da fidelidade à tradição junto à conscientização da própria morte são assuntos pertinentes neste trabalho.

A Casa das Minas, na esquina do Beco das Minas e Rua de São Pantaleão

A Casa das Minas foi fundada no início do século XIX por africanos escravizados da etnia Jeje, Ewe ou Eoué, procedentes do Daomé, atual República do Benin, que a denominavam de Querebentã de Zomadonu. É considerado um grupo fechado, de grande fidelidade à própria tradição, e mesmo com o passar dos anos, não existem concessões ou adequações à vida e ritos do culto às diferentes épocas.

É o terceiro do Livro de Tombo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), ao lado do Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho Ilê Axé Iyá Nassô Oká, tombado em 1987, e do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em 1999, ambos de Salvador (BA).

Saiba mais

Os protagonistas

Dona Deni Prata Jardim – Dona Deni é a chefe espiritual da Casa das Minas e, há décadas, melhor conhecedora da religião e seus complexos fundamentos e rituais. Nasceu em 1926, em Rosário, no Maranhão. Ainda criança entrou para a Casa das Minas. Com 17 anos recebeu sua primeira manifestação do vodum “Lepon”. Enquanto fiel sucessora de Dona Andreza, lendária dirigente e mentora, ela lidera já há mais de 20 anos a Casa das Minas. Dona Deni foi a principal informante de Hubert Fichte, ao qual ela estava ligada por mútuo reconhecimento intelectual, mas também por desconfiada provocação de ambas as partes.

Dona Maria Celeste Santos – Dona Celeste representa a Casa das Minas para fora. Ela organiza, dentre outras, as grandes “Festas do Divino”, cerimônias celebradas anualmente e que atraem centenas de convidados. Há 15 anos Dona Celeste viajou juntamente com o antropólogo Sérgio Ferretti para a África Ocidental, e se pôs no encalço de suas raízes africanas. Com seu jeito correto, mas também prático e realista, ela relata com prazer e minuciosamente sobre os festejos e casos da Casa das Minas.

Dr. Sérgio Ferretti – O antropólogo Sérgio Ferretti se dedica há décadas a extensas pesquisas sobre a Casa das Minas. Ele é profundo conhecedor das religiões afrobrasileiras e desenvolveu, juntamente com Hubert Fichte, um intensivo intercâmbio durante o trabalho deste em São Luís. Suas pesquisas em muito contribuíram para o hoje amplo reconhecimento do significado da Casa das Minas. Sérgio Ferretti leciona Antropologia na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Hubert Fichte (1935–1986) – Hubert Fichte foi uma personalidade controversa na literatura alemã do pós-guerra. Ao lado de sua atividade literária (dentre outras obras, o best seller A Palheta) e jornalística (revistas Spiegel, Stern etc.) devotou grande interesse pelas culturas e religiões afroamericanas, as quais pesquisou durante 10 anos. Como pesquisador ele freqüentou por oito meses com sua companheira Leonore Mau o templo Casa das Minas. Os resultados de suas indagações e experiências vivenciadas foram documentados em forma de etnopoesia, estilo inventado por ele, uma mistura explicitamente não antropológica de poesia, entrevista, autobiografia e romance.

Créditos

Direção: Edith Leimgruber, Hili Leimgruber e Jens Woernle
Fotografia: Jens Woernle
Som: Nikolaus Woernle
Montagem: Hili Leimgruber e Jens Woernle
Cooperação científica: Prof. Sergio Ferretti
Tradução: Mércia Costa
Produção: Uma co-produção de Filmkollektiv Zürich AG e Petit Grégoire Videolabor, Zürich
Apoio: Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Petit Gregoire Videolabor, Stiftung Hamasil, Hopping Mad GmbH, FTK Filmtechniker Kollektiv, Victorinox AG, FiftyFiftyFilm
Com a participação de: Dona Deni Prata Jardim, Dona Celeste Santos, Dona Maria Severina dos Santos, Euzebio Pinto, Prof. Sergio Ferretti, Erivone e Marjaine Sousa, entre muitos outros.
Duraçao: 85 minutos

Serviço

Lançamento do filme Casa das Minas – Os voduns reais de São Luís, de Edith Leimgruber, Hili Leimgruber e Jens Woernle
Dia 15 de dezembro (quarta), às 19h
Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande)
Capacidade: 120 lugares
Entada gratuita.

Release: Vanessa Serra
Fotos: divulgação.

“Café com Direitos Humanos” tem cultura na pauta

6 dezembro 2010

Exibição de documentário, lançamento de livro e disco e show musical compõem a programação, destacando a cultura maranhense

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)/Escritório Brasília reúne, sempre às últimas quartas-feiras do mês, militantes de direitos humanos e a comunidade em geral, no Café Cultural da Caixa, no Setor Bancário Sul.

O Café com Direitos Humanos pretende disseminar uma nova concepção de Direitos Humanos, que se contraponha à naturalização da violência, resgate a vida como um valor fundamental e incorpore as dimensões de direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. O acontecimento traz os direitos humanos numa perspectiva informal e com diferentes enfoques e expressões culturais.

Nesta quarta-feira (8) será realizada a segunda edição do Café com Direitos Humanos, a partir das 18h30min. Expressões culturais maranhenses serão fortemente manifestadas. “A partir da execução nacional do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, o Provita, pela SMDH temos um escritório em Brasília. É preciso valorizarmos o M de nossa sigla”, comenta a advogada Joisiane Gamba, da coordenação da entidade.

Às 18h30min será exibido o documentário Aperreio (2010, 20min.), curta-metragem de Doty Luz e Humberto Capucci, feito sob encomenda do Comitê de Monitoramento às Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes no Maranhão, integrado pela SMDH e outras entidades do movimento social maranhense. O filme conta, sob a ótica dos saberes e cultura populares, as tragédias por que passaram diversos municípios do Estado em 2008 e 2009.

Em seguida, a jornalista, socióloga e professora universitária Helciane Araújo lança seu livro Memória, mediação e campesinato: as representações de uma liderança sobre as lutas camponesas da pré-Amazônia maranhense. A obra, através da pesquisa de uma história de vida, traça uma análise sociológica das representações de uma liderança camponesa, Manoel da Conceição, sobre a sua trajetória de vida e a história política do Maranhão. Mané, como gosta de ser chamado, recebeu recentemente o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Manoel da Conceição é ainda homenageado pelo cantor e compositor Gildomar Marinho. O carimbó elétrico Batalha do cerrado, de seu segundo disco, Pedra de Cantaria, é uma espécie de microbiografia musical do líder camponês. O músico maranhense radicado em Fortaleza/CE lançará seu novo  disco no Café com Direitos Humanos. Ainda em dezembro ele fará show de lançamento em São Luís.

A SMDH – Criada em 12 de fevereiro de 1979, no bojo das lutas pela anistia, a SMDH configurou-se como uma entidade da sociedade civil de natureza pública e um espaço político de denúncia contra o arbítrio e a violência, fatos comuns durante o regime ditatorial. Para isso, adotou como uma das linhas de ação a assessoria jurídica e a formulação de denúncias e reivindicações oriundas das comunidades, junto aos governos.

A SMDH tem participado de redes temáticas de interesse técnico e institucional entre as organizações que defendem os direitos humanos e a natureza, tais como os Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável, de Igualdade Racial,  e de Defesa dos Direitos Humanos. Integra a Associação Brasileira de ONGs (ABONG), a Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

Zeca Baleiro celebra 13 anos de carreira lançando dois cds e o livro “Bala na agulha”

29 outubro 2010

Lançamento em São Luís será no Buteko, na Lagoa, dia 4 de novembro, e terá leitura de trechos do livro por artistas amigos do compositor

Apesar de pouco dado a comemorações de aniversários, o cantor e compositor Zeca Baleiro resolveu celebrar seus 13 anos de carreira discográfica (seu primeiro disco, Por Onde Andará Stephen Fry?, foi lançado em 1997) com o pacote Vocês vão ter que me engolir. “Tenho um carinho especial pelo número 13”, diz. O pacote inclui o lançamento de dois cds, Concerto e Trilhas, e o livro Bala na Agulha (reflexões de boteco, pastéis de memória e outras frituras).

O livro reúne textos que Baleiro escreve desde 2005 em seu site, “mais à guisa de blague que de blog”, como costuma brincar. Música, literatura, cinema, comportamento, religião e gastronomia são alguns dos temas abordados no livro, que também traz memórias sentimentais da infância e da adolescência. Completam o livro dois capítulos de poemetos, aforismos e provocações, Bestiário Pós-Moderno e Curtas, Grossas, Algumas Infames, onde Baleiro se mostra um crítico implacável da sociedade contemporânea, sem todavia perder a necessária ternura.

Concerto e Trilhas são os primeiros discos do artista a serem lançados por seu próprio selo, o Saravá Discos, fato que inaugura uma nova fase na carreira de Zeca. Concerto foi gravado ao vivo em março de 2010, no teatro Fecap/SP, depois de um pequeno test-drive em Belém e Recife e de permanecer em cartaz em São Paulo por três semanas consecutivas. Neste novo álbum, Zeca Baleiro é acompanhado de apenas dois músicos que se revezam em vários instrumentos: Swami Jr., violonista de formação mais clássica e emepebista, e Tuco Marcondes, músico de pegada mais rock’n’roll, que integrou quase todas as bandas e turnês do artista.

Baleiro desfila repertório que vai de Cartola a Camisa de Vênus e de Assis Valente a Foo Fighters. Concerto traz ainda algumas canções inéditas, como A Depender de Mim, Mais um Dia Cinza em São Paulo e Canção pra Ninar um Neguim, esta última composta em 1993 para Michael Jackson, e só agora gravada pelo autor.

Trilhas é uma coletânea das trilhas que compôs para cinema e dança (e que tem participação especial da atriz Rosi Campos). São canções dos espetáculos Mãe Gentil, Cubo e Geraldas e Avencas; do curta Flores para os mortos e do filme Carmo.

Serviço

Lançamento do livro Bala na agulha e cds Concerto e Trilhas.
Dia 4 de novembro (quinta-feira), no Buteko (Lagoa), a partir das 19h30min.
Com discotecagem de Pedro Sobrinho e leitura de trechos do livro por Alê Muniz, Celso Borges, Fernando Abreu, Luciana Simões, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e Júlia Emília.
Mais informações: Celso Borges – 3227 0079 e 8179 1113.

[Release da produção]

Justiça Restaurativa: Fondation Terre des hommes promove curso sobre Círculo de Paz com especialista norte-americana

28 outubro 2010

Release recebido da Assessoria de Comunicação da Fondation Terre des Hommes

A difusão da prática da Justiça Restaurativa no Norte e Nordeste ganha fôlego novo este mês com a chegada de uma das maiores referências internacionais em processos restaurativos e círculos de paz, a consultora especialista norte-americana, Kay Pranis (foto) no Maranhão.

Através de uma iniciativa da Fondation Terre des hommes – ajuda à infância (Tdh), em parceria com o Unicef e com apoio da Rede Maranhense de Justiça Juvenil, a professora Kay Pranis ministrará um Curso sobre Círculo de Paz, nos dias 1º e 3 a 5 de novembro, na Escola Superior do Ministério Público, no bairro do Calhau, em São Luís. O curso é voltado para profissionais do Sistema de Justiça e do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e representantes de organizações não governamentais e comunitárias que atuam no Maranhão e nos estados do Ceará e Pará.

Com o objetivo de estudar os procedimentos restaurativos incorporados nos Círculos de Paz, visando à disseminação de práticas restaurativas e de estratégias de pacificação de conflitos, o evento traz uma programação que vai além dos elementos fundamentais para a realização de um Processo Circular e os participantes conhecerão a estrutura do processo, as etapas do círculo e como utilizá-lo na prática.

Também faz parte da programação de Kay Pranis em São Luís, com apoio da Comissão de Direitos Humanos da OAB MA, a realização da palestra “Alternativas Pacíficas para resolução de conflitos”, seguida do lançamento do livro Processos Circulares, que acontecerá no dia 03 de novembro, a partir das 18h, no Auditório da OAB, na Avenida Carlos Cunha, bairro Calhau. A palestra é aberta ao público e tem vagas limitadas. Inscrições pelo e-mail naisandra.tdh@uol.com.br (basta enviar a ficha de inscrição preenchida).

Círculo de Paz – Sendo um processo de diálogo estruturado que permite plena expressão das emoções, numa atmosfera de respeito, o Círculo de Paz está alinhado aos princípios da Justiça Restaurativa ao buscar engajar as partes envolvidas em um conflito para resolução pacífica do mesmo. Remontando a uma prática ancestral, o círculo de paz estabelece o diálogo através da passagem de um bastão de fala para que cada integrante de um círculo tenha oportunidade de expressão.

Tanto a Justiça Restaurativa como os Círculos de Paz, permitem que as partes do conflito se entendam responsáveis por seus atos, construindo uma atmosfera de respeito mútuo, propiciando a liberdade, a expressão de emoções e o estabelecimento de uma conexão.

Os processos circulares têm sido aplicados nos diversos contextos de conflito: nas escolas, auxilia na criação de um ambiente positivo e na solução de problemas de comportamento; nos locais de trabalho é útil no alcance de consensos; no sistema judicial, permite que as partes envolvidas em um crime decidam como corrigir e resolver a situação provocada pelo delito.

A Terre des hommes, em parceria com a 2ª Vara da Infância e Juventude, o Ministério Público, Defensoria Pública e Prefeitura de São José de Ribamar já desenvolve um Projeto Piloto em Justiça Juvenil Restaurativa no Maranhão, que vem se apresentando como mais uma ferramenta para pacificação de conflitos e promoção de uma cultura de paz.

Serviço

O quê: Curso sobre Círculos de Paz, palestra Alternativas Pacíficas para resolução de conflitos e lançamento do livro Processos Circulares, de Kay Pranis.
Quando: dias 1º., 3, 4 e 5 de novembro de 2010, das 8h30min às 17h30min.
Onde: Escola Superior do Ministério Público, na Av. dos Holandeses, s/n, cobertura do Edifício Metropolitan – Calhau.

“Pedra de Cantaria Acústico” no Centro Cultural Oboé

3 setembro 2010

Gildomar Marinho lança segundo disco na terça-feira, em show acústico.

Gildomar Marinho em estúdio, durante as gravações de "Pedra de Cantaria". Foto: divulgação

Fortaleza – O cantor, compositor e violonista Gildomar Marinho (foto) acaba de lançar seu segundo disco, Pedra de Cantaria. No último dia 28 de agosto fez concorrido show de lançamento no BNB Clube Aldeota, em Fortaleza/CE, onde o maranhense está radicado.

Agora continua a percorrer a capital cearense, onde o disco foi gravado e mixado, divulgando-o. No próximo dia 8 de setembro (terça-feira), às 19h, Gildomar Marinho leva o espetáculo Pedra de Cantaria Acústico ao palco do Centro Cultural Oboé (Rua Maria Tomasia, 531, Aldeota).

Hoto Jr. (percussão e direção musical) e Dudu Holanda (violões) irão acompanhar Gildomar Marinho (voz e violão) em apresentação onde ele interpretará faixas do novo trabalho, da estreia Olho de Boi, além de inéditas.

Pedra de Cantaria, o disco, teve boa aceitação pelo público. Musical e graficamente traz elementos da cultura popular do Maranhão, estado natal do artista, hoje morando em Fortaleza por conta do ofício de bancário.

“O público foi bem receptivo, o que deixa a gente muito contente, afinal de contas, é o reconhecimento de um longo trabalho. Esse formato mais enxuto, para essa apresentação no Oboé, não diminui a vontade que a gente tem de mostrar ao público essa ponte Maranhão Ceará, presente desde o primeiro disco”, afirma Gildomar Marinho.

“Além do mais, é um privilégio reverberar a música maranhense em um espaço pensado para a fruição da boa arte, como é o Centro Cultural Oboé. Um local aconchegante como uma casa que aproxima o anfitrião e seus convidados em memoráveis encontros, tendo a cultura e arte como elementos aglutinadores”, complementa o artista.

O discoPedra de Cantaria (2010) é o segundo disco de Gildomar Marinho, cuja estreia fonográfica aconteceu ano passado, com Olho de Boi. Nos discos, o artista vem fazendo um apanhado de mais de 20 anos de composição.

O repertório é quase completamente autoral, trazendo ainda parcerias com o jornalista Zema Ribeiro (a faixa-título) e o radialista Ricarte Almeida Santos (o choro Pra chorar no Rio). A exceção é Não fale nada (Batista Marinho), bolero que Gildomar resgatou da obra do pai, que o ensinou os primeiros acordes em um cavaquinho, ainda aos cinco anos de idade.

Merecem destaque ainda as participações especiais de Carlinhos Veloz (O Rio), Celso Borges (o poeta declama Vazio, poema de sua autoria, na faixa Claustrofobia), Erasmo Dibell (em Madre, ode à Madre Deus, bairro boêmio de São Luís) e Lília Diniz (a poeta declama um lamento de Dona Elza, artista popular maranhense, na abertura do carimbó elétrico Batalha do cerrado, homenagem ao líder camponês Manoel da Conceição).

“Todo o repertório do Pedra de Cantaria será mostrado no show, em que lembrarei também músicas do Olho de Boi, que contou com a participação especialíssima da mineira Ceumar [no samba-choro Alegoria de saudade], radicada na Holanda, além de músicas inéditas. É hora de começar a testar o repertório para o próximo disco”, antecipa Gildomar.

“Queremos também lançar Pedra de Cantaria em São Luís e Imperatriz, contando, no palco, com a participação de todos que ajudaram a fazer o disco e na sequência voltar ao estúdio para Tocantes, que é como estou chamando provisoriamente o terceiro disco”, finaliza.

Serviço

O quê: show Pedra de Cantaria Acústico.
Quem: Gildomar Marinho.
Quando: dia 8 de setembro (terça-feira), às 19h.
Onde: Espaço Cultural Oboé (Rua Maria Tomasia, 531, Aldeota, Fortaleza/CE).

“Pedra de Cantaria” será lançado em Fortaleza/CE

27 agosto 2010

Novo disco de Gildomar Marinho terá lançamentos no Maranhão entre setembro e outubro.

Atualmente radicado em Fortaleza, o cantor, compositor e violonista maranhense Gildomar Marinho lança hoje (28) seu segundo disco, Pedra de Cantaria, em show no BNB Clube da capital cearense. O espetáculo terá início às 21h e contará com a abertura do baterista Carlinhos Perdigão, que apresentará o espetáculo Força Tropical: uma viagem lítero-musical à Tropicália. Perdigão é também professor de língua portuguesa e poeta. Gildomar Marinho contará ainda com a participação da cantora cearense Fabíola Líper, que dele gravou o samba-choro Alegoria de saudade – em Olho de Boi registrada com a participação especial da mineira Ceumar. Gildomar será acompanhado por banda formada por Dudu Holanda (violões), Rafael Magoo (guitarras), Marcos Vinny (teclados), Marcio Rezende (sax e flautas), Augusto (bateria) e Hoto Jr. (percussão e direção musical).

Os ingressos custam R$ 12,00 (não sócios) e R$ 6,00 (meia para sócios). Faixas de Pedra de Cantaria, bem como de Olho de Boi, estreia de Gildomar Marinho lançada ano passado, podem ser ouvidas na página do artista no Myspace: http://www.myspace.com/gildomarmarinho

Gildomar Marinho em estúdio, durante as gravações de "Pedra de Cantaria". Foto: divulgação

Pedra de Cantaria – Com apoio do Banco do Nordeste, de onde é funcionário, através do Programa Cultura da Gente, Gildomar Marinho realizou o novo trabalho, todo gravado e mixado em Fortaleza/CE. “Quero deixar registrado também um agradecimento especial aos amigos que acreditaram no projeto e colaboraram para que o mesmo acontecesse”, ressalta. Ao seleto grupo ao qual estava restrita a produção musical do artista, uma faixa-bônus traz agradecimentos, citando-os nominalmente.

Mais uma vez Gildomar Marinho passeia por diversos estilos, em um disco predominantemente autoral – a exceção é Não fale nada, bolero que ele resgatou da obra do pai, Batista Marinho, que lhe ensinou os primeiros acordes num cavaquinho, quando ainda moravam em Imperatriz/MA. O hoje licenciado em música pela UECE tinha apenas cinco anos.

Pedra de Cantaria dá continuidade a um registro começado em Olho de Boi, uma trilogia que se fechará com Tocantes, título provisório do terceiro disco que pretendo lançar ano que vem”, anuncia Gildomar Marinho, que não pensa em, após as gravações, parar novamente com a carreira artística. “É apenas o fechamento de um ciclo, depois dos três primeiros passo a fazer as coisas com mais calma, menos pressa e menos pressão”, conta entre risos.

Do repertório, destaques para a faixa-título (parceria com o jornalista Zema Ribeiro), o choro Pra chorar no Rio (parceria com o radialista Ricarte Almeida Santos), Madre (ode à Madre Deus, bairro boêmio encravado na região central de São Luís, com participação especial de Erasmo Dibell), O Rio (com participação de Carlinhos Veloz), o carimbó elétrico Batalha do Cerrado (música que já faz relativo sucesso em São Luís, uma homenagem ao líder camponês Manoel da Conceição, que conta com a participação especial da poeta Lília Diniz, que recita um lamento de Dona Elza, na abertura da faixa) e a balada Claustrofobia (que conta com o poema incidental Vazio, de autoria de Celso Borges, que o declama na faixa).

“Nos shows de lançamento tocaremos todo o repertório de Pedra de Cantaria, algumas coisas de Olho de Boi e também iremos testar algumas inéditas”, avisa. Sobre lançamentos no Maranhão anuncia-os para entre setembro e outubro: “A ideia é, como quando do Olho de Boi, realizar um show em São Luís e outro em Imperatriz. Já estamos negociando com casas e produções”.

Serviço

O quê: Pedra de Cantaria – show de lançamento do disco homônimo.
Quem: Gildomar Marinho. Abertura: Carlinhos Perdigão. Participação especial: Fabíola Líper.
Quando: hoje (28), às 21h.
Onde: BNB Clube – Fortaleza/CE.
Quanto: R$ 12,00 (não-sócios) e R$ 6,00 (sócios).
Maiores infomações: (85) 4006-7200, 4006-7203.

Fórum do Baixo Parnaíba entrega amanhã Plataforma Política a candidatos

23 agosto 2010

Solenidade acontece às 15h em Buriti de Inácia Vaz

Acontece amanhã, no Centro de Apoio Pedagógico Bernardete Cunha (Av. Coronel Lago Jr., s/nº., Centro), em Buriti de Inácia Vaz, o lançamento da Plataforma Política “Políticas Públicas com Direitos Humanos para o Baixo Parnaíba Maranhense”, documento elaborado pelas entidades signatárias do Fórum em Defesa da Vida do Baixo Parnaíba Maranhense.

Na ocasião serão entregues a todos os candidatos e/ou representantes ao governo do Maranhão as reivindicações contidas no documento, dividido nos seguintes eixos temáticos: meio ambiente, saúde, educação, cultura, assistência social, reforma agrária, política agrícola, infraestrutura, segurança pública e direitos humanos.

O documento é fruto de vários anos de mobilização social e luta por direitos na região. Na solenidade, com a entrega da Plataforma aos candidatos, o Fórum do Baixo Parnaíba buscará o compromisso dos candidatos com a assinatura de um termo de compromisso. Após as eleições a intenção é a realização de reuniões periódicas para a efetivação das políticas públicas, com referência na Plataforma Política.

O Fórum em Defesa da Vida do Baixo Parnaíba Maranhense tem 21 municípios como área de atuação: Afonso Cunha, Água Doce, Anapurus, Araioses, Barreirinhas, Belágua, Brejo, Buriti de Inácia Vaz, Chapadinha, Coelho Neto, Duque Bacelar, Magalhães de Almeida, Mata Roma, Milagres, Paulino Neves, Santa Quitéria, Santana, São Benedito do Rio Preto, São Bernardo, Tutóia e Urbano Santos.

Contatos para entrevistas: (98) 8807-7635, 3468-1142, 3231-1601, 3231-1897.

Casa Fanti Ashanti lança documentário e cd nesta sexta-feira (13)

11 agosto 2010

Festa de lançamento contará com pré-estreia do documentário Pedra da Memória, mostra fotográfica, lançamento do cd Boi de Encantado e apresentações do Bumba meu boi Garotos do Cruzeiro e Tambor de Taboca da Casa Fanti Ashanti

Nesta sexta-feira (13), os ludovicenses poderão conferir os resultados do projeto Pedra da Memória, que levou Pai Euclides Talabyan e uma comitiva da Casa Fanti Ashanti do Maranhão ao Benin. Coordenado pela musicista e pesquisadora Renata Amaral (d’A Barca) o projeto recebeu o Prêmio Interações Estéticas da Funarte/MinC, promovendo um profundo diálogo entre as culturas dos dois países.

Cerimonia Geledé em Sakete. Foto: divulgação

Ao longo de um mês, a equipe visitou as cidades de Cotonou, Abomey, Ketou, Porto Novo, Ouidah, Allada, Pobe e Sakete, realizando encontros e registros audiovisuais de diversas tradições como os toques de vodum, Zangbeto, Egungun, cerimônias geledés, música kudo e as tradições dos agudás, os afrobrasileiros do Benin, descendentes de ex-escravos e trabalhadores do tráfico escravagista que retornaram à terra natal quando a escravidão foi abolida.

Esta experiência transformadora resultou no documentário e na mostra fotográfica que terão pré-estreia na Casa de Nhozinho (Rua Portugal, Praia Grande). Dirigido por Renata Amaral e editado por Diana Gandra, o documentário traz um diálogo estético entre as tradições populares do Brasil e do Benin (África Ocidental), em uma aproximação poética e reveladora conduzida pela memória de Euclides.

Fruto ainda da residência artística de Renata na Casa Fanti Ashanti, que se tornou Ponto de Cultura em 2006, também será lançado no evento o cd Boi de Encantado, do tradicional Bumba meu boi Garotos do Cruzeiro, um registro inédito que inclui mais de 20 toadas representativas dos 56 anos de atividades do grupo, compostas por Pai Euclides e seus encantados.

O grupo se apresentará na ocasião, ao lado do Tambor de Crioula de Taboca Veneradores de São Benedito. Ambos são da Casa Fanti Ashanti.

Serviço:

O quê: Lançamento do documentário Pedra da Memória e do cd Boi de Encantado.
Quando: dia 13 de agosto (sexta), às 19h30min.
Onde: Casa de Nhozinho (Rua Portugal, 185, Praia Grande, fone: (98) 3218-9951).
Quanto: entrada franca.

Assessoria de imprensa e redação: Benedita Freire

“Samba de Minha Aldeia” – O Show

28 junho 2010

Lena Machado apresenta ao vivo repertório de seu segundo disco. Samba de Minha Aldeia já é sucesso nacional.

Samba de Minha Aldeia. Capa. Reprodução

O título não entrega o ouro: seria óbvio demais batizar de Samba de Minha Aldeia um disco (só) de sambas. Com desenvoltura e, de já, boa repercussão, Lena Machado passeia por samba, choro, blues, baião, citações de salsa, pitadas eletrônicas, sem perder as referências das raízes musicais da cultura popular do Maranhão, de cujos ritmos o disco está também impregnado.

De seu estado natal, aliás, a cantora recruta todos os compositores por ela gravados neste segundo disco, entre representantes da velha guarda e da jovem vanguarda da música popular maranhense, que listamos aqui sem distinção entre os grupos: Aquiles Andrade, Bruno Batista, Cesar Teixeira, Chico Canhoto, Chico Nô, Gildomar Marinho, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, Patativa e Ricarte Almeida Santos.

Com arranjos e direção musical de Luiz Jr. (violão e viola caipira), o time de bambas que emoldura a bela voz de Lena Machado é outra primorosa seleção, na qual se destacam Rui Mário (sanfona), Luiz Cláudio (percussão), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho), Thales do Valle (trompete), João Neto (flauta), Analício (clarinete), Guilherme Raposo e Franklin Santos (efeitos eletrônicos), George Presunto (trombone). O trabalho contou ainda com as participações especiais de Netinho Albuquerque (pandeiro) e Henrique Martins (violão sete cordas), em Chorinho de herança (Ricarte Almeida Santos/ Chico Nô) e Zé da Velha (trombone) e Silvério Pontes (trompete) em Colher de chá (Patativa).

Se compositores, repertório e instrumentistas são luxos e primores, o projeto gráfico não poderia ser diferente: assinado por Waldeilson Paixão, traz fotografias de Rivânio Almeida Santos que captam o clima de Botequim (título de choro de Cesar Teixeira gravado por Lena) do Bar do Léo, misto de bar e museu, espécie de “academia musical” encravada no coração do Vinhais, um dos bairros mais tradicionais de São Luís.

A cantora Lena Machado no clique de Rivânio Almeida Santos

Repercussão – Lançado em janeiro de 2010, em concorrida sessão de audição e noite de autógrafos realizadas no mesmo Bar do Léo que lhe serve de cenário, Samba de Minha Aldeia tem encontrado boa repercussão no cenário nacional.

O disco já foi tocado em webrádios e rádios em São Luís, Brasília e Rio de Janeiro, onde arrancou elogios do jornalista e produtor Nelson Motta. Na internet, também, o disco já está disponível para download em vários blogues que o disponibilizam gratuitamente. A cantora diz não se incomodar: “É uma forma de nossa música, da música do Maranhão chegar a mais gente. É claro que no disco original há outros elementos, informações, um projeto gráfico bonito. O ideal é baixar para conhecer e depois adquirir o original”, opina.

Em São Luís está à venda na Livraria Poeme-se (Praia Grande), no Bar do Léo e na TVN (São Francisco). Esta última, com a Pousada Portas da Amazônia, co-patrocinou a finalização do disco, cuja gravação foi possível graças a um edital da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão ainda em 2008.

História – Lena Machado nasceu em Zé Doca, no interior do Maranhão, onde começou a cantar, integrando grupos da Igreja Católica, sobretudo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Depois de tentar uma carreira na própria cidade natal, veio para São Luís trabalhar na Cáritas Brasileira Regional Maranhão, onde está até hoje.

Sua trajetória musical nunca esteve dissociada de sua atuação no campo social, na busca por justiça e pelo fim das desigualdades. Na capital maranhense teve suas primeiras incursões pela música no aniversário de 26 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), em fevereiro de 2005 e no projeto SESC Meio Dia, no SESC Deodoro, no ano seguinte.

Em 2006 lançou Canção de vida, sua estreia, onde emprestou a voz a diversos clássicos da música brasileira que embalam a luta dos movimentos sociais e de trabalhadores, sobretudo de compositores maranhenses – Cesar Teixeira (Oração latina, hino de onde é tirado o verso-título, Flanelinha de avião), Chico Canhoto (Sem resposta), João do Vale (Minha história, Carcará), Joãozinho Ribeiro (Milhões de uns) – mas passando por Gonzaguinha (Pense n’eu, O que é, o que é?), Jurandy da Feira (Terra, vida e esperança) e Sá e Guarabira (Sobradinho).

O convívio com o ambiente musical, sobretudo com músicos de uma maneira ou outra vinculados ao Clube do Choro do Maranhão, garantiu a Lena Machado um amadurecimento percebido quando se comparam os dois trabalhos – o primeiro também teve repercussão nacional e foi lançado, além de em São Luís, em Aracaju/SE e Brasília/DF.

O show – Para marcar o lançamento oficial de Samba de Minha Aldeia, Lena Machado escolheu o palco do Teatro Arthur Azevedo. “É um dos mais belos teatros do Brasil, um dos mais antigos e tem uma energia positiva. Muita coisa importante para a música do Maranhão e do Brasil aconteceu aqui. É inspirador cantar aqui”, revela.

Além do repertório do disco, que será interpretado na íntegra, Lena Machado cantará também obras de compositores como Antonio Vieira e Chico Maranhão, além de surpresas que fará ao público. A cantora contará com as participações especiais de Aquiles Andrade, Célia Maria, Léo Spirro e Patativa.

“Aquiles representando a nova geração de talentos maranhenses que tem surgido, um dos compositores que gravei. Célia, Spirro e Patativa [esta a única compositora gravada por Lena] são, cada um a seu modo, grandes mestres da música produzida aqui, personagens importantíssimos, tenho aprendido muito com eles”, conta emocionada.

Com produção de Lena Machado e Ruber Produções e direção musical de Luiz Júnior, Samba de Minha Aldeia, o show, tem patrocínio de TVN.

Design: Waldeilson Paixão

Serviço – O show de lançamento de Samba de Minha Aldeia acontece dia 7 de julho (quarta-feira), às 20h, no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro). Os ingressos custam apenas R$ 20,00 (meia para estudantes com carteira) e estão à venda na Livraria Poeme-se (Praia Grande) e na bilheteria do TAA. Patrocínio: TVN.

Assessoria de comunicação: Zema Ribeiro – (98) 8888-3722, zemaribeiro@gmail.com

MinC lança em São Luís a coletânea “Drogas e Cultura: novas perspectivas

24 junho 2010

Obra será lançada em São Luís segunda-feira, 28. Capa. Reprodução.

O livro Drogas e Cultura: novas perspectivas (acima, reprodução da capa) será lançado na próxima segunda-feira, 28 de junho, às 19h, no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio). 

A publicação, apoiada e financiada pelo Ministério da Cultura (MinC), contribui para o debate público sobre as drogas, à medida que não se restringe aos aspectos biomédicos dos produtos e de suas propriedades. A obra propõe ampliação nas discussões sobre o uso de substâncias psicoativas, a partir de 17 artigos de pesquisa e reflexão no âmbito das ciências humanas. Tem como co-organizadores Henrique Carneiro, Bia Labate, Edward MacRae, Sandra Goulart e Maurício Fiore, entre outros. A publicação tem parceria com a EDUFBA (Editora da Universidade Federal da Bahia).

O livro aborda majoritariamente a relação humana com tais produtos, as motivações e os sentidos ligados à produção e ao uso de sustâncias específicas. Traz elementos para ajudar a compreender a interpretação que os sujeitos dão à experiência com as drogas, de seu estado, da motivação que os impele a um consumo repetido de determinada substância, dos sentidos e razões pelas quais a considera importante e indispensável para satisfação de determinadas metas e necessidades.

Drogas e Cultura: novas perspectivas é um esforço no sentido de qualificar o debate sobre a descriminalização e a legalização das drogas, que hoje continua sendo depreciado e descartado como leviano, irresponsável e moralmente suspeito. O livro revela que a perspectiva cultural é uma forma qualificada para lidar e tratar a questão das drogas. A cultura é a manifestação das relações sociais, media diálogos, cria e reconhece a importância do saber popular sobre as drogas. O olhar social sobre essa questão não pode ser apenas o da criminalização policial ou da medicina psiquiátrica.

O evento de lançamento do livro contará com as presenças de Fabio Kobol (MinC), Henrique Carneiro (co-organizador do Livro e do NEIP), Euclides Moreira Neto (Fundação Municipal de Cultura), Paulo Alves Moreira (Pesquisador e escritor), Mivan Gedeon (Secretaria Municipal de Comunicação), Daniel Serra e Sérgio Ferreti (antropólogo e professor). Após a cerimônia haverá distribuição gratuita do livro, cuja versão eletrônica pode ser acessada neste link.

Serviço

O quê? Lançamento do livro Drogas e Cultura: novas perspectivas
Quando? segunda-feira, 28 de junho, às 19h
Onde? Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio)

[Release recebido do Ministério da Cultura]

Baile do Parangolé celebrará 31 anos da SMDH

4 fevereiro 2010

O jornalista e compositor Cesar Teixeira será homenageado na ocasião.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) completa 31 anos no próximo dia 12 de fevereiro. Para festejar a data – este ano a sexta-feira gorda de carnaval –, será realizado o Baile do Parangolé, a partir das 21h, no Sindicato dos Arrumadores (Rua da Estrela, Praia Grande, em frente à Faculdade de Arquitetura). A festa terá a animação do Tambor de Crioula Catarina Mina (abertura) e da Banda do Maestro Antonio Paiva, com participações especiais confirmadas (há outros artistas a confirmar) de Joãozinho Ribeiro e Cesar Teixeira, ambos sócios da SMDH. O autor do coco Parangolé, que batiza o baile, será homenageado na ocasião.

O aniversário da SMDH marcará também o lançamento da campanha Direitos Humanos em Movimento, que busca dar maior visibilidade à ação de defensores de direitos humanos no Maranhão, melhorando a aceitação do tema junto à população. Iniciando pelo Baile do Parangolé, a campanha terá vários momentos ao longo de 2010, culminando com o aniversário de 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.

As camisas para o Baile do Parangolé podem ser adquiridas na sede da SMDH (Rua Sete de Setembro, 156, Centro) e na União por Moradia Popular (Rua dos Afogados, 554, Centro). Maiores informações: (98) 3231-1601, 3231-1897, smdh@terra.com.br, http://www.smdh.org.br

SERVIÇO

O quê: Baile do Parangolé. Aniversário de 31 anos da SMDH. Lançamento da campanha Direitos Humanos em Movimento – 2010.
Quem: Banda do Maestro Antonio Paiva, Tambor de Crioula Catarina Mina e participações especiais de Joãozinho Ribeiro e Cesar Teixeira (homenageado).
Quando: dia 12 de fevereiro (sexta-feira gorda de carnaval), às 21h.
Onde: Sindicato dos Arrumadores (Rua da Estrela, Praia Grande, em frente à Faculdade de Arquitetura).
Quanto: R$ 30,00 (camisa).
Maiores informações: (98) 3231-1601, 3231-1897, smdh@terra.com.br, http://www.smdh.org.br

Escritor paraense lança livros infantis em São Luís

26 janeiro 2010

Guaracy Brito Jr, ex-integrante da Akademia dos Párias, lança dia 2 de fevereiro na livraria Athenas dois livros premiados no Pará.

O escritor e jornalista Guaracy Brito Jr lança no dia 2 de fevereiro, às 18h, na Livraria Athenas, no Monumental Shopping, os livros infantis A Nuvem e O Patinho que fazia quã, ambos premiados: o primeiro pelo Instituto de Arte do Pará; e o segundo pela Secretaria de Cultura do Estado.

A Nuvem – Escrito a partir de uma pergunta feita pela afilhada do escritor, Tereza, quando tinha seis anos (hoje tem dezessete): “Tio, o que é nuvem?”. Uma semana depois, Guaracy escreveu o que achava das nuvens e entregou a ela. “Foi um texto feito com amor. Tereza é uma pessoa doce”, afirma ele. A Nuvem também tem ligação afetiva com sua filha, Yasmin, da mesma idade de Tereza, que na época morava com a mãe em algum lugar do Brasil, longe dele.

O Patinho Que Fazia Quã – Surgiu do hábito de inventar histórias para o filho Bruno dormir. Fala de um franzino patinho de estimação com problemas na voz, que sonha em ser cantor e é bastante curioso. Vive uma aventura bem diferente, em que o personagem bíblico Noé participa pescando.

O autor – Guaracy nasceu em Belém em setembro de 1962 e atua há 20 anos na área de rádio e televisão. Publicou os livros de poemas Insanidade Vital (1983) e Sala de Visitas (1985), este editado pela Editora Guarnicê com participação de poetas do Maranhão. É diretor do programa 7 Set Independente, sobre arte & tecnologia e cidadania digital, e diretor e criador do programa lítero-musical Visagem, na rádio Cultura. Atualmente, coordena o Núcleo de Interprogramação da TV Cultura do Pará, é cronista do jornal O Liberal, roterista e diretor de documentários institucionais, redator publicitário, além de ter sido desenhista sonoro em curtas paraenses de ficção (Marília, Mente Dividida, Matinta Perera).

O escritor morou em São Luís entre 1984 e 1986 e foi fundador e um dos principais integrantes da Akademia dos Párias, reunião de jovens estudantes da Universidade Federal do Maranhão que, entre outras coisas, lançou oito edições da revista de poesia Uns & Outros. O poeta participou também dos dois livros-CDs do poeta maranhense Celso Borges, XXI e Música, fazendo trilhas para os poemas Pária, Minha vida sem saída em Edgar Alan Poe e Dialética.

A nuvem e O patinho que fazia quã serão autografados pelo poeta paraense Guaracy Brito Jr.

LANÇAMENTO DOS LIVROS
A Nuvem e O Patinho que fazia quã
De Guaracy Brito Jr.
Dia 2 de fevereiro
Livraria Athenas – Monumental Shopping, às 18h
Promoção: Associação dos Livreiros do Maranhão (ALEM)
Realização: Pegada Produções
Mais informações: Celso Borges – (98) 3227-0079/ 8179-1113