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A ceia dos excluídos no Arthur Azevedo

25 setembro 2009
Memórias da última ceia: arte engajada. Cartaz. Reprodução

Memórias da última ceia: arte engajada. Cartaz. Reprodução

Memórias da Última Ceia é o espetáculo que a Companhia de Dança Olinda Saul apresenta dias 26 e 27 de setembro, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo, com roteiro de Cesar Teixeira, coreografia de Hélio Martins e direção geral de Olinda Saul. No elenco, 23 jovens oriundos do Projeto Dança Criança, que atende alunos de escolas públicas da periferia de São Luís.

O balé contará com a participação especial dos atores Auro Juriciê e Silvana Cartágenes, interpretando personagens emblemáticos do lixão, além do bailarino e coreógrafo Hélio Martins e da pequena Alicia Saul. “Nosso maior objetivo é despertar o interesse das novas gerações de artistas, bailarinos, estudantes e da juventude em geral pelas questões sociais e ambientais”, explica Olinda Saul.

Cesar Teixeira diz que o espetáculo foi inspirado no poema Lixopping e na música Shopping Brazil, ambos de sua autoria,  e busca chamar a atenção para um problema social que a cada dia se agrava no Brasil: a miséria de uma parcela da população que, para sobreviver, depende dos lixões existentes nas zonas urbanas.

“Trata-se de um balé que mostra a realidade dos lixões brasileiros, onde a fome e a miséria não estabelecem diferença entre bichos e seres humanos. É uma fratura exposta”, ressalta.

A montagem refaz a rotina existente em torno de um grande monte de lixo para onde afluem diariamente pessoas e bichos que disputam os dejetos. Um conflito se estabelece entre os tiranos do lixão e seus habitantes, que são manipulados como marionetes, mas buscam a liberdade através de uma insurreição para garantir o espaço conquistado.

Drama social – Conforme a UNICEF, 45 mil crianças e adolescentes brasileiros vivem da garimpagem do lixo, distantes do lazer e das escolas. Por isso, em 16 de junho de 1999, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou a campanha “Criança no Lixo, Nunca Mais”, acreditando que até 2002 esta situação seria revertida.

Infelizmente, isso não aconteceu. A população dos lixões aumentou, juntamente com o desemprego e a situação de penúria de 33 milhões de brasileiros que, segundo a Fundação Getúlio Vargas, vivem abaixo da linha da pobreza.

Por essa razão, a degradação ambiental e o drama dos que dependem do lixo para sobreviver há muito vem motivando não só organizações civis e religiosas, mas também diversos setores dedicados à arte, a enfrentarem criticamente o problema. É o caso dos artistas que se reuniram para encenar Memórias da Última Ceia.

O espetáculo busca sensibilizar a opinião pública para a problemática social dos lixões, como forma de estimular debates em torno do tema, denunciando o processo de negação da cidadania no Brasil e nos países do Terceiro Mundo, penalizados com a globalização espúria da economia.

A coreógrafa Olinda Saul, que desenvolve o Projeto Dança Criança desde 1996, para atender alunos carentes, decidiu adotar o tema pela dimensão social que incorpora, e também para dar oportunidade aos jovens que integram o projeto de vivenciarem no palco cenas que alguns deles conhecem tão bem, mostrando que é possível ter esperança.

“São realizações como esta que permitem crianças e adolescentes do nosso estado resgatar a sua cidadania pela dança”, enfatiza Olinda Saul.

Sinopse – O espetáculo inicia quando um novo descarregamento mobiliza urubus e cães, que são expulsos pelos catadores de lixo, que recolhem roupas para vestir, abandonando ali seus trapos. Festejam as novidades com uma alegre orgia, interrompida por um personagem que sai de dentro do monturo: o Rei do Lixo, com seu manto feito de detritos industriais.

Esse personagem representa os Estados conservadores do Terceiro Mundo, submissos ao capitalismo internacional. Uma pessoa rebelada tenta e não consegue matar o rei, que manda prendê-la. Um representante do governo federal surge para decretar a privatização do monte de lixo e “resolver a questão” colocando-o à venda, o que provoca uma rebelião geral que reúne pessoas e bichos.

É organizada uma passeata visando envolver a opinião pública, onde se gritam as palavras de ordem: “O lixo é nosso!”

SERVIÇO

Memórias da Última Ceia

Elenco: Alyson Trindade, Carolina Barbosa, Dariel Novack, Eduardo Mello , Eleomar Durans, George Nascimento, Iara Teixeira, Janaina Martins, Jéssica Marieta, Joel Farias, Katiane Jardim, Luiza Gomes, Marlon Aspin, Monalisa Rubi, Richardson Araújo, Roberta Gamboa, Thaís Augusta, Sanndy Brandão, Suelma Cutrim, Thalita Alves, Thayna Alves, Thiago Gomes, Wanderson Mendes. Participação Especial: Hélio Martins (como Rei do Lixo), Alicia Saul, Silvana Cartágenes e Auro Jurassiê.

Dias 26 e 27 de setembro
Local: Teatro Arthur Azevedo
Hora: 20h
Ingresso (preço único): R$ 20,00

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Nosly e Quarteto Retratos na mudança do Clube do Choro

23 setembro 2009

Nova formação instrumental acompanhará o cantor Nosly na última edição do Clube do Choro Recebe no Restaurante Chico Canhoto; projeto mudará de endereço em outubro.

Entre os anos de 1956 e 1958 o maestro Radamés Gnatalli escreveu a Suíte Retratos, em que homenageava quatro mestres da música instrumental brasileira: Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga. A suíte tem quatro movimentos, cada um homenageando um destes grandes nomes.

Nosly tocará pela primeira vez no Clube do Choro Recebe

Nosly tocará pela primeira vez no Clube do Choro Recebe

Em homenagem a esta importante peça – cujas versões mais conhecidas são as gravações do próprio Radamés com Jacob do Bandolim, em 1964, e a da Camerata Carioca, à época com João Pedro Borges ao violão, em 1979 – foi batizado o Quarteto Retratos, recentemente formado por Paulo Trabulsi (cavaquinho), João Neto (flauta), Luiz Cláudio (percussão) e João Eudes (violão sete cordas) para acompanhar o cantor e compositor Nosly (foto). O músico está em São Luís após passagem pela Alemanha, onde realizou parte de seu novo disco, Nave dos sonhos.

Nosly é violonista, cantor e compositor e tem parcerias com diversos nomes da música brasileira, entre os quais merecem destaque Celso Borges, Chico Anísio, Chico César, Fausto Nilo, Gerude, João Nogueira, Nonato Buzar, Sérgio Natureza e Zeca Baleiro. Nascido em 1967 em Caxias/MA, sua música é fruto de influências tão distintas como a cultura popular maranhense, a bossa nova e o Clube da Esquina, movimento mineiro de nomes como Milton Nascimento e Lô Borges, entre outros.

Exímio instrumentista, Nosly já integrou a Orquestra de Violões do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde morou e foi aluno de nomes como Toninho Horta, Dori Caymmi, Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal, em workshops. Na capital mineira estudou também na Fundação Clóvis Salgado, além de ter participado de shows de Toninho Horta, Lô Borges, Flávio Venturini e Paulinho Pedra Azul.

Retratos de uma despedida – O Quarteto Retratos valoriza a diversidade da música instrumental maranhense contemporânea ao integrar em um grupo, membros de vários outros. A nova formação tocará pela primeira vez no sarau que marca a despedida do Clube do Choro Recebe, após dois anos de atividades, do Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama), por motivos de força maior.

O novo palco do projeto, a partir de 10 de outubro – não haverá sarau dia 3 – será a Pousada Portas da Amazônia/Le Pizzeria, na Rua do Giz, Praia Grande.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 96ª. edição.
Quem: o Quarteto Retratos recebe o cantor e compositor Nosly.
Quando: dia 26 de setembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Doutor em clarineta é o convidado do Clube do Choro Recebe

15 setembro 2009

Juvino Alves, doutor em música pela Universidade Federal da Bahia e professor da UFMA, será acompanhado pelo novo Instrumental 3×4.

Fundador e coordenador da Banda de Câmara Passo Doble, da Escola de Choro do Pandeiro e atual presidente do Clube do Choro da Bahia, doutorado em Música com concentração em Clarineta pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), tendo ainda especialização em Clarineta na Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Stuttgart, na Alemanha, o professor Juvino Alves veio parar na Ilha do amor – e do choro – como professor adjunto de Música da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Autoridade no assunto: Juvino Alves é doutor em música com concentração em clarineta pela UFBA. Foto: Clarice Cajueiro

Autoridade no assunto: Juvino Alves é doutor em música com concentração em clarineta pela UFBA. Foto: Clarice Cajueiro

No próximo sábado, 19, o professor é o convidado da 95ª. edição do Clube do Choro Recebe, que acontece a partir das 19h30min no Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama). Como anfitrião, um grupo novo, recém-formado, especialmente para acompanhá-lo, com a ginga, o talento e a agilidade necessários para garantir uma noite memorável: o Instrumental 3×4 é formado por Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas), Rui Mário (sanfona), Carlos Pial (percussão) e Wendell Cosme (bandolim e cavaquinho).

Em vinte anos de carreira Juvino Alves já tocou com nomes como Paulo Sérgio Santos, Luiz Melodia, Toninho Carrasqueira, Reco do Bandolim e Riachão, entre outros, além de já ter atuado como solista em diversos concertos, recitais e óperas no Brasil e no exterior. No repertório, certamente estarão nomes como Abel Ferreira e Paulo Moura, grandes mestres brasileiros do instrumento, entre outros clássicos do choro e da música contemporânea.

O professor Juvino Alves já participou da coletânea Rumos Brasil Música, da série Rumos, do Instituto Itaú Cultural, em 2004/2005. Tem ainda vários trabalhos apresentados e publicados sobre cultura musical brasileira, notadamente manifestações musicais baianas, choro e banda de música e filarmônica, interpretação musical, história da música e formas alternativas de educação musical na sociedade brasileira.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 95ª. edição.
Quem: o Instrumental 3×4 recebe o clarinetista Juvino Alves.
Quando: dia 19 de setembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Primos Trabulsi se encontram no palco do Clube do Choro Recebe

9 setembro 2009

Com Paulo Trabulsi, Regional Tira-Teima recebe Alberto Trabulsi em mais uma edição do projeto.

Assíduo frequentador do Clube do Choro Recebe e presença habitual nas canjas do projeto, o cantor e compositor Alberto Trabulsi é o convidado de sua 94ª. edição.

Alberto Trabulsi

Maranhense da capital, Alberto Trabulsi (acima em foto de Pedro Araújo) iniciou sua carreira em festivais escolares. Em dezembro passado sua composição Sr. José recebeu o troféu de Melhor Letra no III Festival João do Vale de Música Popular. Recentemente, dividiu o palco do Restaurante Chico Canhoto – palco do Clube do Choro Recebe aos sábados – com o músico Marconi Rezende, na série de shows Mano a Mano, quando interpretavam obras de Chico Buarque e João Bosco. Mano a Mano teve temporada entre os meses de julho e agosto às sextas-feiras.

O músico será recebido pelo Regional Tira-Teima, integrado pelos mestres Serra de Almeida (flauta), Zé Carlos (percussão), Francisco Solano (violão sete cordas) e Paulo Trabulsi (cavaquinho), este, primo do convidado.

Em sua apresentação Alberto Trabulsi passeará por sambas de sua autoria, além de interpretar composições de nomes como Paulinho da Viola, João Bosco e Chico Buarque.

O projeto Clube do Choro Recebe tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 94ª. edição.
Quem: o Regional Tira-Teima recebe o cantor Alberto Trabulsi.
Quando: dia 12 de setembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Clube do Choro Recebe: Pixinguinha e Tutuca

1 setembro 2009

Primeiro – e até aqui, único – grupo maranhense de choro a lançar cd, Instrumental Pixinguinha será o grupo anfitrião do 93º. sarau do projeto, quando receberá o cantor Tutuca.

O projeto Clube do Choro Recebe completou, no último dia 1º. de setembro, dois anos de atividades, com raríssimas interrupções – períodos carnavalesco e junino, por exemplo. Realizado sábado após sábado no Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama), neste (5), chega à 93ª. edição.

Bambas do Pixinguinha receberão o cantor maranhense Tutuca. Foto: Zema Ribeiro

Bambas do Pixinguinha receberão o cantor maranhense Tutuca. Foto: Zema Ribeiro

No palco, o encontro dos bambas do Instrumental Pixinguinha com o cantor maranhense Tutuca. O grupo formado por Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), Juca do Cavaco, Lazico (pandeiro) e Raimundo Luiz (bandolim e rabeca) receberá o integrante do Som do Mará, autor de alguns hits da música maranhense, que cantará além de músicas de sua lavra, grandes sucessos do samba e choro brasileiros.

Convidado do 93º. Clube do Choro Recebe, Tutuca passeará entre repertório autoral e clássicos do samba e choro brasileiros. Foto: divulgação

Convidado do 93º. Clube do Choro Recebe, Tutuca passeará entre repertório autoral e clássicos do samba e choro brasileiros. Foto: divulgação

Tutuca iniciou sua carreira ainda criança, em programas de auditório de rádios e tevês da capital maranhense, quando ganhou o apelido que o acompanharia em sua carreira artística. O Instrumental Pixinguinha foi o primeiro – e é até agora o único – grupo maranhense a lançar um disco de choro: Choros maranhenses saiu em 2006 e, além de composições dos integrantes do grupo, traz composições de grandes mestres maranhenses do gênero, a exemplo de Six, Nuna Gomes e Zé Hemetério, entre outros. Entre clássicos do mais brasileiro de todos os gêneros musicais, parte do repertório do disco será apresentada ao público presente na metade instrumental do Clube do Choro Recebe.

O projeto tem apoio cultural de TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM e parceria de JL Music Studios e Solar Consultoria.

SERVIÇO

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 93ª. edição.
Quem: o grupo Instrumental Pixinguinha recebe o cantor Tutuca.
Quando: dia 5 de setembro (sábado), às 19h30min.
Onde: Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama).
Quanto: R$ 8,00 (entrada).
Maiores informações: pelo telefone [98] 3252-1219 e/ou e-mails ricochoro@hotmail.com, chicocanhoto@ymail.com e/ou clubedochorodomaranhao@gmail.com
Apoio Cultural: TVN São Luís, Autêntico Chopp de Vinho e Rádio Universidade FM.
Parceria: JL Music Studios e Solar Consultoria.

Celso Borges apresenta espetáculo de poesia e música no Maloca

1 setembro 2009

A posição da poesia é oposição reúne cerca de 20 poemas do artista maranhense, que será acompanhado por Christian Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão). A performance terá a participação especial da poeta Lúcia Santos. 

O poeta e letrista Celso Borges apresenta dia 5 de setembro no bar Maloca, na Lagoa, show em que interpreta poemas de seus dois livros-CDs, XXI (2000) e Música (2006), entre eles Linguagem, Persona Non Grata, Chacal e Pária. A posição da poesia é oposição tem trilhas e interferências sonoras executadas pelos instrumentistas Franklin Portela (guitarra) e Luiz Cláudio (percussão), que trabalharam separadamente nos dois livros-CDs de Borges.

“A poesia falada pode ser uma experiência mais rica do que as tradicionais leituras de palco, que lembram antigos jograis das montagens teatrais escolares. Esse show é uma festa sonora da música da palavra, palavra musicada, música falada, palavra cantada, uma celebração de música e poesia”, diz o poeta.

No espetáculo, voz, guitarra e percussão proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades. Celso Borges investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais com o objetivo de fortalecer o diálogo entre a música e a poesia.

“Ao fortalecer as duas linguagens e dar uma estrutura sonora ao texto, além de sua própria sonoridade, A posição da poesia é oposição abre novas possibilidades de leitura para a poesia e mina o desgaste que as linguagens faladas têm sofrido nos últimos anos, sobretudo o rap, que vem se repetindo, tanto no discurso como em sua forma sonora”, diz Celso.

A posição da poesia é oposição apresenta um painel de experiências, fruto da inquietação do artista e sua busca pelas diversas possibilidades de dizer o poema. Ao abrir um leque inovador de diálogo entre a palavra e a música, o artista assume uma posição contemporânea no mapa da poesia brasileira. Celso Borges quer mostrar que sua poesia coloca em discussão possibilidades formais no palco, com elementos que colaboram para enriquecer o universo da poesia brasileira falada/cantada no começo do século 21.

A performance estreou em abril deste ano, na 6ª edição do projeto Catarse – reunião de artistas de todas as linguagens no palco do Sesc Pompéia, em São Paulo. Na ocasião, o poeta Celso Borges foi acompanhado pelo guitarrista paulistano Rafael Agra.

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

E-flyer de divulgação do show de poemúsica de Celso Borges. Foto: Cláudio Lima

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A posição da poesia é oposição

Dia 5 de setembro (sábado), às 22h, na Maloca (Lagoa)

Celso Borges – voz e poesia
Christian Portela – guitarra
Luiz Cláudio – Percussão
Participação especial – Lúcia Santos

Duração do espetáculo: 45 minutos

Discotecagem: Pedro Sobrinho

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Os artistas 

Celso Borges é de São Luís do Maranhão, onde nasceu em 1959. Poeta, jornalista e letrista, viveu em São Paulo durante 20 anos e está retornando a São Luís. Parceiro de Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, tem sete livros de poesia publicados, entre eles Pelo avesso (1985); Persona non grata (1990); Nenhuma das respostas anteriores (1996), XXI (2000) e Música, os dois últimos no formato de livro-CD, com a participação de mais de 50 poetas e compositores de várias cidades brasileiras.

No palco, desenvolveu com o DJ paulistano Otávio Rodrigues o projeto Poesia Dub, que se apresentou, entre outros eventos, no Tim Festival (SP-2004) e no projeto poético musical Outros Bárbaros, do Itaú Cultural (2005 e 2007). Seu terceiro livro-CD, Belle Époque, será lançado ainda este ano.

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Christian Portela, multi-instrumentista maranhense (São Luís, 1976), toca gaita, guitarra, baixo, teclado e bateria. Começou no grupo Bota O Teu Blues Band, uma das primeiras bandas de blues e rock a fazer um circuito de bares na Ilha. Em 1998, aproximou-se do rap e foi um dos fundadores da T. A. Calibre 1, banda  referência do cenário alternativo do Maranhão e um dos destaques do livro-CD Música, de Celso Borges, participando da faixa São Luís: Segundo Movimento.

A T.A. Calibre 1 venceu dois prêmios Universidade e foi indicada para o prêmio Hutus de rap, como uma das melhores bandas do Norte/Nordeste, pelo lançamento do CD Balaio. O disco mistura as rimas engajadas do rap, as cadências de jazz e a fúria do rock, aos ritmos regionais de bumba-meu-boi e tambor de crioula.

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Luiz Cláudio, paraense, percussionista, arte-educador e pesquisador da cultura popular. Radicado em São Luís desde o final dos anos 1970, desenvolveu aqui extenso trabalho de pesquisa de campo, coletando material e aprendendo junto a grandes mestres de tambor de crioula como Felipe e Leonardo, entre outros. Em 1987 dirigiu o Beat and Beach, I Encontro de Percussão no Maranhão, que reuniu Robertinho Silva, Layne Redmond e Marco Suzano. Nesse mesmo ano criou o grupo de percussão Fogo de Mão, que participou do Percpan, em Salvador (1995).

Tocou e gravou com Nelson Ayres, Zeca Baleiro, Ceumar, Rita Ribeiro e Naná Vasconcelos, entre outros. Atualmente trabalha no projeto Som da Lata, oficinas de reciclagem de lixo para confecção de instrumentos de percussão e faz assessoria para empresas privadas em programas sociais e workshops de percussão. Luiz Cláudio participou de algumas faixas do primeiro livro-CD de Celso Borges, XXI, lançado em 2000.