Archive for novembro \28\UTC 2006

58 ANOS DA DUDH

28 novembro 2006

“Direitos Humanos” também é cultura? Este blogue tem certeza que sim e divulga aqui, rapidinho, duas notinhas ligadas ao assunto. Até o dia 1/12, estão abertas as inscrições para o Concurso de Redação em Comemoração aos 58 anos da Declração Universal dos Direitos Humanos, promovido pelo Fórum Estadual de Organizações Não Governamentais de Defesa dos Direitos Humanos do Maranhão com apoio da Terre des hommes. O tema é, também, uma pergunta: “Direitos de crianças e adolescentes são direitos humanos?”, e podem concorrer crianças e adolescentes (entre 11 e 14 anos)devidamente matriculados em escolas da rede pública municipal de ensino. As fichas de inscrição podem ser preenchidas no ato de entrega da redação (que deve ser escrita a punho pelo concorrente) no endereço da Fondation Terre des hommes (Rua da Cruz, 137, Centro, São Luís/MA).

E entre 4 e 7/12 acontece a Semana de Direitos Humanos, também celebrando os 58 anos da DUDH. O evento acontecerá no Auditório da Unidade Centro de Negócios da Faculdade São Luís (Rua Oswaldo Cruz, 1455, Centro) e terá debates, cursos e seminários e a programação completa pode ser conferida no endereço http://www.smdh.org.br

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ACOMPANHADO, CHIQUINHO FRANÇA LANÇA “SOLOS”

23 novembro 2006

O músico maranhense Chiquinho França sobe hoje, às 21h, no palco da Concha Acústica da Lagoa da Jansen para lançar “Solos”, seu primeiro dvd. Ao contrário do que possa parecer, o homem terá consigo uma banda de primeira. Os ingressos custam R$ 20,00 (metade para estudantes com carteira). O dvd será vendido por R$ 30,00. É o pacote-onça!

MARIA NA PRAIA GRANDE

23 novembro 2006

o surdo batuque bumbando nos becos e seus buracos de cantaria
bate que bate de corpo no solo estalo do sotaque de maria
zanzando entre os tambores da madre deus

maria, tua beleza derrama pelo ladrão

teus castelos de nuvem
tuas sandálias lindas
cruzando a rua às 12 da noite
maria e seus olhos brincos se pendurando no canto dos azulejos
sua cara não sua
sua pele pura
leve lírio
total

maria solitária maria hoje parece que volta parece que valsa
parece que de viés vou te costurar nos meus sonhos
me agarrar como um dândi nos teus ombros azuis
me alinhavar no teu vestido de alfazema

maria maria que me ajeita fiel que me enfeita os cabelos
que me anarina de brisas me dá peito me consola
que me estreita estrela
maria e minha alma torta,
ternura entrando por aquela porta ali longe dos andores e das igrejas
meu coração ateu te reza:
ave maria cheia de graça
o senhor é convosco
bendita sois vós entre as mulheres

*

Lindo, não? Entre um bolero não identificado por este blogueiro e o Hino de São Luís (Bandeira Tribuzi), o poema foi declamado na Praia Grande, em meio a um cortejo que homenageava Santa Cecília, padroeira da música, pelo seu dia (22/11, hoje, portanto), há pouco, na Praia Grande. “Música”, aliás, é título do mais novo livro-disco de Celso Borges. Faltou, aliás, o ator que declamou (este blogueiro não conhecia/eu), dizer que é Celso Borges, o autor de “Maria” (título do poema acima, grafado assim em minúsculas e disposto assim, centralizado, respeitando a beleza do livro de CB, que derrama pelo ladrão).

ESTE BLOGUE DÁ ANTES E GOSTA!

21 novembro 2006

Muito se esbravejou Ilha afora contra Zeca Baleiro, Teatro Arthur Azevedo, Petrobras, a produção local, os cambistas e até mesmo, vejam só!, este pobre blogueiro: “porra, cadê tua influência?, teus contatos?”. Teóricos adeptos das leis de Murphy – “nada está tão ruim que não possa piorar”, diz uma delas – tentavam entender de onde é que um cambista tira R$ 700,00 (setecentos reais) “no pau” para comprar cinqüenta ingressos duma vez. Em tempo: no mercado paralelo, digo, nas mãos dos cambistas, o passaporte para assistir Zeca Baleiro custa R$ 40,00 (quarenta reais), sem meia(s) para estudantes.

Aos que porventura ainda estiverem de cara amarrada por que não irão assistir o arariense no TAA, uma quentíssima: é ele o tal “convidado surpresa” do show de Marinês, sábado (25), 22h, no Ceprama.

Sobre este “furo”, este blogue – que em sua origem já é uma cópia confessa de outras pontes aéreas – adapta, para seu uso, um jargão da Revista Trip: “demos antes e gostamos”.

SERÁ?

21 novembro 2006

Agora é pra valer! Vem aí NAÇÃO ZUMBI. a g u a r d e m

O acima está nos anúncios do show de Marinês (produção de Ópera Night). Sem querer ser chato ou dar uma de São Tomé, cabe a pergunta: será?

O ESQUECIMENTO DO BLOGUEIRO E UM AVISO EM TEMPO

20 novembro 2006

Olha que as doses etílicas têm sido regrad(íssim)as ultimamente. Mas este blogueiro acabou esquecendo de anunciar aqui a II Jornada de Filosofia e Ciência do Cefet-MA, que rola desde a manhã de hoje no Teatro Viriato Gaspar, no Cefet-MA, logo ali na Av. Getúlio Vargas.

Como vocês (bem como este blogueiro) já perderam parte da programação, anuncio aqui a palestra de amanhã, às 14h, a ser proferida pelo compadre Marcos Ramon, vulgo Ramon de Gisele, ele Professor de Filosofia: “Filosofia e Literatura no Banquete de Platão“.

Mais sobre a Programação, preguem as orelhas aí na Rádio Universidade, que tá dando toda hora. Ou enviem um e-mail pro cabra: marcosramon@yahoo.com.br

Com o perdão da falha/falta, até o próximo post.

ACABOU!

17 novembro 2006

Enquanto este blogueiro caminhava até o terminal de computador mais próximo (ainda não para blogar esta nota), lembrando que hoje às 20h30min, no Teatro Alcione Nazaré, tem o Samba com Mandinga de Chico Nô e convidados, esbarra, na esquina de São Pantaleão com Misericórdia, naquele ventiladíssimo barzinho-praça, com quatro figuras e um violão, que acenaram, convidando para uma(s) cerveja(s): Júnior Aziz, Patinho, Zequinha Boemia e Édson Mondego.

O blogueiro acenou de longe e continuou o percurso. Ainda havia meio expediente a ser dado. Chego ao bendito terminal de computador supra-citado e, via msn, troco algumas palavras com uma amiga que trabalha no Teatro Arthur Azevedo, sobre a venda dos ingressos para o show de Zeca Baleiro, terça-feira próxima (eu demorei a blogar, mas eram 14h50min):

“Como é que tá o movimento aí”, pergunto.

“Você acredita que começaram a vender os ingressos às 14h e já estão esgotados?”

Famílias grandes? Cambistas? Ou o quê?

PONTES AÉREAS

15 novembro 2006

Além deste maranhense que vos perturba sistematicamente, mais dois entram, este feriado, na Ponte Aérea. Não esta São Luís, modesta. Quer dizer, de certa forma, que ambos passam por aqui, ao menos para anunciarmos suas viagens. Ao assunto, sem mais rodeios, pois, pois.

Joãozinho Ribeiro participa, na Casa das Rosas, em São Paulo, do Encontro de Artistas América do Sul, cujo tema é A responsabilidade do artista no reencantamento do mundo. Ele compõe, dia 17, uma mesa cujo tema é Cidadania cultural e as responsabilidades humanas, onde debaterá com Daniel Hilário e Sebastião Soares.

A outra maranhense que viaja este mês é Rosa Reis, que apresenta seu Flor da Mangueira em Brasília, amanhã e depois. O show é resultado de um trabalho de pesquisa de Rosa e da turma do Laborarte por terreiros e terrenos diversos, com um resultado ímpar, um verdadeiro passeio pelas tradições musicais maranhenses, dos palcos convencionais às festas de santos, entre outros/as. O espetáculo acontece na Sala Cássia Eller (Funarte, atrás da Torre de TV); os ingressos, baratíssimos, custam R$ 5,00 e R$ 2,00 (preço promocional para estudantes, idosos, músicos e funcionários da Petrobrás).

FAÇA(M) SUA(S) APOSTA(S)

14 novembro 2006

Em novembro a Ilha tá que tá. Shows para todos os gostos: 3Reis Magros aniversariando hoje; Chico Nô lançando disco artesanal sexta-feira; Zeca Baleiro, baratinho (R$ 14,00), terça-feira (dia 21, no TAA), e Marinês, anunciada por Ópera Night para o próximo dia 25, no Ceprama. Mais detalhes em breve, cá nesta Ponte.

Mais agitadas que o cenário musical showzístico da capital maranhense, só as casas de jogos. Todo mundo quer saber quem será o convidado surpresa anunciado para o show deste pilar do forró nordestino (moços, esqueçam o que hoje infesta as “rádias”!)

ESTRÉIA SEGUNDA-FEIRA

12 novembro 2006

Pedrinho Almeida, 17, outro Ribeiro, que já já termina o ensino médio no Aprovação e vai tentar o vestibular para Comunicação Social me convidou. E eu, de pronto, aceitei. A partir de segunda-feira, 13, amanhã, escreverei uma coluna semanal no Diboa. Ainda não sei sobre o quê. Andei indagando meus botões, que estão reunidos, confabulando, mas ainda não me deram resposta. No mais tardar, amanhã vocês descobrem. É mais um lugar para vossos sacos se encherem. Até! E fiquem diboa!

UM POUSO NO PEQUIM

11 novembro 2006

Esta Ponte Aérea bem poderia se chamar Ponte Terrestre, quiçá, melhor ainda, Ponte Pedestre, já que seu blogueiro-aporrinhador-titular gasta, Ilha afora/adentro, sola de chinela, como no forró imortalizado por Mestre Jackson do Pandeiro.

Ainda está longe (44 dias para, anunciava uma vitrine) do Natal, mas a Rua Grande já está um inferno. Gente saindo pelo ladrão, para ficar no chavão, lugar-comum, como a própria Rua Grande, “o maior shopping a céu aberto do Brasil”, como apregoam os que idealizam climatizá-la etc. e tal.

Após as compras, sem tanto stress assim, que conversando a fila anda ligeiro, um merecido almoço. Aos apreciadores das iguarias, ou adeptos aos modismos de novidades (“ah, o boteco que inaugurou é melhor”, dizem as antenadas), fica a dica: ali ao lado da casa onde nasceu Celso Borges, na Rua da Paz, o Restaurante Pequim. Comida chinesa por quilo. O blogueiro é adepto aos pés-sujos, botecos de balcão, mas abre, vez em quando, suas exceções. Esta é uma, e vale a pena.

JOÃOZINHO RIBEIRO, SECRETÁRIO DE ESTADO DE CULTURA

10 novembro 2006

Nota na Primeira Classe (JP Turismo, Jornal Pequeno) de hoje – coincidentemente o mesmo espaço onde este blogueiro escreve – alerta que o lobby em torno do nome de Joãozinho Ribeiro para a Secretaria de Estado da Cultura poderia simplesmente reproduzir os costumes da oligarquia recém-derrotada. Não creio. O “lobby” – como estão chamando um legítimo movimento encabeçado por Laborarte e Grita, duas grandes agremiações artísticas/culturais do Estado – faz-se necessário. Ora, sabemos que, entre os boatos ouvidos até aqui/agora, o professor universitário, compositor e poeta Joãozinho Ribeiro é, de longe e sem sombra de dúvidas, o melhor, por diversos motivos: larga militância para com as questões culturais além-Estado (tradução: não seria mero tecnocrata ocupando um cargo a troco de venda da alma ou coisa que o valha), experiência administrativa (Joãozinho Ribeiro já foi Secretário Municipal de Cultura e fez bela gestão à frente da FUNC, lembram?), conhecimento, portanto, dos dois lados da moeda, entre inúmeros outros aspectos que aqui poderiam ser tra(du)zidos.

Este blogueiro, a princípio, silenciou, pensando: ora, será uma loucura Jackson Lago escolher outro nome para a pasta. Mas, sabemos, equívocos acontecem, ainda mais no campo da política (partidária). Dada a proximidade deste que vos tecla com o quase certo futuro secretário, uma possibilidade, ainda, era, a língua ferina do povo desatar aos quatro ventos: o torto da Ponte Aérea São Luís já está olhando para o próprio umbigo e, em busca de um lugar ao gabinete, defende o nome do autor de Paisagem Feita de Tempo blá blá blá…

O piloto desta Ponte Aérea tem a mesma opinião dos citados grupos importantes: Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte) e Grupo Independente de Teatro Amador (Grita). E os passageiros? Para ajudá-los a tirar suas próprias conclusões, eis o manifesto – abaixo, em itálico – que circula, defendendo a “candidatura” de Joãozinho Ribeiro ao cargo de Secretário de Estado.

O futuro governo do Dr. Jackson Lago representa para nós artistas, produtores, militantes e fazedores do tecido cultural maranhense, um ato decisivo na construção de um destino democrático e na elaboração de um projeto de Maranhão autônomo, includente e participativo.

A gestão do Dr. Jackson Lago significa para nós, termos a Cultura como fator de inclusão social e de desenvolvimento local e regional, promovendo a cidadania cultural e a auto-estima do maranhense. A Cultura como direito básico dos cidadãos e como política de Estado, integrada, por exemplo, às políticas de Educação e de Comunicação.Deste modo, a Cultura deve ser percebida, sobretudo, pela sua dimensão sócio-política no fortalecimento do tecido social maranhense. E para que isso seja efetivado, defendemos a nomeação do companheiro JOÃOZINHO RIBEIRO, para o posto de titular da pasta da SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. Toda a trajetória de JOÃOZINHO RIBEIRO – como artista, militante cultural e de gestor público, quando esteve à frente da Fundação Municipal de Cultura – está alicerçada numa construção participativa, democrática e com o respeito à diversidade cultural.Nós compreendemos a Cultura como um campo fértil para criar sociabilidades, para originar laços de solidariedade e fortalecer o sentimento de pertença a uma determinada coletividade. Para isso, temos com a escolha do companheiro JOÃOZINHO RIBEIRO, à frente da Secretaria de Estado de Cultura, a chance de estabelecermos o diálogo entre a sociedade civil e o poder público, auxiliando na construção de processos integrados e solidários, formando extensa rede de cooperação.

Entendemos que o governo do Dr. Jackson Lago precisa primar por ações culturais inovadoras que possam contribuir de forma definitiva para as grandes transformações sociais, a partir do reconhecimento de cada cidadão e cidadã como produtor e beneficiário da cultura, e da valorização e vivificação das nossas diversas manifestações, saberes e fazeres culturais. E tudo isso está para nós entremeados na trajetória do companheiro JOÃOZINHO RIBEIRO.

Não se constrói um Estado livre sem uma sólida referência construída sobre os valores históricos, ético-políticos e culturais. As políticas públicas e democráticas de Cultura, são indispensáveis para a consolidação desse novo projeto de Maranhão. 

1 ANO DE 3 REIS QUE SÃO 4 MAGROS

9 novembro 2006

Os 3Reis Magros são quatro. E estão comemorando um ano juntos, mas sem sexo. Ao menos, entre os quatro, ao que consta. Os comunicólogos (formados ou em formação) André Grolli (bateria, voz), Bruno Barata (guitarra, voz), Pataugaza (guitarra, voz) e Ramusyo Brasil (contrabaixo, voz) celebram, cansados de covers (que eles nunca tocaram), com repertório próprio (o que lhes garantiu(e) certa notoriedade no cenário underground ludovicense) seu aniversário, junto ao público, que se é pouco (o ingresso é só R$ 3,00, turma, vumbora!), é fiel.

Amanhã (10), às 22h, no Bar do Nélson (Av. Litorânea, todo mundo aí sabe): SEXTA TÔ NO NELSON (com a turma do Overblues).

Terça-feira (14), às 17h30min, MEIAS LILÁS, 3REIS MAGROS, ANO 1, grátis, ali na Ágora do Odylo (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande)