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“Na Estrada com Carlinhos Veloz” levará música do Maranhão a 20 cidades do Nordeste

20 janeiro 2011

Show conta com participações especiais de Gildomar Marinho e Carlinhos Veloz e oferece ainda oficina-palestra sobre a música do Maranhão para alunos da rede pública de ensino. Os espetáculos têm entrada franca

Reprodução DVD Espelho d’Água

Levar a música do Maranhão ao conhecimento de parte do Nordeste. Este é um dos objetivos do projeto Na Estrada com Carlinhos Veloz, que estreou na capital maranhense no último domingo (16), com patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

A turnê do músico pernambucano de nascimento e maranhense de adoção percorrerá 20 cidades, entre capitais e interiores, nos nove estados da região. Carlinhos Veloz contará com as participações especiais dos artistas Gildomar Marinho e Wilson Zara. Além de cantar na abertura dos shows, eles são responsáveis por uma oficina-palestra sobre a música e a cultura populares do Maranhão e pela técnica de som, respectivamente.

A on the road band de Carlinhos Veloz é formada pelos músicos Carlos Raqueth (contrabaixo), George Gomes (bateria), Jesiel Bives (teclado) e Marcos Lussaray (guitarra), contando com a participação especial de Jeff Soares (contrabaixo e violoncelo), também assistente de som.

A agenda completa das apresentações pode ser conferida no blogue de Carlinhos Veloz

Os artistas

A cidade de Imperatriz, no Maranhão, não foi incluída na rota de Na Estrada com Carlinhos Veloz. Mas ela guarda uma feliz coincidência na carreira dos três: foi ali, às margens do Rio Tocantins, que os três artistas se “formaram” musicalmente.

Carlinhos Veloz, nascido em Pernambuco, mudou-se cedo para lá com a família. Gildomar Marinho, de Santa Inês, e Wilson Zara, de Barra do Corda, ambas no interior do Maranhão, também desembarcaram em Imperatriz. Ali se conheceram e fizeram música. Os dois primeiros, inclusive, têm composições que são homenagens explícitas à cidade e ao rio que a banha: em seus primeiros discos, Carlinhos Veloz gravou Imperador Tocantins, de sua autoria; mais ou menos duas décadas depois, também em seu disco de estreia, Gildomar Marinho lançou a inspirada Tocantins, de sua autoria.

Wilson Zara abandonou uma “promissora” carreira de bancário para dedicar-se integralmente à música: com o dinheiro da indenização comprou uma aparelhagem de som e ganhou a noite, mudando-se em seguida para São Luís. Gildomar Marinho, bancário de profissão, leva em paralelo os dois ofícios e lançou ano passado o segundo disco, Pedra de Cantaria.

Carlinhos Veloz tem quatro discos lançados: Ilha Bela, Vê Luz, Vibratons e Baião de 2 (em dupla com César Nascimento) e o dvd Espelho d’Água, gravado ao vivo no Teatro Arthur Azevedo.

Na Estrada, o roteiro

16, São Luís/MA: Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, 20h

17, Santa Inês/MA: Auditório do Centro de Ensino José Sarney, 20h

18, Caxias/MA: Centro da Juventude Volta Redonda, 10h

18, Teresina/PI: Auditório da Secretaria Municipal de Educação, 20h

19, Floriano/PI: Espaço Cultural Maria Bonita (Cais da Beira-Rio), 10h

19, Picos/PI: Secretaria Municipal de Cultura, 20h

20, Petrolina/PE: Auditório da Biblioteca da UNIVASF, 20h

21, Salvador/BA: Teatro da Livraria Cultura, 19h

22, Aracaju/SE: Teatro do Centro de Criatividade, 20h

24, Maceió/AL: a confirmar

25, Garanhuns/PE: Centro Cultural Alfredo Leite, 20h

26, Caruaru/PE: Teatro João Lira, 20h

27, Recife/PE: Paço Alfândega, 20h

28, João Pessoa/PB: a confirmar

29, Campina Grande/PB: a confirmar

31, Natal/RN: Teatro de Cultura Popular Manoel Marinheiro, 20h

1º./2, Mossoró/RN: a confirmar

2/2, Fortaleza/CE: a confirmar

3/2, Juazeiro do Norte/CE: a confirmar

4/2, Crato/CE: a confirmar

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Seminário discutirá eventos de enchentes e secas no Maranhão

17 janeiro 2011

Iniciativa do Comitê de Monitoramento das Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes no Maranhão acontece quarta-feira no Sindicato dos Bancários

As enchentes que ora se abatem sobre o Rio de Janeiro não deviam ser tratadas como evento de emergência. Tragédia anunciada, leva a população, o poder público e os meios de comunicação a buscar culpados. As cenas de destruição – de moradias, cidades e vidas – vem se repetindo, ano a ano. E não são exclusividade carioca. Ou da Região Sudeste.

O Comitê de Monitoramento das Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes no Maranhão realiza, no próximo dia 19 de janeiro (quarta-feira), a partir das 8h, o Seminário “Maranhão no aperreio: a dificuldade do povo nos eventos de enchentes e secas”, no Sindicato dos Bancários (Rua do Sol, 413/417, Centro). Inscrições e maiores informações pelos telefones (98) 3231-1601 e 3231-1897 e/ou e-mail smdh@terra.com.br

O seminário objetiva discutir as perspectivas de preparação do governo para o já iniciado período de chuvas e suas consequências, assim como discutir os recorrentes eventos de secas e enchentes que se revezam anualmente, fragilizando cada vez mais a população do Estado, particularmente moradores/as das zonas rurais e periferias urbanas. O nome é inspirado no documentário Aperreio, de Doty Luz e Humberto Capucci, realizado a partir de encomenda do Comitê, com apoio da Oxfam, que também apoia a realização do Seminário. Aperreio foi recentemente premiado como melhor documentário, no Curta Carajás, no Pará.

Associação Agroecológica Tijupá, Cáritas Brasileira Regional Maranhão, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, MST e União por Moradia Popular estão entre as organizações que compõem o Comitê. Veja a seguir, a programação completa do seminário.

PROGRAMAÇÃO

Dia 19 de janeiro (quarta-feira)

8h30min – Abertura: boas vindas aos participantes e apresentação da proposta do Seminário (Representantes do Comitê de Monitoramento das Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes do Maranhão)

9h – Painel I: Cenários de mudanças climáticas (enchentes e secas) no Maranhão e a previsão da atuação do Governo. Palestrantes: Márcio Eloi (Meteorologista do Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão), Cel. Marcos Sousa Paiva (Coordenador da Defesa Civil Estadual do Maranhão), Júlio César Correia (Superintendente da Defesa Civil de São Luís), Francisco de Assis Castro Gomes (Secretário de Estado de Desenvolvimento Social), Francisco José de Moraes Alves (Superintendente Estadual do Banco do Nordeste) e Conceição Andrade (Secretária Estadual de Desenvolvimento Agrário do Maranhão).

11h – Debate

12h – Intervalo: almoço

14h – Apresentação cultural

14h15min – Exibição do Documentário Aperreio

14h40min – Painel II: Perspectivas de atuação da sociedade civil frente aos próximos cenários de mudanças climáticas. Palestrantes: Elenita Almeida (Coletivo de Mulheres Trabalhadoras Rurais / Comitê de Monitoramento das Políticas Voltadas às Vítimas das Enchentes do Maranhão), Ermelinda Maria Dias Coelho (Fórum Maranhense de Segurança Alimentar e Nutricional), Raimundo César Martins (Fórum de Direitos Humanos do Maranhão) e Francisco Sales (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão).

16h – Debate

16h30min – Planejamento do enfrentamento dos eventos climáticos em 2011 (Momento reservado às organizações que compõem o Comitê)

17h30min – Encerramento

Bis de “Noel, Rosa secular” acontece sábado

5 janeiro 2011

Tributo ao compositor carioca terá reapresentação a pedidos e será encerrado com baile pré-carnavalesco.

Os quatro senhores em ação em "Noel, Rosa secular". Foto: Pedro Araújo

A coincidência de outros shows em São Luís neste sábado (8) não diminuiu o ritmo e a animação dos envolvidos na produção do bis de Noel, Rosa secular, tributo ao compositor Noel Rosa que será reapresentado por Joãozinho Ribeiro, Chico Saldanha, Cesar Teixeira e Josias Sobrinho (vistos nessa ordem, da esquerda para a direita, na foto acima), no Bar Daquele Jeito (Vinhais), às 22h.

“São Luís cresceu e certamente há público para todos”, aposta o compositor Joãozinho Ribeiro, um dos quatro bambas de inegável influência noelesca que receberão como convidados Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro. O acompanhamento fica a cargo do Regional Feitiço da Ilha: Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), João Soeiro (violão), Juca do Cavaco (cavaquinho) e Vandico (percussão).

A Companhia de Teatro Beto Bittencourt ilustrará com suas “dancenações” passagens da vida de Noel Rosa e da paisagem boêmia carioca da época de clássicos como Com que roupa?, X do problema, Último desejo, Feitiço da Vila, Feitio de oração e Rapaz folgado, entre inúmeros outros.

Novidades – O repertório do show sofrerá pequenas modificações e cresce. “Muita gente que viu o primeiro show certamente irá vê-lo novamente e seria uma injustiça, tanto com estes quanto com o vastíssimo repertório de Noel, simplesmente repetir o programa”, explicou Joãozinho.

Outra mudança é o repertório dos convidados especiais: além das músicas cantadas na primeira edição de Noel, Rosa secular, cada um/a cantará outra pérola-surpresa da lavra do Poeta da Vila. Fechando a noite, um grande baile pré-carnavalesco: ao Regional Feitiço da Ilha somam-se os músicos Osmar do Trombone e Osmarzinho (saxofone), pai e filho, para conduzir um repertório regado a samba, frevo, muita marchinha e o que mais lembrar o espírito (santo ou não) do Carnaval.

Ingressos – Os ingressos para Noel, Rosa secular já estão à venda na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande) e custam apenas R$ 20,00. Para comprar meia-entrada (R$ 10,00) estudantes devem apresentar carteira no ato da compra e na entrada do espetáculo.

Serviço – Show Noel, Rosa secular e baile pré-carnavalesco. Com Cesar Teixeira, Chico Saldanha, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e Regional Feitiço da Ilha. Participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro. Dia 8 de janeiro (sábado), às 22h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais).